Schmeichel decisivo na vitória sobre a Holanda

Holanda 2-2 Dinamarca (a.p., 4-5 nos penalties)
Peter Schmeichel defendeu o penalty de Marco van Basten e apurou os dinamarqueses para a final com a Alemanha.

Kim Christofte comemora após marcar o penalty decisivo
Kim Christofte comemora após marcar o penalty decisivo ©Getty Images

Peter Schmeichel foi o herói da vitória da Dinamarca na meia-final do EURO '92 sobre a Holanda, ao impedir Marco van Basten de marcar no desempate por grandes penalidades, isto depois de negar o golo a Bryan Roy no prolongamento.

O guarda-redes do Manchester United FC voou para a esquerda e impediu o golo a Van Basten. Apesar dos campeões em título terem marcado os anteriores quatro disparos da marca dos onze metros, Kim Christofte marcou o quinto para a Dinamarca – que disputou a prova como substituto de última hora da Jugoslávia – que completou assim uma fantástica jornada até à final, onde iria defrontar a campeã do mundo Alemanha.

Um centro de Brian Laudrup para a cabeça de Henrik Larsen valeu o 1-0 logo aos cinco minutos, mas Frank Rijkaard faria a assistência para Dennis Bergkamp fazer o empate, a meio da primeira parte, com um remate colocado. A Dinamarca voltaria a estar na frente do marcador, dez minutos depois. Cabeceamentos sucessivos de Kim Vilfort, Laudrup e Ronald Koeman colocaram a bola à entrada da area, onde estava Larsen, cujo disparo cruzado colocou os nórdicos de novo na frente.

A Dinamarca controlou o jogo a partir daí, mesmo depois do destacado Henrik Andersen, que já havia visto um cartão amarelo que o impediria de jogar a final, ter sofrido uma gravíssima lesão, ao fracturar a rótula esquerda. Onze meses depois o defesa-esquerdo regressou aos relvados e somaria apenas mais uma internacionalização, em 1994.

As coisas pareciam piorar para a Dinamarca quando Rijkaard fez o empate, a quatro minutos dos 90, após grande cabeceamento de Ruud Gullit. A meia-hora do prolongamento foi uma eternidade para a Dinamarca, com Schmeichel a fazer uma grande defesa, ao negar o golo a Roy, que tinha tudo para marcar. O gigante guardião dinamarquês voltaria a ser decisivo pouco depois.

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