Entrevista a Fabián Ruiz: médio fala de ambições, um novo compatriota e conselhos maternais
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Sumário do artigo
"Acreditamos em nós, como mostrámos nas últimas épocas", afirma Fabián Ruiz, médio do Paris bicampeão da UEFA Champions League.
Conteúdo media do artigo
Corpo do artigo
Após se sagrar bicampeão da UEFA Champions League com o Paris Saint-Germain, em Maio, e ajudar a Espanha a ganhar o Campeonato do Mundo, em Julho, o médio está pronto para começar do zero e voltar a dar o máximo na principal competição de clubes do Mundo.
Com o Paris a ambicionar o terceiro título europeu seguido, o jogador de 30 anos fala à UEFA sobre os próximos objectivos do clube, a chegada do compatriota Ferran Torres e como a sua mãe foi fundamental para uma carreira de sucesso.
Sobre os adversários desta época
A Champions League é assim, não há facilidades, e nos últimos anos os sorteios da fase inicial têm sido complicados. Basta ver que em duas edições da fase de liga não conseguimos o apuramento directo. Mas confiamos em nós, como demonstrámos nas duas últimas temporadas, e um dos objectivos esta época passa por garantir o apuramento directo, para dispensar dois jogos numa época que se prevê novamente desgastante.
Sobre a relação com o compatriota Ferran Torres
Conheço-o muito bem fruto de vários anos na selecção e fiquei muito feliz quando soube que seria contratado, pois sabia que iria acrescentar muito à equipa. Sabe encontrar espaços e identificar o momento certo para se movimentar, algo que facilita o trabalho dos colegas, principalmente os médios. Frente ao Rennes isso foi visível, beneficiando de duas assistências minhas. Espero que isso aconteça muito mais vezes.
Sobre o papel da mãe no seu sucesso
Fez muitos sacrifícios pelos filhos, especialmente por mim, pois era quem me levava aos treinos, muitas vezes acabada de chegar do trabalho e com pouco tempo para descansar. Sou quem sou graças a ela. Ensinou-me muito e continua a ensinar. Sobretudo espírito de sacrifício, trabalho árduo e humildade.
Sobre manter a humildade apesar do sucesso
Nunca tive de me obrigar a manter os pés no chão. Acho que isso acontece naturalmente comigo. E acho que isso é o mais importante para mim: continuar a ser a mesma pessoa, sem mudar só porque tenho uma profissão que tem um nível de privilégio elevado. No fim de contas, os troféus ganham-se e perdem-se, mas o carácter que se tem nunca muda.
Entrevista realizada a 31 de Agosto de 2026.