Derrotados na terceira jornada com motivos para acreditarem

O Manchester City demonstrou na época passada - e logo frente ao Barcelona - que o cenário pode alterar-se de uma jornada para a outra. O UEFA.com mostra as razões pelas quais Sevilha, Celtic e Maribor têm motivos para ter esperança.

O Manchester City venceu o Barcelona na época passada - conseguirá o Nápoles dar a volta à situação desta vez?
O Manchester City venceu o Barcelona na época passada - conseguirá o Nápoles dar a volta à situação desta vez? ©Getty Images

Sevilha, Celtic e Maribor sofreram derrotas pesadas na terceira jornada e a perspectiva do reencontro com os seus carrascos, na próxima semana, pode ser assustadora. No entanto, a história mostra que há sempre motivos para ter esperança.

Momento de reagir
É um velho lugar comum, originário na política britânica da década de 60, mas o adágio de que uma semana é muito tempo aplica-se perfeitamente ao futebol. Por isso, imaginam o que pode mudar em duas semanas? Muito, se tivermos em conta a história da UEFA Champions League.

A proximidade entre a terceira e a quarta jornada sempre teve o seu atractivo, proporcionando às equipas em boa forma uma oportunidade para amealhar rapidamente seis pontos. Por outro lado, os vencidos têm oportunidade de reagir quase de seguida. A vingança é um prato que nem sempre se serve frio.

Época passada: Manchester City 3-1 Barcelona
Época passada: Manchester City 3-1 Barcelona

Equilíbrio
Nas últimas 14 épocas (desde a introdução do actual formato da competição), apenas 45 por cento das equipas somaram seis pontos na terceira e na quarta jornada, um número que está longe de impressionar. O massacre do Shakhtar ao BATE Borisov em 2014/15, quando Luis Adriano marcou oito golos nos triunfos por 7-0 e por 5-0 é, claramente, a maior margem de vitória de sempre nesta fase da prova.

Recuperar
No entanto, uma derrota na terceira jornada não implica que tudo esteja perdido. Na época passada, oito equipas somaram seis pontos e meio da fase de grupos e apenas uma conseguiu responder com vitória após ter sido derrotada. Mas 12 meses depois o registo era de cinco para cada.

Em 92 destes duelos nas últimas seis épocas, 18 clubes conseguiram a desforra de uma derrota na terceira jornada logo no jogo seguinte. O Bayern deu o exemplo em 2015/16, com a reacção exemplar à derrota por 2-0 no terreno do Arsenal. A equipa de Josep Guardiola goleou a formação inglesa por 5-1 apenas 15 dias depois, igualando a maior derrota de sempre dos londrinos nas competições europeias.

Guardiola provou que não o conseguiu por acaso na época passada. Agora no comando do Manchester City, perdeu por 4-0 no terreno de outro dos seus antigos clubes, o Barcelona, mas 13 volvidos, apesar de ver Lionel Messi inaugurar o marcador, venceu por 3-1 em casa. Desta feita, contudo, Guardiola levará a equipa do City até Nápoles depois de ter ganho por 2-1 na semana transacta.

Resumo: Bayern 5-1 Arsenal
Resumo: Bayern 5-1 Arsenal

Há sempre esperança
Como o City provou nessa ocasião, a esperança nunca morre mesmo após um desaire pesado. O Arsenal bateu o Shakhtar por 5-1 em 2010 e parecia a caminho de somar mais três pontos quando Theo Walcott marcou cedo em Donetsk. No entanto, os anfitriões tinham outras ideias, conseguindo recuperar e vencer por 2-1. "Pensámos que poderíamos vencer sem nos aplicarmos a 100 por cento", lamentou Arsène Wenger.

O Arsenal também partilha com outra equipa inglesa o recorde indesejado do triunfo mais folgado na terceira jornada seguido de uma derrota na quarta. O Chelsea, que na altura era treinado pelo português José Mourinho, bateu o Real Betis por 4-0 em 2005, mas depois não evitou um desaire por 1-0. Na temporada passada, tendo goleado o Ludogorets por 6-0, o Arsenal teve de dar a volta à desvantagem de dois golos na Bulgária antes de ganhar por 3-2.

Uma derrota em casa na terceira jornada torna a reacção mais difícil. Apenas quatro equipas conseguiram depois vencer fora: Arsenal (com o Dortmund, 2013), Roma (com o Basileia, 2010), Porto (com o Dínamo Kiev, 2008) e Milan (com o Club Brugge, 2003).

Topo