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Zoff recorda triunfo da Itália no EURO em 1968

O momento marcante na carreira de Dino Zoff pode ter sido a vitória no Mundial de 1982 aos 40 anos, mas antes disso o guarda-redes participou noutro triunfo da Itália.
Zoff recorda triunfo da Itália no EURO em 1968
Dino Zoff ao serviço da selecção italiana ©Getty Images

Zoff recorda triunfo da Itália no EURO em 1968

O momento marcante na carreira de Dino Zoff pode ter sido a vitória no Mundial de 1982 aos 40 anos, mas antes disso o guarda-redes participou noutro triunfo da Itália.

A memória que mais perdura na carreira de Dino Zoff pode ser erguer o troféu inerente à conquista pela Itália do Campeonato do Mundo de 1982, numa altura em que contava 40 anos de idade – mas a verdade é que 14 anos antes o guarda-redes já tinha participado noutro grande triunfo, quando os "azzurri" venceram o Campeonato da Europa de 1968, disputado no seu próprio país. O jovem guardião tinha feito a sua estreia internacional apenas por ocasião das duas mãos dos quartos-de-final, frente à Bulgária, mas conseguiu não sofrer golos na meia-final contra a União Soviética, num jogo disputado em Nápoles e que ditou o apuramento da Itália pela decisão de moeda ao ar. Zoff foi batido na final frente à Jugoslávia, realizada em Roma e que terminou com um empate a uma bola, mas dois dias mais tarde um triunfo por 2-0 no jogo de repetição deu o troféu à Itália. Ele recorda tudo aqui.

A meia-final em Nápoles...
Foi um jogo memorável e jogámos muito bem. Foi especial para mim, porque nessa altura representava o [SSC] Napoli. A atmosfera era incrível, até porque o San Paolo estava lotado. Ficámos reduzidos a dez homens logo aos cinco minutos de jogo, porque o [Gianni] Rivera lesionou-se. Nesse tempo não era possível efectuar substituições, pelo que tivemos de jogar praticamente todo o encontro com dez. Concentrámo-nos em defender bem e não senti grandes problemas na baliza.

Ficámos reduzidos a dez homens logo aos cinco minutos de jogo, porque o [Gianni] Rivera lesionou-se. Nesse tempo não era possível efectuar substituições, pelo que tivemos de jogar praticamente todo o encontro com dez
Dino Zoff
No entanto, o mais importante não foi o desempenho do Dino Zoff, mas sim a vitória da equipa
Dino Zoff

O resultado disso foi que a partida teve de ser decidida na moeda ao ar. Os dois capitães de equipa e o árbitro foram para os balneários, sendo que a decisão foi a nosso favor. Depois disso toda a gente regressou ao relvado, onde os adeptos estavam à espera para saber o que tinha acontecido. Foi um grande triunfo passar por todas as rondas de qualificação e chegar à final – mesmo que tenha sido através da moeda ao ar -, pelo que todos estavam muito felizes.

A final...
Deparámo-nos com muitos problemas em Roma face à Jugoslávia, até porque eles tinham uma excelente equipa. Eles fizeram o 1-0 e nós tivemos um livre directo muito perto do fim do jogo que permitiu ao [Angelo] Domenghini restabelecer a igualdade. Para ser honesto, não merecíamos o empate. No entanto, a partida acabou mesmo empatada, pelo que a final teve de ser repetida dois dias mais tarde. Aí, jogámos de forma perfeita e vencemos por 2-0, mercê dos golos de [Gigi] Riva e [Pietra] Anastasi. Merecemos inteiramente vencer esse jogo.

Sem sofrer golos...
Também tínhamos derrotado a Bulgária por 2-0 no primeiro jogo, o que significa que sofri apenas um golo em quatro partidas. No entanto, o mais importante não foi o desempenho do Dino Zoff, mas sim a vitória da equipa.

Última actualização: 15-05-12 17.35CET

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