In The Zone: como o Paris venceu uma final equilibrada
domingo, 31 de maio de 2026
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O Observador Técnico da UEFA, Edin Terzić, analisa os momentos decisivos da final da UEFA Champions League de sábado, na qual o Paris Saint-Germain superou o Arsenal nas grandes penalidades.
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Antes da grande final de sábado em Budapeste, nenhuma equipa tinha sofrido o primeiro golo e vencido uma final da UEFA Champions League desde o Real Madrid em 2014. Não tinha havido um desempate de grandes penalidades numa final desde 2016.
Tudo mudou na Puskás Aréna, onde o Paris Saint-Germain prevaleceu com uma ligeira vantagem ante um Arsenal que terminou esta campanha da Champions League invicto, excepto na disputa das grandes penalidades nesta final de Budapeste.
Na análise que se segue, trazida pela FedEx, a unidade de análise de jogos da UEFA, em colaboração com o Observador Técnico da UEFA, Edin Terzić, irá explorar como os comandados de Mikel Arteta levaram o Paris ao limite – e a resposta da equipa triunfante de Luis Enrique.
O 'plano perfeito' do Arsenal
Há doze meses, um golo aos 12 minutos foi o trampolim para o triunfo do Paris, por 5-0, sobre o Inter na final. Desta vez, a situação inverteu-se, com a equipa parisiense em desvantagem logo aos seis minutos frente a um adversário com a melhor defesa da prova. "Esse era o plano perfeito para eles e para nós complicou as coisas, sobretudo na primeira parte", admitiu o treinador Luis Enrique.
O autor do golo foi Kai Havertz, cujo remate certeiro (apresentado acima) justificou a sua titularidade no lugar de Viktor Gyökeres. O vídeo mostra como, com o Arsenal a tentar atrair o Paris para fora da área, o alemão recuou para articular o jogo e depois explorou as costas da defesa, aproveitando um ressalto quando a tentativa de corte de Marquinhos atingiu Leandro Trossard.
"Como o Arsenal estava a defender – e a pressionar – no um-para-um, a equipa londrina usou passes para trás precisos e distribuições curtas para se posicionar e atrair o adversário para fora da área", disse Terzić, que era o treinador do Borussia Dortmund na final de 2024. "Havertz antecipou a o lance na perfeição, manteve todo o seu ímpeto e a finalização de ângulo apertado mostrou realmente a sua excepcional precisão na finalização."
Para Havertz, este foi o seu segundo golo numa final da Champions League, depois do golo da vitória pelo Chelsea frente ao Manchester City, em 2021. Para o Arsenal, seria o seu único remate enquadrado nesta final.
'Movimentação e rotações posicionais'
"O jogo começou da melhor forma para eles", disse Luis Enrique, admitindo o desafio imposto pelos campeões ingleses, que "defendem na perfeição num bloco baixo e são muito fortes física e tecnicamente". No entanto, como explicou Terzić, a ameaça ofensiva do Paris aumentou após o reatamento.
"Tiveram dificuldades para penetrar no bloco fechado do Arsenal, mas, após o intervalo, aumentaram a sua movimentação e rotações posicionais", disse Terzić, e a recompensa chegou com o penálti convertido por Ousmane Dembélé aos 65 minutos, que empatou a partida.
Como se vê no segundo vídeo, a jogada seguiu uma das ligações características do Paris pelas alas, quando – após um canto – Dembélé e Khvicha Kvaratskhelia tabelaram, permitindo ao georgiano infiltrar-se nas costas do defesa Cristhian Mosquera.
Terzić explicou o que aconteceu a seguir: "Kvaratskhelia usou a sua velocidade e o seu corpo de forma brilhante para cruzar à frente do defesa e sofrer a falta. Depois, o penálti de Dembélé foi pura calma – precisa e convertido com confiança."
Foi o oitavo golo de Dembélé esta época e o 45º do Paris, igualando o recorde de golos numa temporada. Dembélé já tinha saído de campo quando chegou a altura do desempate das grandes penalidades – tal como Kvaratskhelia – mas, como mostra o vídeo final, os jogadores que entraram em campo demonstraram precisão e concentração suficientes para garantir que o título se manteve em Paris por mais um ano.