Os números do EURO: os melhores até ao momento

Qual é a equipa "mais trabalhadora" do UEFA EURO 2016? Os melhores atacantes? Os defesas mais determinados? O EURO2016.com analisou as estatísticas e encontrou alguns resultados surpreendentes.

Cristiano Ronaldo tem tido especial atenção por parte dos defesas adversários
©AFP/Getty Images

Qual foi a "equipa mais esforçada"?
As aspas aqui são essenciais, já que as estatísticas deram uma resposta que ninguém na redacção do EURO2016.com estava à espera. Pensávamos que a equipa com maior distância percorrida fosse uma das que foram sujeitas a um maior esforço defensivo, não a habitualmente expectante Itália.

A equipa de Antonio Conte percorreu pouco mais de 337 quilómetros ao longo de 270 minutos de jogo. Se pesarmos numa prova de estafetas, significa que num total de 49,5 horas de futebol, a "azzurra" percorreu uma distância equivalente à que vai de Paris ao local de estágio, em Grammont, perto da fronteira suíça.

Maior distância percorrida (por equipa)
337.179 metros: Itália
336.377: Ucrânia
336.314: República Checa
334.159: Alemanha
330.270: Irlanda do Norte
329.982: Rússia
328.101: Polónia
326.452: Eslováquia
326.180: Inglaterra
324.766: Islândia
323.226: Suíça
321.820: Hungria
321.536: País de Gales
321.324: Áustria
320.492: Espanha
319.860: Croácia
318.955: Portugal
318.050: França
316.042: Suécia
312.469: Turquia
311.729: Bélgica
309.914: Roménia
308.019: República da Irlanda
286.713: Albânia

Maior distância percorrida (por jogador)
37.394 metros: Vladimír Darida (República Checa)
35.112: Amir Abrashi (Albânia)
34.731: Taras Stepanenko (Ucrânia)
34.551: Gylfi Sigurdsson (Islândia)
34.433: Jürgen Baumgartlinger (Áustria)
34.401: Hamšík (Eslováquia)
34.394: Jonas Hector (Alemanha)
34.311: Pekarík (Eslováquia)
34.033: Xhaka (Suíça)
33.898: De Bruyne (Bélgica)

Maior distância percorrida num único encontro (por jogador)
12.570 metros: Marco Parolo (Itália)

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Qual é a equipa mais atacante da fase final?
Mais uma vez a resposta não é clara para quem acompanhou os jogos, mas a coluna dos "golos marcados" não mente. Hungria e País de Gales, com seis golos cada, foram as equipas com os ataques mais eficazes na fase final. Fizeram 37 remates cada uma, pelo que marcaram um golo a cada 6,17 tentativas. Croácia e Espanha realizaram 50 remates, pelos que conseguiram um golo a cada dez disparos.

Cada um dos quatro golos de Portugal resultou de uma média de 17,25 remates. A Irlanda do Norte conseguiu a passagem aos oitavos-de-final apesar de só ter feito apenas 17 disparos na fase de grupos.

Equipas com mais golos
6: Hungria, País de Gales
5: Croácia, Espanha
4: Portugal, França, Islândia, Bélgica

Equipas com mais remates
69: Portugal
65: Inglaterra
59: Bélgica, Alemanha

Remates ao ferro
4: França
3: Alemanha, Croácia
2: Portugal, Roménia, Áustria, Itália

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Chegar longe com pouco
Quatro selecções passaram aos oitavos-de-final após marcarem apenas por duas vezes na fase de grupos: Polónia, Irlanda do Norte, República da Irlanda e Suíça. A Irlanda do Norte, como já foi referido, fez apenas 17 remates, a menos rematadora das equipas presentes na fase final, tendo conseguido marcar um golo a cada 8,5 tiros.

Irlanda do Norte e Islândia (que marcaram quatro golos) foram as equipas com menos posse de bola, incluindo as que foram eliminadas, tendo tido a bola o equivalente a 30,6 e 31,5 minutos por jogo, respectivamente.

A Islândia marcou um golo por cada 23 minutos e 37,5 segundos que teve a posse de bola. Para colocar estes números em perspectiva, a Alemanha, foi a rainha da posse com 66 por cento de posse de bola – 59 minutos e 24 segundos por jogo –, e marcou três golos: um por cada 59 minutos e 24 segundos que teve a bola.

Menos golos para garantir a qualificação
2: Polónia, Irlanda do Norte, República da Irlanda, Suíça
3: Inglaterra, Alemanha, Itália, Eslováquia

Percentagem de posse de bola (mais baixa)
34 por cento: Irlanda do Norte
35 por cento: Islândia
42 por cento: Albânia

Percentagem de posse de bola (mais alta)
66 por cento: Alemanha
61 por cento: Espanha, Portugal
58 por cento: Suíça, Inglaterra

Qual é a equipa mais defensiva na fase final?

Muito se tem falado das qualidades de equipas como a Islândia, que cederam a posse de bola e para infligir danos aos adversários nas transições, mas talvez de forma surpreendente, há formações habitualmente mais atacantes com registos defensivos com excelentes registos defensivos.

Menos golos sofridos  
0: Alemanha, Polónia
1: França, Itália, Suíça
2: Espanha, Bélgica, Irlanda do Norte

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Quem passa melhor a bola na fase final?
Aqui não há surpresas. A escola espanhola de futebol "tiki-taka" – que já foi adoptada pelos alemães - deu à Espanha e à Alemanha a maior eficácia na circulação de bola, mas a Suíça também merece destaque, já que foi tão eficaz como os vizinhos do norte na distribuição de bola.

Eficácia no passe
93 por cento: Espanha
91 por cento: Alemanha
91 por cento: Suíça
89 por cento: Portugal, Inglaterra

Será que as equipas mais técnicas são as maiores vítimas das defesas adversárias?
A opinião tradicional é que as equipas que apostam no complexo "tiki-taka" nas trocas de bola são as que sofrem maior infracções dos adversários, contudo as estatísticas no UEFA EURO 2016 não confirmam este ponto de vista. A robusta Polónia é a formação que sofreu mais faltas na fase final.

Faltas sofridas
46: Polónia
45: Turquia
43: Itália, Albânia, Portugal

Faltas cometidas
52: Roménia
49: República da Irlanda
46: Hungria, Ucrânia

Quem são os melhores atacantes do UEFA EURO 2016 – e o mais azarado?

©Getty Images

Os golos não mentem e, com três cada um, o galês Gareth Bale e o espanhol Álvaro Morata são os melhores marcadores da fase final; um golo a cada 87 minutos e 40 segundos para Bale e um a cada 73 minutos para Morata.

Bale foi o jogador com mais remates à baliza na fase de grupos - 11, ou seja, um golo a cada 3,66 remates bem direccionados. Morata marcou três vezes em seis tiros no alvo, uma sensacional eficácia de 50 por cento.

O português Cristiano Ronaldo marcou dois golos à Hungria, mas viu 11 remates interceptados pelos defesas (que têm estado muito atentos ao craque luso em França) e também foi o jogador que falhou mais vezes a baliza, 13 remates ao lado, face a oito no alvo.

Thomas Müller, por sua vez, continua sem conseguir marcar num EURO, mas ninguém pode dizer que não tenha tentado, pois é o único jogador na fase final que enviou duas bolas ao ferro.

Mais remates à baliza
11: Gareth Bale (País de Gales)

Mais remates ao lado
13: Cristiano Ronaldo (Portugal)

Mais remates ao ferro (jogador)
2: Thomas Müller (Alemanha)

Mais remates seus interceptados (jogador)
11: Cristiano Ronaldo (Portugal)

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