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Alemanha a crescer jogo após jogo

O repórter alemão Steffen Potter destaca como as preocupações de Joachim Löw têm vindo a diminuir com o avançar da prova, embora este tenha ainda muito a ponderar, sobretudo no ataque.

A festa do golo alemão frente à Irlanda do Norte
A festa do golo alemão frente à Irlanda do Norte ©Panoramic

Oportunidades criadas e desperdiçadas
O sentido das críticas tem-se alterado depois de cada jogo realizado pela Alemanha na fase de grupos do UEFA EURO 2016. Após o triunfo frente à Ucrânia, no jogo de estreia na competição, as fragilidades defensivas foram o tópico da discussão. Posteriormente, foi a falta de oportunidades de golo em virtude do empate a zero diante da Polónia. A seguir, após a vitória ante a Irlanda do Norte, por 1-0, a preocupação residiu no mau aproveitamento da equipa face ao elevado número de ocasiões de golo criadas.

Müller ainda "em branco"
O avançado Thomas Müller já disputou três jogos na prova e ainda não marcou nenhum golo, sendo que, frente à Irlanda do Norte, desperdiçou quatro boas ocasiões para se estrear a marcar na competição. "Não estou preocupado com isso. Pelo menos ele tem tido oportunidades, o que é um bom sinal," afirmou o treinador alemão Joachim Löw, desvalorizando assim a ausência de golos do jogador do Bayern.

Hummels not completely satisfied
Hummels not completely satisfied

Gomez é uma outra opção 
No sitio certo, há hora certa - é assim que muitas vezes Mario Gomez obteve os seus golos ao longo de uma carreira de sucesso. Mas não foi precisamente assim que o goleador germânico concretizou o tento do triunfo da Alemanha diante da Irlanda do Norte. Com efeito, o golo do atacante, de ângulo apertado, que derrubou a resistência irlandesa, surgiu após iniciar uma jogada, seguida de uma combinação com Müller (de nada valeu o esforço do irlandês Gareth McAuley). À parte do golo, Gomez foi alvo de elogios pelas suas desmarcações e pela forma como municiou os médios através de passes que romperam a linha defensiva adversária, algo que faltou no jogo com a Polónia.

Kimmich deixa a sua marca
A estreia na competição de Joshua Kimmich foi um dos principais pontos a favor da Alemanha. O polivalente atleta podia actualmente contabilizar três assistências que resultaram em golo se os seus colegas de equipa não tivessem sido perdulários. Começou a jogar como médio defensivo, mas depois o técnico Pep Guardiola adaptou o jovem atleta a central no Bayern com sucesso. E frente à Irlanda do Norte, face à sua incrível maturidade, foi utilizado numa outra posição, nomeadamente defesa-direito. "Não demonstrou nenhum nervosismo. Aliás, jogou com muita confiança", disse Löw sobre o desempenho de Kimmich na nova posição.

Até onde pode então chegar a Alemanha?
É difícil avaliar o actual nível competitivo do Campeão do Mundo. Por muito fantásticos que sejam os seus adeptos, a equipa da Irlanda do Norte raramente conseguiu importunar a defesa da Alemanha (se é que alguma vez o fez). O encontro dos oitavos-de-final fornecerá indicações mais precisas sobre a forma como esta Alemanha está a evoluir, mas possivelmente será o jogo dos quartos-de-final que nos vai dar o real valor do tricampeão europeu.