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Nada surpreende os checos

Publicado: Segunda-feira, 28 de Junho de 2004, 0.51CET
Karel Brückner, o seleccionador checo, não se mostra surpreendido nem com o rendimento da equipa, nem com a prestação individual de Milan Baros.

Estatísticas dos jogos

República ChecaDinamarca

Golos marcados3
 
0
Remates à baliza5
 
1
Remates para fora6
 
6
Cantos7
 
4
Faltas cometidas22
 
17
Cartões amarelos3
 
3
Cartões vermelhos0
 
0

Classificação

Publicado: Segunda-feira, 28 de Junho de 2004, 0.51CET

Nada surpreende os checos

Karel Brückner, o seleccionador checo, não se mostra surpreendido nem com o rendimento da equipa, nem com a prestação individual de Milan Baros.

Mais uma vitória. A quarta, até ao momento, que torna o percurso dos checos na prova ainda mais convincente, algo que, no entanto, não surpreende Karel Brückner. “Estamos nas meias-finais. É um balanço positivo aquele que fazemos da nossa participação na prova”, afirmou laconicamente o responsável técnico dos checos, para quem nem mesmo Milan Baros é capaz de surpreender com as actuações, porque, simplesmente, “não surpreende que ele jogue bem”.

“A 1ª parte não é importante”
Sobre o jogo com a Dinamarca e questionado sobre a qualidade do primeiro tempo, Karel Brückner afirmou: “Sempre disse que o mais importante não é a primeira parte. A segunda ou, eventualmente, a terceira e a quarta partes são onde se decidem os encontros. Procurámos, por isso, poupar energias, em virtude do desgaste causado pelo jogo com a Alemanha. Mas não se trata apenas de uma questão de energia. É também a classe dos meus jogadores que permite fazer esta gestão”.

“Grécia é equipa coesa e consistente”
Segue-se a Grécia no caminho dos checos, um adversário que Brückner afirma estar a seguir com atenção. “Tenho visto todos os jogos, mas interessei-me mais pelo encontro com Portugal, porque apresentaram uma formação predominantemente defensiva e foram bem sucedidos. Formam um conjunto coeso e consistente na rectaguarda, composto na maioria por jogadores que já conheço desde os tempos em que dirigia os sub-21”, acrescentou.

Contar sempre com seis jogos
O tempo de recuperação de jogo para jogo é algo que Brückner tem conseguido gerir de uma forma quase científica, encarando as seis partidas como um todo. “Como estávamos no Grupo D, sabíamos que teríamos menos três dias para descansar relativamente às equipas do Grupo A. Foi por isso que poupámos vários jogadores frente à Alemanha. Há contar sempre com seis encontros, pelo que não se tratou apenas de já estarmos preparados antes de jogar com os alemães. No entanto, tanto os embates com a Letónia, como com a Alemanha foram bastante difíceis”, lembrou.

Baros pronto para a Grécia
Milan Baros repetiu, frente aos dinamarqueses, a proeza conseguida com a Letónia de ter sido eleito Melhor em Campo da Carlsberg e, ao bater Thomas Sorensen por duas vezes, isolou-se no comando da lista dos melhores marcadores. “Se me dissessem, antes do início da prova, que chegaria ao fim dos quartos-de-final com cinco golos, não acreditaria. Contudo, o mais importante é a progressão da equipa na prova e há que pensar jogo a jogo para manter-mos a nossa concentração. Fiquei contente com os dois golos, mas o primeiro deixou-me mais feliz, porque foi o mais importante. Agora, temos quatro dias para preparar o jogo com os gregos, que venceram a França e têm uma excelente defesa. Vai ser difícil, mas estamos prontos.”

Para Olsen interessa(va)m os golos
Para o seleccionador da Dinamarca, Morten Olsen, “no futebol o que interessam são os golos. A equipa jogou bem na primeira parte, controlou o adversário, mas não conseguiu marcar”. “No início da segunda parte, cometemos um erro, que, em alta competição, se paga muito caro, nomeadamente frente a jogadores como estes. Depois, cometemos novo erro, pelo que, nestas circunstâncias, se torna impossível recuperar de um resultado assim.”

Auto-crítica dinamarquesa
O responsável técnico da Dinamarca acabou, depois, por minimizar a vitória checa, afirmando: “Sinto-me mal no fim de tudo isto, porque jogámos bem  e podíamos ter ganho o jogo. A Rep. Checa não havia feito nada até ao primeiro golo. Não vi uma equipa jogar nesta prova como o fizemos na primeira parte. Baros só surgiu em jogo após o nosso erro e Koller também não pode marcar um golo assim. Temos de questionar-nos como, depois de dominar-mos a primeira parte, cometemos três erros. Temos de ser críticos connosco próprios”.

Última actualização: 28-06-04 0.22CET

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