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Suárez recorda força colectiva espanhola em 1964

Luis Suárez recorda o seu papel na conquista do primeiro título de selecções da Espanha, num ano em que ajudou o Inter a vencer a Taça dos Campeões pela segunda vez seguida.
Suárez recorda força colectiva espanhola em 1964
Luís Suárez era uma das estrelas de Espanha ©empics

Suárez recorda força colectiva espanhola em 1964

Luis Suárez recorda o seu papel na conquista do primeiro título de selecções da Espanha, num ano em que ajudou o Inter a vencer a Taça dos Campeões pela segunda vez seguida.

Pode ser a actual campeã mundial e europeia, mas não há muito tempo a Espanha era vista como uma equipa que falhava nos momentos decisivos. No entanto, o Campeonato da Europa de 1964 contrariou essa tendência, quando quase 80 mil adeptos compareceram no Santiago Bernabéu, casa do Real Madrid CF, para assistirem à vitória dos anfitriões sobre a União Soviética, por 2-1.

Outras selecções espanholas, nas quais joguei, eram muito melhores que a de 1964, no entanto nunca conseguiram conquistar títulos
Luis Suárez

Em destaque nessa equipa espanhola esteve o emblemático médio Luis Suárez, que já tinha ajudado o FC Internazionale Milano a conquistar a Taça dos Clubes Campeões Europeus pela segunda vez seguida (feito inédito) e, mais tarde, seleccionador do seu país no Campeonato do Mundo de 1990. Nesta série sobre as finais anteriores, Suárez fala sobre o Europeu realizado em solo espanhol.

Que qualidades especiais possuía a selecção espanhola de 1964?

Luis Suárez: Éramos uma boa equipa, mas talvez não uma das melhores da história da Espanha. Mas jogámos bem em conjunto, de forma muito compacta, e os jogadores entendiam-se e complementavam-se uns aos outros muito bem, em parte porque eram oriundos de poucos clubes. Depois havia um jogador com muita experiência internacional – Eu! Era o jogador mais velho e já actuava no estrangeiro. Penso que isso, mais a ajuda que tivemos – porque foi muita da parte dos adeptos –, foi suficiente para conquistar o Europeu.

Mas, volto a frisar, o ponto forte foi o conjunto, em vez de uma selecção de jogadores de topo, e este trabalho de equipa foi o aspecto crucial do nosso triunfo. Outras selecções espanholas, nas quais joguei, eram muito melhores que a de 1964, no entanto nunca conseguiram conquistar títulos.

Qual foi a importância do factor-casa?

Suárez: Foi importante, mas não explica tudo – como vimos em 1982, em que não foi suficiente. De facto, foi exactamente o contrário, porque foi uma grande desilusão. Mas em 1964 a equipa trabalhou como um todo e o calor dos adeptos foi sem dúvida decisivo.

Que recordações tem da final?

Suárez: A minha recordação principal é do ambiente no estádio, porque o Bernabéu estava cheio. E na altura a capacidade era muito maior do que agora. Só colocaram cadeiras para o Mundial de 1982. Estava repleto. E mais do que isso, tínhamos passado por dificuldades na meia-final, frente à Hungria, por isso os adeptos tinham o estado de espírito certo para nos apoiar do princípio ao fim. Isso deu-nos uma sensação muito grande de segurança e ajudou a manter a calma.

Esse ambiente especial no relvado e nas bancadas é uma das melhores recordações que tenho da final, juntamente com a boa exibição da nossa equipa – porque nesse tempo a Rússia também era muito forte.

Última actualização: 29-02-16 18.19CET

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