Glória europeia motiva HJK

A única presença do HJK na fase de grupos vai servir de inspiração para o treinador Antti Muurinen, que procura repetir o feito de há 12 anos: "Pensávamos que nenhum desafio era demasiado grande para nós".

Aki Riihilahti luta pela posse da bola com Andreas Reinke, do Kaiserslautern, no empate a zero do HJK na sua campanha anterior na UEFA Champions League
Aki Riihilahti luta pela posse da bola com Andreas Reinke, do Kaiserslautern, no empate a zero do HJK na sua campanha anterior na UEFA Champions League ©AFP

Antti Muurinen é o único treinador a ter conduzido uma equipa finlandesa à fase de grupos da UEFA Champions League, no caso o HJK Helsínquia, há 12 anos. De volta ao comando técnico da equipa, espera repetir esse feito, a começar já por esta quarta-feira à noite, quando arrancar a sua campanha frente ao FK Ekranas.

Muurinen, de 56 anos, é um dos treinadores finlandeses mais consagrados. Foi seleccionador nacional de 2000 a 2005 e por duas vezes campeão finlandês ao serviço de FC Kuusysi e HJK. No entanto, talvez o seu maior feito seja o apuramento do HJK para a fase de grupos da edição 1998/99 da UEFA Champions League. "Na altura tínhamos uma excelente equipa e muita confiança", recorda Muurinen, que regressou ao HJK em 2007. "Pensávamos que nenhum desafio era demasiado grande para nós. Foi realmente um sonho tornado realidade".

O HJK eliminou FC Yerevan e FC Metz na fase de qualificação dessa época para atingir a fase de grupos. Aí, uma equipa que contava com Shefki Kuqi, Hannu Tihinen, um jovem de 17 anos chamado Mikael Forssell e Aki Riihilahti teve pela frente PSV Eindhoven e Benfica, dois antigos campeões europeus, e 1. FC Kaiserslautern, campeão alemão em título.

O HJK empatou duas vezes, mas o ponto alto da sua campanha foi a vitória frente ao Benfica, em Helsínquia. "Os jogos em casa, particularmente, são algo que vou recordar para sempre", disse Muurinen. "O público apoiou-nos muito e durante a vitória por 2-0 frente ao Benfica o ambiente que se viveu foi provavelmente o melhor de sempre na história do futebol finlandês de clubes".

À medida que os adeptos do HJK recordam essa campanha com especial carinho, Muurinen sabe o quanto é difícil repetir esse sucesso. "O coeficiente da Finlândia no ranking da UEFA é bastante baixo, por isso enfrentaremos adversários mais fortes desde o início, mas se observarem os clubes presentes na fase de qualificação, verão que nenhum deles é fácil. Mas com certeza não vamos ter medo. É uma tarefa difícil, mas temos um sonho".

Muurinen não é o único a sonhar com nova presença na UEFA Champions League. Riihilahti deixou o clube após essa memorável temporada 1998/99, passando uma década no estrangeiro, ao serviço de Vålerenga IF, Crystal Palace FC, Kaiserslautern e Djurgårdens IF, mas regressou a meio da época passada para ajudar o HJK a conquistar o 22º título de campeão do seu historial. O médio, de 33 anos, é o único sobrevivente do plantel que participou na fase de grupos; a sua experiência pode ser crucial se o campeão finlandês quiser alcançar esse objectivo.

Uma semelhança entre a actual equipa do HJK e a sua ilustre antecessora é a vontade de Muurinen em dar oportunidades aos mais jovens. Há 12 anos, Tihinen, Riihilahti e Kuqi estavam no início das suas carreiras. Desta feita, Riihilahti vai dar apoio a uma nova geração: os defesas-centrais Juhani Ojala e Valtteri Moren, o lateral Mikko Sumusalo e o médio Johannes Westö estão na casa dos 20 anos ou menos.

O HJK começa esta quarta-feira a sua participação na segunda pré-eliminatória, por ocasião da deslocação aos lituanos do Ekranas. Seja qual for o adversário, Muurinen está pronto para aproveitar esta ocasião. "A fase de apuramento da Champions League é sempre uma grande oportunidade, algo com o qual sonhamos", disse. "O mais importante é acreditarmos nas nossas capacidades. Se sentimos que não somos capazes, então será o fim". Para o HJK, pode muito bem ser apenas o início.

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