1998/99: O milagre de Barcelona

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Manchester United FC 2-1 FC Bayern München
(Sheringham 90, Solskjær 90; Basler 6)
Camp Nou, Barcelona

Para muitos, a vitória do Manchester United FC na UEFA Champions League foi o acto final de reabilitação do futebol inglês depois da tragédia do Estádio do Heysel. A caminhada para os quartos e meias-finais foi bem demonstrativa da imensa qualidade da equipa de Sir Alex Ferguson, nunca vista em equipas inglesas desde a sua readmissão nas competições europeias, em 1990. Colocou-se assim um ponto final em desilusões sucessivas e sobre as conversas sobre os efeitos de cinco anos de punição.

Bayern poderoso
As dúvidas dissiparam-se com a eliminação do FC Internazionale Milano e da Juventus para chegar à final contra o FC Bayern München. Na meia-final, o United perdia por 2-0 no Delle Alpi e por 3-1 na eliminatória, mas conseguiu dar a volta graças aos golos de Roy Keane, Dwight Yorke e Andy Cole. Os "red devils" mostraram nessa temporada que tinham a classe e confiança necessárias para resolver qualquer contrariedade, como aconteceu na segunda pré-eliminatória contra o LKS Lódz e com um grupo difícil, onde estavam Bayern, FC Barcelona e Brøndby IF. Os bávaros ganharam o seu grupo graças às vitórias fora e em casa sobre o Barça e a dois empates com o United.

O herói Solksjaer
A seguir, o colosso germânico afastou o 1. FC Kaiserslautern, com 6-0 no total da eliminatória, ultrapassando o FC Dynamo Kyiv na meia-final. Mario Basler esteve em foco no empate a três na Ucrânia, cabendo ao "playmaker" fazer o 1-0 na final, em Camp Nou. Mas depois veio o milagre. O United marcou dois golos nos últimos segundos, obtidos pelos recém-entrados Teddy Sheringham e Ole Gunnar Solksjaer, juntando assim a Taça dos Clubes Campeões Europeus ao campeonato e Taça de Inglaterra.

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