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Paris revalida título da Champions League: campeões superam Arsenal nos penáltis

A equipa de Luis Enrique marcou quatro dos cinco penáltis no desempate por pontapés da marca de grande penalidade e superou o Arsenal depois de um empate 1-1 ao fim de 120 minutos.

Marquinhos, capitão do Paris, ergue o troféu em Budapeste
Marquinhos, capitão do Paris, ergue o troféu em Budapeste AFP via Getty Images

O Paris revalidou o título de campeão europeu ao levar a melhor sobre o Arsenal no desempate por penáltis depois de um empate 1-1 ao fim de 120 minutos contra o Arsenal na final da UEFA Champions League 2025/26, em Budapeste.

Momentos-chave

6': Havertz coloca Arsenal na frente com remate de ângulo apertado
65': Dembélé empata de penálti
77': Remate de Kvaratskhelia roça no poste
89': Remate em jeito de Vitinha sai ligeiramente por cima
Pens: Eze e Gabriel falham para o Arsenal, apenas Nuno Mendes falha para o Paris

O jogo em poucas palavras: Paris supera os nervos para revalidar o título

Os Gunners, recém-coroados campeões da Premier League inglesa pela primeira vez em 22 anos, não demoraram muito a inaugurar o marcador em Budapeste. Leandro Trossard intercetou um passe e Kai Havertz, autor do único golo do Chelsea na final de 2021 frente ao Manchester City, arrancou em direcção à grande área contrária antes de rematar forte, de ângulo, fazendo a bola entrar junto ao poste mais próximo, sem hipóteses para Matvei Safonov.

Os atuais campeões tentaram responder e dominaram o resto da primeira parte, mas a defesa do Arsenal, brilhantemente liderada por Gabriel e William Saliba, não permitiu ocasiões claras de golo, com a frustração do Paris Saint-Germain a ficar bem patente quando Ousmane Dembélé e Désiré Doué atiraram por cima em remates de longe. E a equipa de Mikel Arteta até podia ter ampliado a vantagem, valendo aos parisienses um corte providencial de Marquinhos a negar o bis a Havertz.

Kai Havertz felicitado depois de abrir o marcador para o Arsenal
Kai Havertz felicitado depois de abrir o marcador para o ArsenalGetty Images

O Arsenal tinha sofrido apenas seis golos na sua caminhada para esta final e sabia que igualar o recorde de dez jogos sem sofrer golos numa campanha na prova lhe garantia o primeiro título, mas Cristhian Mosquera derrubou Khvicha Kvaratskhelia na grande área do conjunto londrino após uma boa jogada colectiva do Paris e Dembélé enviou David Raya para o lado errado na conversão da consequente grande penalidade para restabelecer a igualdade a meio do segundo tempo.

A equipa de Luis Enrique continuou a pressionar, mas foi num contra-ataque que voltou a criar perigo, com Kvaratskhelia a entrar na área e a desferir um remate que ainda resvalou na barra. Vitinha e o Gonçalo Ramos, que saltou do banco em cima do minuto 90, também ameaçaram, mas a decisão da final seguiu mesmo para prolongamento.

 Ousmane Dembélé exulta com o golo do empate
Ousmane Dembélé exulta com o golo do empateUEFA via Getty Images

O padrão do encontro não mudou muito, com o Paris a continuar a ter mais posse de bola, mas com poucas ou nenhuma ocasiões de golo flagrantes de parte a parte pelo que, pela primeira vez desde 2016, uma final foi decidida no desempate por pontapés da marca de grande penalidade.

Aí, Eberechi Eze atirou para fora, mas logo depois Nuno Mendes viu o seu penálti defendido por David Raya. Até que, no derradeiro penálti, Gabriel atirou por cima para o Arsenal e permitiu ao Paris tornar-se a primeira equipa a defender com êxito o troféu desde o Real Madrid em 2018.

A final tal como foi

Equipas

Paris: Safonov; Hakimi, Marquinhos (Zabarnyi 106), Pacho, Nuno Mendes; Fabián Ruiz (Zaïre-Emery 95), Vitinha (Lucas Beraldo 106), João Neves; Doué, Dembélé (Gonçalo Ramos 90+6), Kvaratskhelia (Barcola 83)

Arsenal: Raya; Mosquera (Timber 66), Saliba, Gabriel, Hincapié; Rice, Lewis-Skelly (Zubimendi 91); Saka (Madueke 83), Ødegaard (Gyökeres 67), Trossard (Martinelli 83); Havertz (Eze 91)

Sentmentos contrastantes de Matvei Safonov e Gabriel após o derradeiro penálti
Sentmentos contrastantes de Matvei Safonov e Gabriel após o derradeiro penáltiGetty Images

Melhor em Campo PlayStation®: Vitinha

"Vitinha foi o melhor jogador do Paris esta noite. Dominou o meio-campo, principalmente na segunda parte, impulsionando a sua equipa para a frente e ditando o ritmo do encontro. Uma excelente exibição do médio português."
Grupo de Observadores Técnicos da UEFA

Alex Clementson, repórter a acompanhar o Paris

Depois de sofrer um golo tão cedo, o Paris teve de reunir toda a sua coragem e determinação. A equipa de Luis Enrique manteve-se fiel às suas convicções, assentes na posse de bola, e acabou por se conseguir impor, apesar de a defesa do Arsenal se ter revelado uma barreira quase impenetrável tanto no tempo regulamentar como no prolongamento. Dizem que os desempates por penáltis são uma lotaria e, desta vez, a sorte esteve do seu lado.

