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Análise de Desempenho na Champions League: como o Porto contornou a pressão

Com o exemplo recente da exibição de Gabriel Veiga, eleito o Melhor em Campo na UEFA Champions League contra o Napoli, na quarta-feira, a unidade de análise de jogos da UEFA volta a abordar a questão de como contornar uma pressão homem a homem, com contribuições dos Observadores Técnicos da UEFA Thomas Frank, Gareth Southgate, Erik ten Hag, Ole Gunnar Solskjær e do treinador do Inter, Christian Chivu.

Porto's Gabriel Veiga celebrates scoring against Napoli
Porto's Gabriel Veiga celebrates scoring against Napoli Getty Images

Na vitória por 4-1 sobre o Napoli, esta semana, na UEFA Champions League, o Porto destacou-se pela sua capacidade de escapar à pressão homem a homem – e, ao fazê-lo, deu à unidade de análise de jogos da UEFA muito em que pensar.

Afinal, a marcação homem a homem é uma tendência fundamental no futebol de elite e este foi um exemplo claro de uma equipa que conseguiu contornar com sucesso essa pressão. Ninguém o fez melhor nessa noite do que o Melhor em Campo, Gabriel Veiga, que, ao explicar o sucesso do Porto, destacou o impacto de jogadores "capazes de perturbar" com os seus movimentos e corridas, nomeadamente a partir das alas.

Como foi: Porto 4-1 Napoli

Este foi um aspecto que o observador técnico da UEFA, Thomas Frank, aprofundou posteriormente, ao destacar Veiga por ter demonstrado várias competências importantes, tais como os movimentos sem a bola e a capacidade de transportar a bola para a frente.

A questão de como contornar a pressão tem sido tema de debate no Grupo de Observadores Técnicos da UEFA há várias épocas. O actual treinador do Inter, Christian Chivu, falou-nos no ano passado sobre os requisitos para uma estratégia de marcação individual bem-sucedida, enquanto Erik ten Hag abordou a necessidade de a contrariar com sobreposições e jogadores que avançam a partir da defesa.

Também ouvimos as reflexões de Gareth Southgate. "Neste momento, toda a gente quer exercer pressão alta, mas as equipas estão a tornar-se cada vez melhores a jogar sob essa pressão", referiu, enquanto Ole Gunnar Solskjær sugeriu que "uma consequência dessa pressão, especialmente num sistema de marcação individual, poderá ser o facto de as equipas rodarem e trocarem de posições com mais frequência, a fim de abrir espaços".

Essa rotação e troca de posições foi precisamente o que o Porto de Francesco Farioli fez ao vencer, na quarta-feira, um confronto entre duas equipas que adoptaram ambas um esquema de marcação homem a homem. "Estávamos à espera que eles jogassem com muita mobilidade, com três ou quatro médios a rodarem bastante, um a recuar, outro a avançar", afirmou Gabriel Veiga. O Napoli fez exactamente isso, mas o Porto aplicou a sua própria versão com melhores resultados – e a análise de vídeo abaixo explora a sua brilhante contribuição.

Análise táctica da Champions League: rotação inteligente entre linhas

Alternância inteligente entre as linhas

"Este é um excelente exemplo do motivo pelo qual Veiga foi tão decisivo", afirmou Frank, referindo-se a um primeiro vídeo que mostra Gabriel Veiga a descer e, em seguida, a deslocar-se para o espaço. "Ele encontra uma boa posição no centro para ligar a jogada", acrescentou.

Análise táctica da Champions League: condução com bola

Condução com a bola

Aqui vemos Gabriel Veiga a manipular o espaço de forma soberba antes de uma arrancada em direcção à baliza.

Análise táctica da Champions League: assistência e finalização

Assistência e finalização

"Reparem como ele se coloca numa boa posição para quando acontece a perda de bola, e depois a rápida avaliação da situação e a aceleração para o espaço", afirmou Frank sobre a jogada que culminou no golo do espanhol.

Reflexão sobre o treino – Formar os números 10 do futuro

Phil Church, Instrutor Técnico da UEFA e responsável sénior pelo desenvolvimento de treinadores da selecção masculina da Federação Inglesa de Futebol (FA), dá conselhos sobre o que ensinar ao trabalhar com jovens jogadores no que diz respeito às competências ofensivas necessárias para a posição de número 10.

• Preparação: "Na fase de construção de jogadas, o número 10 deve ter em conta o seu posicionamento em relação à bola, à baliza e aos jogadores adversários."

• Acção: "À medida que a jogada se desenrola, o número 10 tem de decidir se vai receber a bola ou se vai deslocar os defesas de modo a criar espaço para os outros jogadores – e o momento certo para o fazer é fundamental."

• Execução: "O ângulo, o momento certo e a velocidade do movimento são aspectos fundamentais. As competências-chave a treinar incluem receber e proteger a bola, e recomendo que a recepção, o rodar, o drible e a penetração em duelos de um contra um sejam treinados em espaços reduzidos."

• Reacção: "Isto inclui treinar os passes de um toque como parte do jogo de ligação, juntamente com uma melhor observação do campo e novos posicionamentos."

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