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Lucas Paquetá sobre o percurso europeu do West Ham, a infância e o gosto por dançar

Lucas Paquetá conta ao UEFA.com sobre como está a ser a sua passagem pelo West Ham e o desejo de fazer história com o clube.

Lucas Paquetá tem impressionado ao serviço do West Ham
Lucas Paquetá tem impressionado ao serviço do West Ham Getty Images

Lucas Paquetá está a causar grande impacto na época de estreia no West Ham. O brasileiro de 25 anos trocou o Lyon pelo emblema de Londres no Verão passado e até ao momento soma cinco golos e cinco assistências em todas as competições.

Com os Hammers a prepararem o duelo com o AZ Alkmaar, nas meias-finais da UEFA Europa Conference, Paquetá conversou com o UEFA.com sobre as suas ambições no clube, os desafios que teve na infância e a forma divertida como celebra golos.

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Sobre a adaptação ao West Ham

Estou a adaptar-me bem e adquirindo um bom entendimento com os meus colegas. É importante ter esse entrosamento, só que às vezes, quando se muda de equipa, ele leva algum tempo a adquirir. Fico feliz por poder ajudar e marcar, e tenho a certeza que tudo faremos para ultrapassar as meias-finais, pois é uma ocasião flagrante para conquistar um troféu e fazer história pelo clube.

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Sobre a sua infância

O meu apelido é 'Paquetá' porque cresci numa ilha do Rio de Janeiro com o mesmo nome. Para ir treinar eu apanhava o primeiro ferry todos os dias e voltava à meia-noite com o meu avô. Foi um período no qual passei muitas dificuldades. Mas acho que tudo isso me tornou um ser-humano mais forte e ajudou-me a focar no que eu quero. Sair de uma ilha onde as hipóteses de sucesso são tão pequenas, por estar afastada dos grandes centros populacionais, mostra que o desejo de alcançar algo importante é enorme. Acredito que aprendi com isso, e todo o esforço fez com que eu me tornasse alguém mais forte para os desafios que vieram depois.

Lucas Paquetá celebra com Nayef Aguerd um golo frente ao Gent
Lucas Paquetá celebra com Nayef Aguerd um golo frente ao GentGetty Images

Sobre problemas de crescimento

Foi um dos momentos mais difíceis da minha carreira até agora. Eu sofri de um atraso no crescimento dos ossos, por isso a dada altura tive de deixar de jogar com miúdos de 15 anos, que eram altos e fortes. Por isso comecei a fazer vários tratamentos, mas demorou muito até obter resultados e foi uma luta constante. Mas no fim de contas tudo correu bem e consegui recuperar o tempo perdido.

Sobre defrontar o West Ham ao serviço do Lyon em 2021/22

A primeira impressão que tive do clube foi ver como os adeptos apoiaram a equipa nesse jogo da Europa League. A equipa deu o máximo, não virou a cara à luta, e os adeptos fizeram o mesmo, do princípio ao fim. Isso impressionou-me.

Sobre festejar golos a dançar

Dançar é uma característica minha desde criança. Sempre gostei de marcar um golo e depois dançar como forma de o celebrar - os golos são os momentos mais felizes da partida. As pessoas têm um carinho especial em me ver dançar e comemorar os golos, e eu sou muito grato por isso. Essa alegria que transmito em campo devo-a aos meus filhos, à minha esposa e aos meus pais.

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