Van Gaal respira confiança

Depois de confirmar a presença na final da Champions League, Louis van Gaal afirmou que o Bayern "pode vencer qualquer adversário", quando espera pelo embate entre o Barcelona e o Inter.

Louis van Gaal (à direita) e todo o banco do Bayern festeja após o apito final
Louis van Gaal (à direita) e todo o banco do Bayern festeja após o apito final ©Getty Images

Louis van Gaal lançou um alerta ao adversário do FC Bayern München na final da UEFA Champions League, após o clube germânico ter carimbado a passagem à última etapa com uma convincente vitória por 3-0 em casa do Olympique Lyonnais. "Se conseguirmos jogar sempre assim será difícil para qualquer adversário vencer-nos", afirmou. O técnico derrotado, Claude Puel, optou por chamar a atenção para as oportunidades desperdiçadas pela sua equipa, mas não deixou de elogiar o Bayern pela enorme dinâmica e força exibidas, fora do alcance do conjunto gaulês.

Louis van Gaal, treinador do Bayern
Estivemos muito organizados e se jogarmos sempre assim será difícil para qualquer adversário vencer-nos. Os jogadores sabem agora o que é passar dez meses com Van Gaal; sabem que não é fácil, mas estão felizes e eu também. Sempre acreditei que a minha equipa tinha capacidade para jogar futebol a este nível. O Bayern pode vencer qualquer equipa e é por isso que chegámos tão longe. Foi uma excelente exibição; é fantástico estar numa final.

Desde que defrontámos a Juve, temos jogado sempre bem na Champions League. Não ganhámos ainda nada, estamos apenas na final da prova, bem como da Taça da Alemanha e estamos bem posicionados para vencer a Bundesliga. Temos uma boa oportunidade de vencer algo esta época. Sempre acreditei que a equipa podia chegar à final. Defendemos muito bem, todos, não apenas os defesas. Espero encontrar o Inter de José Mourinho, mas também tenho enorme respeito pelo Barça [equipa que Van Gaal já treinou]. Tem um estilo de jogo muito bonito e constituem uma referência, mas acho que o Inter seria melhor para nós.

Mark van Bommel, médio do Bayern
Foi um jogo muito difícil, sobretudo na primeira parte quando fizemos enorme pressão. Eles só tiveram uma oportunidade de golo nessa fase, mas mesmo assim era uma situação complicada. Chegar à final ao serviço do Bayern foi mais difícil do que com o Barcelona [em 2006]. Tivemos um treinador novo, jogadores novos e o início da temporada não augurava nada de bom, mas desde então temos crescido em conjunto.

Claude Puel, treinador do Lyon
Parabéns ao Bayern, porque foi melhor que nós em vários aspectos. O seu poder físico teve grande impacto no jogo. Mantiveram uma atitude forte e grande concentração até ao último minuto. Temos algumas razões de queixa, porque podíamos ter discutido esta eliminatória pois dispusemos de algumas boas oportunidades ao segundo poste. Contudo, não tivemos capacidade para concretizar as oportunidades de [Michel] Bastos, Bafé [timbi Gomis] e Chelito [César Delgado]. Essas ocasiões poderiam ter-nos ajudado. Ainda tentamos na segunda parte, mas a expulsão do Cris deitou por terra as nossas possibilidades.

A diferença por 3-0 tem de ser perspectivada pela expulsão do Cris e pelo facto de termos arriscado muito, tendo sido castigados em contra-ataque. Estávamos frescos fisicamente após seis dias de descanso, mas não foi o suficiente. O Bayern tem-me impressionado muito. Desde o início da prova que não havia defrontado uma equipa com tanta força física. Eles tiveram o o controle da posse de bola e obrigaram-nos a correr muito. Um golo teria sido suficiente para nos recolocar na discussão da eliminatória. O resultado é pesado comparativamente com o esforço dos jogadores. Não há nada que possa apontar-lhes. Ficámos com uma grande sensação de vazio.

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