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De Boer decisivo para os holandeses

Publicado: Segunda-feira, 6 de Outubro de 2003, 11.42CET
Holanda 1-0 República Checa
Frank de Boer converteu um penalty no último minuto e proporcionou aos co-anfitriões um início vitorioso na prova.
De Boer decisivo para os holandeses
O capitão da selecção da Holanda, Frank de Boer, marcou de penalty ©Getty Images

Estatísticas dos jogos

HolandaRepública Checa

Golos marcados1
 
0
Cartões amarelos2
 
3
Cartões vermelhos0
 
0

Classificação

Última actualização: 27/06/2012 14:14 CET

Legenda:

J: Jogados   
Pts: Pontos   
Publicado: Segunda-feira, 6 de Outubro de 2003, 11.42CET

De Boer decisivo para os holandeses

Holanda 1-0 República Checa
Frank de Boer converteu um penalty no último minuto e proporcionou aos co-anfitriões um início vitorioso na prova.

Frank De Boer converteu um penalty a um minuto do fim para dar aos co-anfitriões a vitória contra a República Checa em Amesterdão. Antes disso os checos acertaram na barra por duas vezes, numa altura em que tinham abandonado a sua toada lenta com que tinha jogado de início, dando assim um valente susto à Holanda. O golo de De Boer, assinalado por falta sobre o seu irmão Ronald, marcou uma muito afortunada vitória da equipa da casa.

O seleccionador holandês Frank Rijkaard decidira que Marc Overmars não estava totalmente recuperado dos seus problemas no joelho para poder jogar, optando ainda por deixar de fora o médio do Barcelona Ronald De Boer. Giovanni van Bronckhorst foi a surpresa no lado esquerdo da defesa e Boudewijn Zenden jogou à sua frente na esquerda. Do lado checo, o prodígio do Sparta de Praga, Tomáš Rosicky, foi o escolhido para o lugar do suspenso Patrik Berger, enquanto Pavel Nedved recuperou da sua lesão no tornozelo e ocupou o seu lugar no meio-campo.

Ambas as equipas começaram o jogo de forma lenta, estudando-se mutuamente, com pouco risco nos passes, onde apenas Edgar Davids, fazendo jus à sua alcunha de “pitbull”, punha alguma rapidez nas trocas de bola. Uma sua arrancada aos quatro minutos acabou com uma queda na área, mas nada foi assinalado, e dois minutos depois, recebeu um passe de Phillip Cocu e disparou de pronto, mas o seu remate sofreu um desvio, dando origem ao primeiro canto do jogo.

O segundo canto do jogo, aos 13 minutos, provocou a primeira oportunidade de golo, com Dennis Bergkamp a aproveitar um mau alívio para disparar em arco, mas Pavel Srnícek apenas agarrou à segunda. Os checos deram aos holandeses muito espaço para eles jogarem, e quase pagaram por isso aos 17 minutos. Patrick Kluivert soltou-se da marcação, mas Srnícek fez uma bela estirada e defendeu o remate. Zenden vindo de trás remata contra Srnícek, mas a bola bateu na barra e saiu para fora.

Os holandeses tinham finalmente acertado com o tempo de passe e o ritmo a dar ao jogo, exercendo um completo domínio do jogo. Um minuto depois estiveram perto de novo do golo. Kluivert serviu Davids, que solicitou Bergkamp com um passe rasteiro na área. O avançado do Arsenal de novo arranjou espaço para o disparo, mas o seu remate rasteiro passou em frente à baliza e a rasar o poste.

Apesar do seu domínio absoluto, os holandeses lidaram com menos espaço no tempo que faltava da primeira parte, e os checos começaram a fazer algumas incursões com algum perigo. Vladimír Smicer e Pavel Nedved eram os impulsionadores de toda a manobra checa e após boa combinação com Jan Koller, aos 44 minutos, Nedved disparou fortíssimo e muito perto da baliza de Edwin van der Sar. Foi o único remate dos checos na primeira parte.

Os checos na segunda parte entraram para ganhar. Aos 53 minutos, Van der Sar negou o golo a um remate de Koller a curta distância. Quase marcaram quando Nedved cabeceou um cruzamento de Jíri Nemec ao poste, rolando a bola depois pela linha de golo até Van der Sar a agarrar. Aos 64 minutos foi a vez de Koller de cabeça acertar na barra.

O penalty de De Boer à beira do fim, fez com que a infelicidade checa nesses dois lances fosse ainda mais marcante para eles, que, a segundos do apito final, ainda viram Radek Bejbl estar perto do empate. A sua desilusão foi agravada ainda com a expulsão de Radoslav Látal, que já fora substituído, por aparentemente ter protestado desde o banco de suplentes.

Última actualização: 07-02-12 17.55CET

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