Super-suplentes nas finais da Champions League

Após Gareth Bale ter saltado do banco para brilhar em Kiev, olhamos para seis dos melhores suplentes da história das finais.

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2018 Gareth Bale (Real Madrid - Liverpool)
Bale só alinhara de início em três jogos da caminhada até à final, mas muitos acreditavam que o galês iria alinhar de início ao lado de Cristiano Ronaldo e Karim Benzema no ataque do Real Madrid em Kiev. Zinédine Zidane, porém, voltou a deixar Bale no banco. Contudo, com o resultado em 1-1, à passagem da hora de jogo, fê-lo entrar. E, apenas 122 segundos depois, Bale estava no ar para desferir o fenomenal pontapé de bicicleta que muitos consideram ter superado o golo do técnico francês na final de 2002. Depois, a sete minutos do fim, Bale bisou na partida. Foi a primeira vez que numa final de clubes da UEFA um jogador saltou do banco para marcar mais do que um golo.

2006 Henrik Larsson (Barcelona - Arsenal)
Um suplente não tem de marcar para ser decisivo numa final! Larsson entrou em campo no mesmo minuto que Bale – o minuto 61 – com o Arsenal a vencer por 1-0 mas reduzido a dez jogadores. O impacto do sueco não foi tão imediato, mas 14 minutos após entrar isolou Samuel Eto'o para o camaronês empatar. E quatro minutos mais tarde combinou com Juliano Belletti para o brasileiro assinar o golo da vitória.

2002 Iker Casillas (Real Madrid - Leverkusen)
Não foi uma substituição que mudou o jogo, mas teve enorme significado a longo prazo. Zidane já tinha marcado o tal golo e o Real liderava por 2-1 quando César Sánchez se lesionou aos 67 minutos, dando lugar a Casillas na baliza "merengue". Casillas tinha perdido a titularidade numa temporada de 2001/02 algo irregular, mas em Glasgow agarrou a oportunidade com uma série de defesas cruciais, fixando-se em definitivo como dono da baliza do Real por mais de uma década e acabando por se tornar no futebolista com mais jogos nas provas europeias de clubes.

1999 Teddy Sheringham and Ole Gunnar Solskjær (Manchester United - Bayern)
Sheringham, tal como Casillas, entrou ao minuto 67, com o United a perder 1-0 - como perdia também quando Solskjær entrou, 14 minutos depois. E como perdia à entrada para os descontos. O resto parece saído de uma história de ficção: dois cantos cobrados por David Beckham, o primeiro a resultar num golo de Sheringham e o segundo a resultar num golo de Solskjær, após devio de Sheringham.

1997 Lars Ricken (Dortmund - Juventus)
A Juventus era favorita, mas o Dortmund depressa serviu com uma vantagem de dois golos na final de Munique. Alessandro Del Piero, porém, saltou do banco para reduzir a desvantagem dos homens de Turim aos 65 minutos só que o Dortmund também mexeu na equipa, fazendo entrar um jovem de 20 anos aos 70 minutos. E, 20 segundos depois de entrar (mais de 100 segundos mais depressa o que Bale 21 mais tarde), esse jovem, Ricken, acorreu a um passe em profundidade e com um audacioso chapéu a Angelo Peruzzi fez o 3-1 para a turma alemã.

1995 Patrick Kluivert (Ajax - Milan)
Outro jovem vindo dos escalões de formação que também saltou do banco ao minuto 70 para decidir uma final...Kluivert fazia parte dos quadros do Ajax desde os sete anos de idade e, aos 18 anos, estava na sua temporada de estreia pela equipa principal. Na final, em Viena, Kluivert entrou para o lugar de Jari Litmanen e fez a diferença: a cinco minutos do fim, a passe de um antigo jogador do Milan, Frank Rijkaard, o então adolescente que mais tarde viria também a vestir a camisola "rossonera" surgiu na grande área milanesa e rematou sem hipóteses para Sebastiano Rossi.

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