Uma Champions para recordar

Com mais uma memorável edição da Champions League a chegar ao fim, o UEFA.com recorda algumas das histórias que marcaram a prova, desde a afirmação de Gareth Bale ao renascer de Raúl González no Schalke.

Com mais uma memorável edição da UEFA Champions League a chegar ao fim, o UEFA.com recorda algumas das histórias que marcaram a prova, desde a afirmação de Gareth Bale ao renascer de Raúl González no FC Schalke 04.

Bale encosta Inter à parede
Os adeptos do FC Internazionale Milano certamente não sabiam muito sobre Gareth Bale antes do arranque desta temporada, mas certamente não mais irão esquecer o internacional galês. Estreante na competição, Bale apontou o seu primeiro golo na prova na segunda jornada, frente ao FC Twente, antes de afirmar em definitivo a sua chegada ao topo do futebol europeu em San Siro. Com o Tottenham Hotspur FC a perder por quatro golos e com menos um elemento em campo, o esquerdino de 21 anos quase levou, por si só, a formação londrina a uma improvável recuperação, com um "hat-trick". Não foi suficiente, mas depressa provou que os golos em Milão não foram obra do acaso, ao voltar a atormentar a defesa do Inter no triunfo por 3-1 dos "spurs" em White Hart Lane.

Messi com Europa a seus pés
O Arsenal FC estava avisado. Quatro golos de Lionel Messi tinham ditado a eliminação dos "gunners" na temporada passada, pelo que, quando a turma de Arsène Wenger venceu o Barça por 2-1 em Londres, na primeira mão dos oitavos-de-final, sabiam que era fulcral delinear um plano para travar o argentino na Catalunha. Porém, a classe de Messi voltou a vir ao de cima: mais dois golos que, novamente, decidiram a eliminatória a favor do Barcelona. Também o FC Shakhtar Donetsk, nos quartos-de-final, se revelou incapaz de travar Messi, que liderou a sua equipa rumo a um triunfo por 5-1 na primeira mão. "A grande diferença foi que nós não temos um Lionel Messi na nossa equipa," lamentou Mircea Lucescu, treinador da formação ucraniana, referindo-se ao internacional argentino que esta época somou 12 golos pelo Barça na UEFA Champions League.

A intocável defesa do United
O Manchester United FC pode ser conhecido pelo seu futebol de ataque, mas este ano o seu sucesso foi, sem dúvida, alicerçado numa fortíssima solidez defensiva. A fantástica dupla formada por Nemanja Vidić e Rio Ferdinand é quem mais aplausos recebe, mas Patrice Evra e Chris Smalling foram os defesas mais usados pelo United na presente campanha europeia, na qual a formação de Manchester sofreu apenas quatro golos em 12 jogos, apesar de ter sofrido três na final de Wembley. No passado, Arsenal FC e AFC Ajax já atingiram a final da prova com apenas dois golos sofridos ao longo da competição. Curiosamente, a formação holandesa contava, na temporada de 1995/96, em que atingiu tal feito, com Edwin van der Sar a defender a sua baliza.

Schalke embalado por Raúl
Muitas pessoas não evitaram um franzir de sobrolho quando Raúl González anunciou que, aos 33 anos de idade, iria trocar o Santiago Bernabéu pelo coração industrial da Alemanha. Quaisquer dúvidas relativas à sua motivação, contudo, depressa caíram por terra, com o veterano internacional espanhol a inspirar o FC Schalke 04 à sua melhor época de sempre na UEFA Champions League. Extremamente popular também entre os seus novos colegas de equipa, Raúl foi baptizado de "Sr. Champions League" pelo defesa Christoph Metzelder, após estender para os 71 golos o seu registo como o melhor marcador de sempre da história da competição.

Como o Vinho do Porto
Tem sido um excelente ano para os veteranos na UEFA Champions League e, em particular, para dois extraordinariamente leais jogadores. Agora na sua 16ª temporada no FC Internazionale Milano, Javier Zanetti tornou-se no mais velho jogador de sempre a fazer um golo na prova, ao marcar frente ao Tottenham Hotspur FC, com a invejável idade de 37 anos e 71 dias, batendo o anterior recorde de Laurent Blanc. O defesa argentino, porém, apenas deteve esse recorde durante seis meses. Ryan Giggs marcou FC Schalke 04, nas meias-finais, com 37 anos e 148 dias de idade.

Shakhtar dá passos de gigante
Mal o FC Shakhtar Donetsk viu a sua melhor participação de sempre na UEFA Champions League chegar ao fim, nos quartos-de-final, o seu ambicioso presidente, Rinat Akhmetov, fez questão de exigir ainda mais no futuro. "O nosso trabalho só está a começar", salientou. "Acredito que, passo a passo, acabaremos por vencer a Champions League." E Akhmetov não é o único a acreditar na formação ucraniana, que venceu um grupo onde estavam Arsenal FC e Sporting de Braga, antes de deixar pelo caminho a AS Roma, nos oitavos-de-final. Claudio Ranieri, então treinador da formação romana, expressou a sua admiração pelo adversário, ao afirmar: "Têm uma equipa jovem e repleta de jogadores talentosos, que trocam muito bem a bola e sabem manter a sua posse. Fazem-me lembrar o Barcelona." Fazem lembrar, mas ainda não estão ao nível da equipa catalã, que bateu o Shakhtar nos quartos-de-final com um total de 6-1 no conjunto das duas mãos.

Holandês eterno eleva fasquia
Há 17 anos, Edwin van der Sar conquistou a final da UEFA Champions League com a camisola do Ajax. Sábado, o veterano guarda-redes completou o último jogo da sua carreira, naquela que foi a sua quinta presença em finais da prova. A classe de Van der Sar ficou bem patente ao longo da presente época do Manchester United na UEFA Champions League, com oito jogos sem sofrer golos na caminhada até à final. Seria, talvez, a despedida perfeita se conseguisse, em Wembley, o nono jogo com as redes invioláveis na presente edição da prova, algo que não aconteceu já que o Barcelona venceu por 3-1.

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