Dinamarca surpreende favorita Alemanha

Dinamarca 2-0 Alemanha
Golos em cada parte de John Jensen e Kim Vilfort completaram o autêntico conto de fadas dinamarquês no EURO '92.

A Dinamarca comemora o seu êxito a todos os títulos inesperado
©Getty Images

Apesar do forte começo da Alemanha, um golo em cada parte de John Jensen e Kim Vilfort e uma grande exibição do guardião Peter Schmeichel fizeram com que a Dinamarca protagonisasse uma das grandes surpresas do futebol internacional ao vencer o Campeonato da Europa de 1992.

A Alemanha entrou forte como sempre, dominadora e obrigando Schmeichel a aplicar-se desde cedo, com o guarda-redes do Manchester United FC a negar o golo a Stefan Reuter e Guido Buchwald. A Dinamarca defendia como podia e chegou ao golo contra a corrente do jogo.

Vilfort desarmou Andreas Brehme, com a bola a sobrar para Flemming Povlsen, que centrou atrasado para Jensen. O médio, que não havia feito o que tinha a fazer contra a Holanda, desta feita, não errou e disparou forte à entrada da area, fazendo a bola entrar apesar da tentativa desesperada de Stefan Effenberg para o impedir. Este foi o segundo golo de Jensen em 48 jogos pela selecção.

A Alemanha reagiu e tudo fez para chegar ao empate, mas Schmeichel, de novo, impediu Jürgen Klinsmann de marcar com uma grande defesa, voltando a negar o golo a Effenberg, numa fase em que a equipa de Berti Vogts enconstava o adversário às cordas. Depois do intervalo nada mudou, com Kent Nielsen a tirar a bola de cima da linha de golo quando Karlheinz Riedle se preparava para marcar, após centro de Klinsmann. O avançado do FC Internazionale Milano quase marcou, mas viu outra vez Schmeichel impedir o pior, defendendo espectacularmente para canto o seu forte disparo de cabeça.

Parecia ser uma questão de tempo a bola entrar, o que aconteceria pouco depois, mas de novo na baliza alemã. Vilfort, que havia desperdiçado a única oportunidade de golo na segunda parte para a equipa de Richard Møller Nielsen, ao disparar ao lado, controlou a bola à entrada da área, sentou um alemão e atirou rasteiro, ao poste esquerdo, batendo Bodo Illgner e resolvendo a final.

Foi um final inesperado para um verdadeiro conto de fadas, pois Vilfort havia deixado o estágio da selecção em duas ocasiões durante a prova – faltando até a um jogo da fase de grupos – para visitar a sua filha de sete anos que sofria de leucemia.

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