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A grande aventura de Piţurcă

Publicado: Quarta-feira, 18 de Junho de 2008
Victor Piţurcă explicou que a primeira regra contra a Holanda é "não os deixar marcar primeiro", isto depois de a sua Roménia ter ficado pelo caminho.
por Jim Wirth
de Stade de Suisse
A grande aventura de Piţurcă
A equipa de Victor Piţurcă foi eliminada sem conseguir nenhuma vitória ©Getty Images

Estatísticas dos jogos

HolandaRoménia

Golos marcados2
 
0
Remates à baliza5
 
2
Remates para fora9
 
7
Cantos2
 
1
Faltas cometidas17
 
11
Cartões amarelos0
1
Cartões vermelhos0
 
0

Classificação

Última actualização: 27/06/2012 14:12 CET

Legenda:

J: Jogados   
Pts: Pontos   
Publicado: Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

A grande aventura de Piţurcă

Victor Piţurcă explicou que a primeira regra contra a Holanda é "não os deixar marcar primeiro", isto depois de a sua Roménia ter ficado pelo caminho.

Victor Piţurcă explicou que a primeira regra num encontro com a Holanda é "não os deixar marcar primeiro", mas isso não impediu o triunfo da equipa de Marco van Basten em Berna, com a Roménia a ficar pelo caminho. Depois de dois promissores empates nos primeiros jogos, um triunfo sobre a equipa holandesa, que não contou com alguns dos seus habituais titulares, teria permitido aos romenos assegurar a passagem aos quartos-de-final do UEFA EURO 2008™. A derrota por 2-0, conjugada com o triunfo da Itália sobre a França pelo mesmo resultado, comprometeu a continuidade em prova dos romenos. "A vida continua", lamentou Piţurcă, enquanto Van Basten destacou o grande espírito da sua equipa, ao mesmo tempo que confidenciava que vai observar com grande atenção o jogo de quarta-feira, entre Suécia e Rússia, a contar para o Grupo D.

Victor Piţurcă, seleccionador da Roménia
Terminou a nossa grande aventura. É uma pena. Tivemos uma oportunidade e não a conseguimos aproveitar, mas o futebol é assim. A equipa holandesa foi melhor e estava mais fresca. Penso que os meus jogadores terão ficado afectados quando, ao intervalo, souberam o resultado do encontro de Zurique. Globalmente, considero que a nossa participação foi muito boa. Conseguimos discutir o apuramento num grupo onde estavam três equipas fantásticas e cometemos a grande proeza de não perder nenhum dos dois primeiros jogos, frente aos campeões e aos vice-campeões do Mundo. Se tivéssemos convertido a grande penalidade frente à Itália estávamos apurados para os quartos-de-final.

Neste jogo, deveríamos ter sido mais fortes mentalmente do que os holandeses. Talvez estivéssemos um pouco cansados. Não foi possível rodar os jogadores que disputaram os dois primeiros jogos e, provavelmente, fomos penalizados por isso. Faltou-nos coesão. Arriscámos bastante, mas, contra uma equipa como a Holanda, não se pode jogar assim. É fundamental evitar que eles marquem em primeiro lugar, algo que a França e a Itália também descobriram. Podemos aprender com aquilo que aconteceu hoje, por sinal uma experiência que será muito importante no futuro. A vida continua. Quando o Europeu terminar, teremos de começar a pensar no Campeonato do Mundo.

Marco van Basten, seleccionador da Holanda
É uma pena termos de deixar Berna porque fomos muito felizes aqui, mas é assim que o campeonato está organizado. Fizemos um bom jogo. Não começámos muito bem, provavelmente porque o relvado estava um pouco molhado. Depois de uns 20 minutos iniciais bastante complicados, conseguimos equilibrar o jogo e criámos muitas oportunidades de golo, mas, lamentavelmente, o marcador manteve-se em branco até ao intervalo. Por isso não mudámos nada, só fizemos substituições porque tivemos de pensar no jogo dos quartos-de-final. Controlámos totalmente o jogo nos últimos minutos e podíamos ter vencido por 3-0. Três jogos, nove pontos e nove golos marcados são números que nos deixam satisfeitos.

No sábado, o jogo dos quartos-de-final será totalmente diferente, pois teremos de recomeçar tudo do início. Vamos assistir ao jogo da Rússia contra a Suécia, na quarta-feira, e só depois de analisar o encontro saberemos aquilo que vamos encontrar. Hoje fiz bastantes alterações porque fomos obrigados a disputar dois jogos muito difíceis contra a Itália e a França, temos os quartos-de-final pela frente e possivelmente ainda outros jogos que irão exigir um grande esforço físico. Estou satisfeito por ter tantos jogadores de qualidade para formar a equipa e fiquei agradado pela forma como disputámos estes três encontros. Tenho bons jogadores, com grande talento e entendemo-nos todos muito bem. O ambiente é excelente, todos se divertem muito e, se continuarmos a jogar como até aqui, não sei onde isto irá terminar, mas espero ir muito longe no Europeu.

Última actualização: 18-06-08 1.29CET

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