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"Bom trabalho" para a Inglaterra de Hodgson

Publicado: Sábado, 16 de Junho de 2012, 0.11CET
Roy Hodgson falou num "bom trabalho" e mostrou-se aliviado depois da vitória sobre a Suécia por 3-2, que elimina os homens de Erik Hamrén, que também lamentou os "golos estranhos".
por Paul Saffer e David Crossan
de Estádio Olímpico
"Bom trabalho" para a Inglaterra de Hodgson
Roy Hodgson aplaude a exibição inglesa ©AFP/Getty Images

Estatísticas dos jogos

SuéciaInglaterra

Golos marcados2
 
3
Posse de bola(%)48
 
52
Total de tentativas12
 
15
Remates à baliza8
 
9
Remates para fora4
 
6
Remates interceptados3
 
3
Remates nos postes0
 
0
Cantos3
 
3
Foras-de-jogo0
 
0
Cartões amarelos3
 
1
Cartões Vermelhos0
 
0
Faltas cometidas14
 
10
Faltas sofridas9
 
13

Classificação

Legenda:

J: Jogados   
Pts: Pontos   
Última actualização: 21/11/2017 14:47 CET
Publicado: Sábado, 16 de Junho de 2012, 0.11CET

"Bom trabalho" para a Inglaterra de Hodgson

Roy Hodgson falou num "bom trabalho" e mostrou-se aliviado depois da vitória sobre a Suécia por 3-2, que elimina os homens de Erik Hamrén, que também lamentou os "golos estranhos".

Após a emocionante vitória por 3-2 que deixou a selecção inglesa a apenas um ponto de se apurar para os quartos-de-final do UEFA EURO 2012, o seleccionador Roy Hodgson falou num "bom trabalho". A extraordinária resposta de Danny Welbeck, em resposta ao cruzamento feito por um substituto que já tinha marcado o golo do empate, Theo Walcott, decidiu o jogo, mas deixou o seleccionador adversário orgulhoso da sua equipa e a lamentar a falta de sorte.

Erik Hamrén, seleccionador sueco
É uma grande desilusão. Até agora, jogámos, em meu entender, duas partes muito boas, uma parte mais ou menos e uma má, e aqui estamos a zero pontos. Fizemos um bom jogo e estou muito orgulhoso dos jogadores, pois mostraram a atitude que queríamos ver. E tivemos a coragem de jogar à nossa maneira. Mas para ganhar jogos também é preciso um pouco de sorte. Quando vi o nosso primeiro golo, pensei que seria a nossa noite. Mas não tivemos aquela força extra em nenhum dos nossos jogos.

A diferença entre nós e a Inglaterra esteve na eficácia, eles foram mais eficazes e ganharam. Mas tenho muita pena pelos jogadores. Na Suécia, costumamos dizer "a operação correu muito bem, mas o paciente morreu", e é assim que me sinto. Temos de perceber como é que os golos aconteceram. O primeiro golo é inteiramente mérito deles, com o golo do [Andy] Carroll; falhámos na comunicação e no posicionamento, mas sabíamos que ele era bom de cabeça.

Do segundo golo, nem sei o que dizer, creio que tocou no e Sebastian Larsson mudou de direcção. Chegou muito rápido, como o golo do empate da Ucrânia, quando nós tínhamos o jogo a correr de feição. [OWelbeck] pode jogar o resto da vida sem nunca mais marcar um golo assim. Hoje, estivemos muito bem e sofremos vários golos estranhos. Ainda nem pensei no último jogo [França], estamos muito tristes, e há que aceitar isso, e saber lamentar o que nos aconteceu. Acho que só daqui a 24 horas, pelo menos, é que vamos pensar no próximo jogo.

Roy Hodgson, seleccionador inglês
Temos a sensação de termos feito um bom trabalho, e creio que, neste nível, em que os jogos são sempre tão disputados, porque o adversário é sempre de valor, sentimos um arrepio de alívio quando ouvimos o apito final.

Não que esse alívio signifique que não merecíamos a vitória, ou que não tenhamos controlado o jogo por longos períodos. Significa que, quando só temos um golo, está-se sempre preocupado com a possibilidade de acontecer alguma coisa à última hora, um jogador que escorrega, um erro do árbitro, um remate desviado. Quando isso não acontece, há sempre um elemento de alívio.

[O 3-2] foi uma boa jogada, acho que ganhámos as costas do lateral esquerdo com um bom passe, o Theo [Walcott] conseguiu fugir-lhe e teve a serenidade de ver o Danny [Welbeck], e este calculou bem a corrida ao primeiro poste e vrou-se muito bem. O guarda-redes pensou que ele remataria para a frente, mas ele conseguiu virar-se e rematar para o segundo poste.

Claro que acreditei no Theo, penso que é um bom jogador, com talento, por isso o escolhi para os 23. Estaria a mentir se dissesse que conheço estes jogadores tão bem como [os media ingleses], vocês já os viram muitas vezes,eu trabalhei com eles um mês e ainda estou a perceber os pontos fortes deles e onde é que podem melhorar.

É fantástico ir para o último jogo [da fase de grupos] a saber que um bom resultado nos dá o apuramento, e se o conseguirmos ficarei satisfeitíssimo, porque é um Grupo muito difícil. Não há um adversário fácil, por isso o essencial, para nós, era não fugir ao padrão que apresentámos nos últimos quatro jogos, desde que assumi funções. Talvez a presença do [Wayne] Rooney tire pressão aos jogadores que já jogaram, porque ele consegue mudar um jogo sozinho.

Última actualização: 17-06-12 0.55CET

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