O pior EURO de sempre no que toca a penalties?

Cristiano Ronaldo e Sergio Ramos partilham mais do que os triunfos na UEFA Champions League: o EURO2016.com recorda as grandes penalidades falhadas nesta edição.

Cristiano Ronaldo depois de falhar o penalty frente à Áustria
Cristiano Ronaldo depois de falhar o penalty frente à Áustria ©Getty Images

O que é que Mesut Özil, Cristiano Ronaldo, Sergio Ramos e Aleksandar Dragović têm em comum? Resposta: todos falharam grandes penalidades no UEFA EURO 2016.

O desempate épico entre Alemanha e Itália, de sábado, foi uma lição de como não marcar grandes penalidades, com sete das 18 tentativas a serem falhadas ou defendidas pelos guarda-redes. Foi um dos desempates mais longos numa fase final do EURO, igualando a derrota dos italianos com a Checoslováquia, por 9-8, no encontro de atribuição do terceiro lugar em 1980. O mesmo número de tentativas, mas uma eficácia bem diferente.

Os desempates em França tinham estado num bom nível até ao desafio de sábado e, mesmo assim, a taxa de eficácia de 76 por cento (28 marcados em 37 tentativas) é bastante decente. Não podemos esquecer que estes pontapés são muitas vezes batidos por jogadores que não estão habituados a fazê-lo, no clube ou na selecção.

No entanto, o mesmo não se aplica aos assinalados no tempo regulamentar. Só foram convertidas sete em 11 tentativas, com os guarda-redes (e os seus aliados postes) a impedirem o sucesso. Com uma eficácia de conversão de 63,3 por cento, este é o pior EURO para os marcadores de penalties desde 1972, quando foi desperdiçado um dos dois assinalados.

Uma grande penalidade lendária em 1976
Uma grande penalidade lendária em 1976

Grandes penalidades no tempo regulamentar no EURO
1960: 1 assinalado, 0 marcados – 0%
1964: 1 assinalado, 1 marcado – 100%
1968: 0 assinalados
1972: 2 assinalados, 1 marcado – 50%
1976: 0 assinalados
1980: 6 assinalados, 5 marcados – 83.3%
1984: 6 assinalados, 5 marcados – 83.3%
1988: 2 assinalados, 2 marcados – 100%
1992: 3 assinalados, 3 marcados – 100%
1996: 8 assinalados, 6 marcados – 75%
2000: 11 assinalados, 8 marcados – 72.7%
2004: 8 assinalados, 7 marcados – 87.5%
2008: 5 assinalados, 4 marcados – 80%
2012: 4 assinalados, 3 marcados – 75%
2016: 11 assinalados, 7 marcados – 63.6%

Média de grandes penalidades convertidas na história do EURO
68 assinalados, 52 marcados – 76.5%

Topo