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Prandelli lança repto à Itália

Cesare Prandelli pediu à Itália para jogar "sem medo" frente à Inglaterra, cujo treinador, Roy Hodgson, quer que os seus pupilos "assumam o comando dos acontecimentos" no jogo dos quartos-de-final, em Kiev.

Prandelli lança repto à Itália
Prandelli lança repto à Itália ©UEFA.com

Cesare Prandelli disse à selecção italiana que deve jogar "sem medo" para ultrapassar a Inglaterra no último jogo dos quartos-de-final do UEFA EURO 2012, em Kiev.

"A Inglaterra é uma equipa muito complicada, por isso devemos partir para o jogo sem medo – sem condicionalismos psicológicos", disse Prandelli. "Devemos permanecer concentrados e esperar pela nossa oportunidade. Vimos os jogos anteriores da Inglaterra e é uma das selecções europeias mais organizadas. Não os podemos deixar jogar. Vão impor um ritmo elevado e meter o pé nos duelos individuais, pelo que se formos nós a ditar o ritmo as coisas podem correr-nos bem".

As duas equipas não se defrontam desde o triunfo da Itália por 2-1, em Leeds, em Março de 2002, mas ambos os treinadores estão bem cientes dos desafios que o adversário coloca. Roy Hodgson não perde há cinco jogos desde que assumiu o comando técnico da Inglaterra, no mês passado, enquanto a equipa de Prandelli realizou uma fase de qualificação invicta, apesar da vitória sobre a República da Irlanda, que garantiu o segundo lugar do Grupo C, ter terminado uma série de cinco jogos sem ganhar e representado a sua primeira vitória numa fase final, nos últimos sete jogos.

Hodgson, antigo treinador de FC Internazionale Milano e Udinese Calcio, conhece bem o futebol italiano, mas recusou a hipótese de que a actual abordagem inglesa se assemelha com a postura defensiva que outrora prevaleceu na Serie A. A sua prioridade frente à Itália é que a Inglaterra dite o ritmo do jogo. "Estamos muito impressionados com a Itália, tal como toda a gente", disse. "Prandelli tem feito um trabalho muito bom – têm uma mistura excelente entre juventude e experiência, com uma componente muito atlética. Precisamos de assumir o controlo dos acontecimentos, porque se a Itália o fizer, pode ser uma noite muito longa para nós".

A Inglaterra não deve fazer alterações em relação à equipa que garantiu o primeiro lugar do Grupo D com uma vitória sobre a Ucrânia, enquanto existe notícias mistas para Prandelli. Giorgio Chiellini, com um estiramento na coxa, é baixa confirmada e vai ser substituído pelo colega na Juventus, Leonardo Bonucci, apesar de Thiago Motta ter treinado com o plantel, mesmo sofrendo de um problema semelhante.

Um encontro com a Alemanha, em Varsóvia, na quinta-feira, aguarda o vencedor do jogo de Kiev, com a Itália a tentar alcançar as meias-finais pela quarta vez, algo que a Inglaterra tenta atingir pela terceira. "Acredito realmente que isto vem na altura certa", disse Prandelli. "Não somos a equipa mais forte em prova, mas somos muito determinados. Ao longo dos últimos anos tentámos mudar a nossa forma de jogar; estivemos bem até ao momento, mas agora queremos ganhar estes jogos grandes. Falta-nos pouco para dar esse salto qualitativo".

A Inglaterra perdeu quatro dos seis jogos oficiais entre ambos, somando apenas uma vitória. Quando foi confrontado com o facto de a selecção inglesa ter sido batida várias vezes pelas selecções mais fortes, desde que conquistou o Campeonato do Mundo, em 1966, Hodgson ripostou. "É uma estatística desagradável porque é muito negativa", explicou. "As estatísticas não se alteram com conversa. Alteram-se com vitórias".

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