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Alemanha campeã com bis de Hrubesch

Bélgica 1-2 República Federal da Alemanha
Chamado à última da hora, Horst Hrubesch marcou os seus primeiros golos pela selecção e ofereceu o segundo Europeu ao seu país.

A RFA festeja a vitória de 2-1 sobre a Bélgica
A RFA festeja a vitória de 2-1 sobre a Bélgica ©Getty Images

A República Federal da Alemanha reassumiu-se como a principal força internacional do futebol europeu graças a dois golos de Horst Hrubesch, o segundo dos quais apenas a um minuto do final, que permitiram à selecção orientada por Jupp Derwall sagrar-se pela campeã europeia pela segunda vez com um triunfo por 2-1 sobre a Bélgica.

Os germânicos tinham entrado mal na final em 1976, na qual se viram a perder por 2-0 ao fim de 25 minutos, mas desta feita não repetiram os erros do passado, com Bernd Schuster, jovem médio de 20 anos, a comandar as operações no meio-campo e a assistir Hrubesch para o primeiro golo da partida logo aos dez minutos. Embora o sonho da Bélgica tenha renascido com um penalty convertido por René Vandereycken aos 75 minutos, Hrubesch voltou a marcar em cima do apito final.

Schuster protagonizara uma estrondosa exibição no triunfo por 3-2 sobre a Holanda e o centrocampista do 1. FC Köln não tardou a atormentar a defesa da Bélgica. Numa diagonal do flanco direito para a esquerda, Schuster combinou bem com Klaus Allofs antes de servir Hrubesch que, na passada, rematou com êxito para o primeiro golo.

Na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus, três semanas antes, o ponta-de-lança de 29 anos tinha tido dificuldades em mostrar a sua classe depois de entrar em campo como suplente. Mas em Itália, onde surgiu pouco antes do início do torneio como substituto de última hora do lesionado Klaus Fischer, fez todos os que o consideravam apenas um Kopfball-Ungeheuer (Monstro Cabeceador) mudarem de opinião com o seu confiante disparo rasteiro, em corrida.

Hansi Müller atirou ligeiramente por cima da trave pouco depois e Jean-Marie Pfaff brilhou para travar remates de longe de Allofs (após este ultrapassar três defesas) e de Schuster. Apesar de toda a sua resiliência, a Bélgica parecia encostada às cordas, mas acabou por dar um sinal de que ainda se encontrava na discussão do resultado num remate de François Van der Elst para fora, no seguimento de um excelente lance individual de Jan Ceulemans.

Vandereycken proporcionou depois uma espectacular defesa a Harald Schumacher e, com a Bélgica agora balanceada no ataque, Van der Elst surgiu isolado; Uli Stielikederrubou-o já dentro da grande área alemã e Vandereycken não desperdiçou o consequente penalty.

Com o prolongamento a perspectivar-se cada vez mais como uma realidade, a RFA voltou a erguer-se e, com poucos segundos para jogar, Pfaff saiu da baliza para tentar interceptar um cruzamento de Heinz Rummenigge, mas acabou por se deixar antecipar por Hrubesch, que, de cabeça, cabeceou ao primeiro poste para o fundo das redes. Os dois primeiros tentos de Hrubesch com a camisola da selecção tinham acabado de decidir o jogo mais importante da sua carreira.

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