Joe Terry, repórter a acompanhar o Arsenal

A final foi um choque de estilos: o ataque do Paris contra a defesa do Arsenal. E o equilíbrio entre as equipas foi tão perfeito que nada as conseguiu separar. Poucas equipas conseguem limitar o Paris a tão poucas oportunidades, especialmente tendo em conta a quantidade de posse de bola que os parisienses tiveram. Todas as qualidades que Mikel Arteta incutiu e cultivou no plantel do Arsenal — garra, força de vontade, espírito de equipa — estiveram lá e todos no Arsenal se orgulharão certamente do que viram esta noite, apesar de o troféu ter acabado por fugir.

Reacções

Luis Enrique, treinador do Paris Saint-Germain: "Acho que merecemos – talvez hoje as duas equipas merecessem ganhar – mas pela forma como jogámos durante toda a época, acho que merecíamos ganhar esta Champions League. Estamos muito felizes e vamos tentar estar aqui de novo no próximo ano – porque não? O jogo começou da melhor maneira para eles. Depois disso, eles sabem defender-se. Foi muito difícil. Estamos habituados a atacar desta forma, com muitos jogadores atrás da linha da bola, mas eles são fisicamente fortes, muito resistentes."

Gonçalo Ramos, avançado do Paris: "Foi muito difícil. Temos muita personalidade e mostrámos que estamos prontos para tudo. Sou avançado e estou sempre pronto para bater um penálti, mesmo que seja o primeiro. Queria estar presente nos momentos decisivos. Todos acreditamos uns nos outros, todos os jogadores podem ajudar. Estávamos muito confiantes. Agora vamos desfrutar ao máximo."

Désiré Doué, avançado do Paris: "Estamos muito, muito orgulhosos esta noite. Muito felizes, muito gratos, também porque foi um jogo difícil contra uma equipa muito boa. Por isso, temos de os felicitar porque fizeram uma grande época. Mas agora só temos de desfrutar como equipa, como família, porque acho que merecemos."

Mikel Arteta, treinador do Arsenal: "É muito difícil quando se é tão consistente na competição até à final e, depois, se perde o troféu nos penáltis. É complicado. Estou muito orgulhoso dos meus jogadores. É um privilégio treinar este grupo de jogadores, esta equipa. Acho que a forma como honram este emblema e o quanto se dedicam a ele são admiráveis. O Paris Saint-Germain é realmente um adversário difícil. É por isso que é bicampeão. É uma equipa de altíssimo nível."

Declan Rice, médio do Arsenal: "É devastador perder a final da Champions League nos penáltis. Tentámos tirar o máximo de perspetiva possível de tudo o que conquistámos como grupo – foi uma época incrível e este foi o nosso 63.º jogo. Demos tudo de nós até aqui e é uma lotaria – ou se ganha nos penáltis ou se perde. Algumas das melhores equipas de sempre já perderam nos penáltis."

Principais estatísticas

  • Esta foi a 12ª final da Taça dos Campeões Europeus ou da Champions League a ser decidida nas grandes penalidades. Nem o Arsenal nem o Paris Saint-Germain tinham estado envolvidos numa final decidida desta forma anteriormente.
  • As anteriores 11 finais da Champions League tinham sido ganhas pela equipa que marcou primeiro. Até o Paris o lograr nesta final, o Real Madrid tinha sido a última equipa a erguer o troféu depois de ter sofrido o primeiro golo, quando derrotou o Atlético de Madrid por 4-1 em 2014.
  • O Paris igualou o recorde do Barcelona (1999/2000) de golos marcados numa só temporada, contando desde a fase de grupos/liga: 45.
  • Luis Enrique conquistou o seu terceiro título da Champions League como treinador, tendo anteriormente levado ao título o Barcelona em 2015 e o Paris na época passada – apenas Carlo Ancelotti, com cinco, venceu a prova por mais vezes como treinador.
  • Luis Enrique tornou-se o primeiro treinador espanhol a conquistar títulos consecutivos na Taça dos Campeões Europeus/UEFA Champions League desde José Villalonga alcançou esse feito ao leme do Real Madrid nas épocas de 1955/56 e 1956/57.
  • Ousmane Dembélé marcou seis golos nas suas últimas quatro partidas na Champions League.
  • Kai Havertz tornou-se o terceiro jogador na era da Champions League a marcar em duas finais por clubes diferentes (Chelsea e Arsenal), depois de Cristiano Ronaldo (Manchester United e Real Madrid) e Mario Mandžukić (Bayern e Juventus). Velibor Vasović (Partizan e Ajax) também conseguiu o feito, mas em finais da Taça dos Campeões Europeus.
  • O golo de Havertz logo aos seis minutos foi o mais rápido numa final da Champions League desde o golo de Mohamed Salah aos dois minutos pelo Liverpool frente ao Tottenham, em 2019.

Melhores do Fantasy

Em breve

O que se segue?

O Paris vai defrontar o Aston Villa, vencedor da UEFA Europa League, na Supertaça Europeia, em Salzburgo, a 12 de Agosto.

A temporada 2026/27 da UEFA Champions League arranca com a primeira pré-eliminatória, em Julho. Paris e Arsenal vão, ambos, marcar presença na fase de liga, cujo sorteio tem lugar a 27 de Agosto.

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