Messi fala sobre heroísmo do Barcelona

Lionel Messi contou a Graham Hunter, do UEFA.com, que o êxtase nos festejos dos dois golos ao Bayern resultaram do alívio pelo facto do Barcelona estar a caminho da vitória.

Lionel Messi (FC Barcelona)
Lionel Messi (FC Barcelona) ©AFP/Getty Images

A capacidade de Lionel Messi de utilizar o seu brilho cintilante para ganhar partidas da estatura da vitória do FC Barcelona por 3-0 sobre o FC Bayern München, na primeira mão da meia-final da UEFA Champions League, na quarta-feira é a razão pela qual figura entre os maiores ícones de sempre do futebol. No entanto, existem outras coisas a cerca do jogador de 27 anos que acrescentam ao seu valor.

Por exemplo, a explosão de alegria que exibe sempre que um golo especial sai das suas chuteiras ou a erupção de carinho e de apreço dos seus colegas de equipa sempre que Messi transforma um jogo complicado num triunfo histórico – estas, também, são icónicas por causa da alegria partilhada com um espectador que assiste ao triunfo da excelência do maestro.

O papel de protagonista do atacante do Barça na notável derrota do Bayern de Josep Guardiola ante o Barça, construído sobre as fundações dos dois golos de Messi e na assistência já nos descontos para o tento de Neymar, gerou as celebrações mais exuberantes dos seus colegas, desde a vitória em Wembley, na final da UEFA Champions League, em 2011.

Depois disso, Messi contou ao UEFA.com que não foi alegria pessoal, ou orgulho que provocou o seu êxtase, mas o prazer de um excelente desempenho da equipa colhendo a maior recompensa.

Lessi afirmou: A minha celebração ocorreu porque estava encantado com o significado daquele golo para o jogo e para a eliminatória. Nós [Barcelona] já tivemos antes partidas em que simplesmente não conseguimos marcar apesar das oportunidades criadas.

“Por isso, celebrei daquela forma porque havíamos conseguido marcar, o que era vital para a eliminatória. Felizmente ainda conseguimos marcar mais dois!

O comportamento de Messi após o jogo foi discreto, sério. Tendo sido imitado por Gerard Piqué, Ivan Rakitic, Marc-André ter Stegen e Javier Mascherano – todos eles parando para analisar a partida perante jornalistas de todo o mundo.

Parte desse estado de espírito era de alívio perante o suplantar de um duro teste e a outra parte tinha a ver com o respeito pelo trabalho que resta fazer na Baviera, na terça-feira o nº10 do Barcelona acredita que ele e os seus colegas superaram uma prova de fogo.

Messi afirmou: “Foi, definitivamente, um jogo muito complicado. É a meia-final da Champions League, contra um adversário com jogadores fantásticos. O Bayern também gosta de ter a bola e hoje jogou de forma semelhante à nossa.

“Abrir o marcador e colocar-nos a vencer foi tão difícil de acontecer e, em seguida, vieram os outros dois tão rapidamente acabando por se conseguir um super resultado para levar para o jogo da segunda mão. Era precisamente o que se queria alcançar esta noite".

O primeiro golo de Messi foi um poderoso remate de longe, para o canto esquerdo da baliza de Manuel Neuer. O segundo, foi um momento de génio, surgindo pela direita após driblar Jérôme Boateng e picando a bola por cima do guarda-redes bávaro com o seu pé menos utilizado, o direito.

O melhor em campo concorda que o árbitro Nicola Rizzoli contribuiu para a qualidade da partida, com uma decisão louvável ao permitir que o jogo fluísse depois de uma falta clara sobre Luis Suárez, no período de descontos. Disso resultou a assistência de Messi com Neymar a aproveitar para elevar a margem para os três golos.

“O árbitro tomou a decisão correcta após o que fiz o que é normal – e que tinha de fazer, apenas reagi à situação – quando a bola me chegou, continuei a jogar!”.

Na única vez que o Barcelona eliminou o Bayern nas provas europeias, em 2009, conseguiu uma margem de quatro golos em Camp Nou após o que empatou 1-1 segunda mão. Questionado sobre se concordara com os argumentos de Guardiola, na antevisão, de que se o Bayern não marcasse iria ser “impossível” atingir a final, Messi mostrou-se cauteloso.

E declarou: “Não sei de concordo com ele. É verdade que conseguimos um bom resultado para levar para a Alemanha. Ainda assim, sabemos que vai ser difícil em Munique, onde o Bayern se tem mostrado muito forte. Três a zero é um bom resultado mas ainda temos de jogar a segunda mão e acreditar em nós próprios”. 

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