CSKA e Parma optimistas

Tanto o CSKA como o Parma estão optimistas para o jogo da segunda mão da meia-final da Taça UEFA, após o nulo verificado há uma semana.

O jogo da primeira mão realizado entre as duas equipas no Stadio Ennio Tardini terminou com um empate sem golos, resultado que deixa ambas as equipas com boas perspectivas.

O PFC CSKA Moskva venceu os três encontros que realizou em casa para a Taça UEFA desde que transitou para esta competição, proveniente da UEFA Champions League, enquanto o Parma está na competição desde o início - na primeira eliminatória, após um empate a zero em casa do VfB Stuttgart, venceu na Alermanha or 2-0.

A meia-final da Taça UEFA entre o PFC CSKA Moskva e o Parma FC é o segundo encontro entre as duas equipas em três temporadas. Os clubes mediram forças na primeira eliminatória da Taça UEFA na época 2002/03, com os italianos a seguirem em frente graças a um golo no último minuto do jogo da segunda mão, que valeu a vitória por 4-3 no total da eliminatória.

Na primeira mão, jogada em Ramenskoye, o resultado terminou com um empate a uma bola, com Adrian Mutu a marcar aos 53 minutos, mas Denis Popov empatou pouco depois. O CSKA começou a perder em Itália, pois Adriano marcou logo aos oito minutos de jogo, mas os russos reagiram e deram a volta ao marcador, com dois golos do médio Sergei Semak, aos minutos 37 e 43. Mas Mutu empatou, aos 66 minutos de jogo, e, no derradeiro minuto, colocou os russos fora da competição, que, até aí lideravam a eliminatória graças à regra dos golos apontados fora.

O CSKA é a unica equipa em prova afastada da UEFA Champions League. Os russos nunca venceram fora na Taça UEFA, mas chegaram até às meias-finais depois de ganharem todos os jogos em casa nas rondas a eliminar, com um total de 8-0 nas três partidas disputadas. Os russos esperam agora quebrar uma das 'maldições' que se abate sobre a cidade de Moscovo, cidade que ainda não ganhou qualquer prova da UEFA.

Este vai ser o jogo 49 na Europa para o CSKA, que apenas encontrou uma equipa italiana para além do Parma. Na época 1991/92, em partida a contar para a Taça das Taças, o CSKA defeontou a AS Roma, tendo perdido por 2-1 no estádio Luzhniki, com Ruggiero Rizzitelli a marcar o golo da vitória aos 73 minutos. Os russos ganharam em Roma, com um golo de Sergei Dimitriev logo aos 13 minutos, mas os italianos seguiram em frente, graças aos dois tentos marcados fora.

Nesta temporada, o CSKA afastou o Benfica nos 16 avos-de-final, tendo ganho 2-0 em Krasnodar (em casa emprestada) e empatado 1-1 em Lisboa, fazendo resultados idênticos com o FK Partizan, empatando a uma bola em Belgrado e ganhando 2-0 em casa. A vítima seguinte em Moscovo foi o AJ Auxerre, que viu Chidi Odiah, Sergei Ignashevich, Vagner Love e Rolan Gusev marcarem os golos que deram a vitória por 4-0, margem que chegou para a derrota sofrida em França, por 2-0.

Essa foi a única vez que o Parma defrontou equipas russas ou da antiga URSS, no total de 111 jogos disputados nas provas europeias, tendo vencido, em 1993, a Taça das Taças e, em 1995 e 1999, a Taça UEFA.

Depois de ter terminado em terceiro lugar do Grupo B, o Parma não mais voltou a perder, tendo ganho dois jogos e empatado quatro, em três eliminatórias muito disputadas, com quatro golos marcados e um sofrido.

Nos 16 avos-de-final, foi necessário recorrer ao prolongamento para afastar o VfB Stuttgart, pois registaram-se dois empates a zero nas duas mãos. Contudo, no tempo suplementar, Marco Marchionni e Andrea Pisanu marcaram e o Parma seguiu em frente. Giuseppe Cardone apontou o único golo da eliminatória e foi graças a ele que os italianos ultrapassaram o Sevilla FC. Nos quartos-de-final, foi Pisanu que marcou na Áustria o golo que valeu ao Parma um empate a uma bola e a passagem às meias-finais, ultrapassando o FK Austria pela regra dos golos apontados fora de casa, depois do nulo registado em Itália.