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Nani pronto para encarar as dificuldades

Uma das principais armas ofensivas de Portugal no UEFA EURO 2016, já com dois golos marcados na prova, Nani falou da sua 100ª internacionalização e do que falta jogar até chegar à final do torneio.

Nani sabe que Portugal não terá tarefa fácil ante a Polónia
Nani sabe que Portugal não terá tarefa fácil ante a Polónia ©AFP/Getty Images

Nani tem sido uma das principais armas ofensivas de Portugal no UEFA EURO 2016, tendo marcado dois golos até ao momento. O avançado de 29 anos esteve à conversa com o EURO2016.com antes do embate com a Polónia, dos quartos-de-final, em Marselha, tendo abordado a sua 100ª internacionalização no desafio ante a Croácia, as dificuldades que a selecção polaca poderá trazer e o caminho difícil que Portugal pode encontrar até à final.


Agora que já passou algum tempo como recorda o jogo com a Croácia?

Tenho boas recordações. Era um jogo especial e marcante para mim porque fazia as 100 internacionalizações e já sabia que por esse factor ia ser uma tarde especial para mim. Ainda assim, não nos ficámos por ali…estava muito confiante antes do jogo e sabia que havia algo mais especial…aquela vitória foi muito saborosa.

O seleccionador da Croácia disse que a melhor equipa ficou pelo caminho. Concorda com esta afirmação?

Sabíamos que a Croácia era uma equipa muito forte; demonstraram isso dentro de campo, jogam um futebol muito evoluído mas isso não quer dizer que sejam a melhor equipa. Acho que fomos a melhor equipa pelo resultado que alcançámos e pela prestação que tivemos.  

Durante 90 minutos as oportunidades de golo foram muito poucas. Foi daqueles jogos em que as equipas não quiserem correr riscos?

Sim, nesta fase as equipas têm mais cautelas e são mais pragmáticas. Encaram os jogos com mais responsabilidade. Todas as equipas sabem que quanto menos erros cometerem mais chances terão de ganhar. Foi isso que metemos na cabeça e quando entrámos dentro de campo sabíamos o que tínhamos que fazer. A Croácia entrou com o mesmo pensamento e a mesma atitude, apesar de no início deixarmos eles terem a iniciativa. Isso não significava que não quiséssemos jogar ou não criar problemas junto da sua baliza. Foi exactamente isso que fizemos.     

Inevitavelmente o foco está sempre sobre o Cristiano Ronaldo. Até que ponto, na sua opinião, é que ele lida bem com essa responsabilidade?

Ao longo de todos este anos isso para ele torna-se normalíssimo. Pode é dar-se o contrário: se não estiver em foco é que não é normal. Está habituado há muitos anos a disputar o troféu para ser o melhor do Mundo e a ser um jogador muito carismático na nossa selecção. Ele aceita com normalidade ser o jogador sempre em foco.

Portugal apresentou-se de forma muito organizada e uma equipa que parece difícil de bater. Cada vez acreditam mais que é possível chegar à final?

Sim, porque quando se faz um jogo contra uma equipa tão forte, em que o jogo é muito rigoroso tacticamente - e se se sai vitorioso - aí sim, começamos a creditar que é possível porque se sabe que vamos encontrar equipas semelhantes ou ainda mais fortes nos próximos jogos, se conseguirmos passar. Se conseguimos fazer uma vez acreditamos que conseguimos fazer uma segunda, uma terceira, e assim sucessivamente. Depois deste teste sabemos que conseguimos jogar bem no ataque e na defesa, esperando pelo momento certo para ‘prejudicarmos’ o nosso adversário.  

O que espera do jogo com a Polónia?

É um adversário forte, que joga bem, já o demonstrou neste campeonato. Está aqui com um objectivo e isso faz com que nós tenhamos muita cautela com este adversário e que nos preparemos muito bem para este jogo porque, como já sabemos, não há jogos fáceis. Temos que dar sempre o nosso melhor, estar com os níveis de concentração muito elevados. Se queremos ser campeões, ir à final e ultrapassar todos os nossos adversários, vamos ter que jogar sempre assim e acreditar.    

Temos visto que têm praticado grandes penalidades nos treinos. Até que ponto isso é importante nesta fase da competição?

É muito importante. Temos que treinar um pouco de tudo. Temos que estar à espera que possa acontecer um pouco de tudo no jogo. Se o desafio tiver que se decidir nos penalties é importante os jogadores estarem preparados. É por isso que treinamos alguns penalties. Temos que aperfeiçoar a técnica e os níveis de confiança. Estamos preparados para que corra bem, se tal vier a acontecer.

Portugal está num lado do emparelhamento em que evita as selecções mais cotadas. Pensa que isso pode ser uma vantagem?

É verdade que existem equipas supostamente mais fortes do outro lado. Pelo menos é o que as pessoas pensam pelas prestações nos últimos anos e pelo historial. Hoje não é bem assim; a Polónia está ao nível de qualquer equipa do outro lado. Fez um excelente jogo contra a Alemanha e empatou 0-0, num encontro em que qualquer equipa poderia ter ganho. Temos a Bélgica, o País de Gales, que tem demonstrado ser a surpresa - com jogadores capazes de decidir um jogo. Temos que pensar que estamos num lado com equipas fortes. Temos que dar valor ao trabalho que temos feito até agora; temos que continuar assim, unidos, a acreditar, até porque não vai ser fácil. Estamos aqui para encarar as dificuldades e acreditar sempre.