Antevisão do Paris - Arsenal na final da Champions League: onde ver, onzes prováveis, guia de forma, declarações e muito mais
sexta-feira, 29 de maio de 2026
Sumário do artigo
Tudo o que precisa de saber sobre a final da UEFA Champions League entre Paris e Arsenal.
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Paris e Arsenal encontram-se na final da UEFA Champions League, em Budapeste, a 30 de Maio.
Jogo de relance
Quando: sábado, 30 de Maio (17h00 de Portugal continental)
Onde: Puskás Aréna, Budapeste
O quê: 34ª final na era da UEFA Champions League
Quem: Paris, detentor do troféu, frente ao Arsenal, finalista vencido em 2006
Como seguir: preparativos e cobertura em directo aqui
Onde ver o jogo na TV
Os adeptos podem consultar aqui os parceiros transmissores da UEFA Champions League.
O que precisa de saber?
Apenas nove equipas conseguiram terminar uma campanha na competição sem derrotas. O Arsenal está a um jogo de se tornar na próxima. No seu caminho está o Paris, campeão e o primeiro detentor do título a disputar finais seguidas desde o Real Madrid em 2016/17 e 2017/18.
O jogo na Puskás Aréna é uma reedição da meia-final da época passada, quando a equipa de Luis Enrique venceu os dois jogos para eliminar o Arsenal com um resultado total de 3-1, seguindo-se uma goleada por 5-0 sobre o Inter para erguer o troféu pela primeira vez. No entanto, nos cinco duelos entre os clubes nesta competição, essas continuam a ser as únicas vitórias do Paris, com o Arsenal a vencer na fase de liga da época passada e registando-se ainda dois empates na fase de grupos de 2016/17.
A caminhada rumo a Budapeste fez-se com base en características contrastante. O Arsenal de Mikel Arteta construiu a sua campanha com base no controlo defensivo, mantendo a baliza intacta em nove jogos e sofrendo apenas quatro golos na fase de liga. Vitórias notáveis sobre Atleti, Bayern München e Inter foram seguidas por confrontos mais equilibrados na fase a eliminar contra Leverkusen, Sporting CP e novamente o Atleti.
Já o Paris foi avançando no torneio graças à sua apetência ofensiva. Os 44 golos marcados deixam a equipa a apenas um do recorde histórico do Barcelona em 1999/2000, com Khvicha Kvaratskhelia em destaque. Trabalhador e imprevisível, o georgiano contribuiu com dez golos e seis assistências ao longo da temporada, sendo que sete desses tentos aconteceram na fase a eliminar, mostrando que está em grande forma.
Após vitórias fulgurantes sobre Atalanta, Leverkusen, Barcelona e Tottenham no início da temporada, o Paris subiu de nível na fase a eliminar, afantando Chelsea e Liverpool antes de uma emocionante meia-final frente ao Bayern München, num clássico moderno para a história.
A ascensão do Arsenal sob o comando de Arteta tem sido gradual mas significativa: quartos-de-final em 2023/24, meias-finais em 2024/25 e agora a primeira final desde 2005/06. Para o Arsenal, a vitória coroa uma temporada histórica, com a conquista do primeiro título na prova, enquanto para o Paris garante o segundo título europeu, sendo o primeiro clube francês a consegui-lo e consolidando ainda mais o legado de Luis Enrique no clube.
Onzes prováveis
Paris: Safonov; Hakimi, Marquinhos, Willian Pacho, Nuno Mendes; Zaïre-Emery, Vitinha, João Neves; Doué, Dembélé, Kvaratskhelia
- Achraf Hakimi (lesão na coxa) era a principal dúvida do detentor do troféu, uma vez que não jogava desde a primeira mão das meias-finais contra o Bayern, mas Luis Enrique afirmou, na conferência de imprensa de sexta-feira, que tanto ele como Nuno Mendes estavam disponíveis. Ousmane Dembélé foi substituído durante a primeira parte do último jogo do Paris no campeonato, mas afirmou na sexta-feira que se sente "100% pronto" para jogar.
Arsenal: Raya; Mosquera, Saliba, Gabriel, Calafiori; Rice, Lewis-Skelly, Ødegaard; Saka, Gyökeres, Trossard
- Noni Madueke saiu de campo com uma lesão no tendão da coxa perto do fim do último jogo do Arsenal no campeonato, no terreno do Crystal Palace, mas Mikel Arteta afirmou na conferência de imprensa de sexta-feira está apto para a final. Jurriën Timber, afastado desde Março devido a um problema numa virilha, também está disponível e deverá ser titular em vez de Cristhian Mosquera, mas o defesa Ben White está definitivamente de fora após ter sofrido uma lesão grave num joelho no jogo contra o West Ham, a 10 de Maio.
Guia de forma
Paris
Forma: DVVEEV (mais recente em primeiro)
Último resultado: Paris FC 2-1 Paris, 17/05, Ligue 1
Arsenal
Forma: VVVVVE
Último resultado: Crystal Palace 1-2 Arsenal, 24/05, Premier League
Declarações
Ousmane Dembélé, avançado do Paris: "Estamos a saborear estes momentos. Temos um grupo jovem, um grupo fantástico que quer conquistar troféus. Estamos ansiosos por ganhar tudo, seja a final da Champions League, o campeonato ou títulos nacionais. Se se quer estar no topo, é preciso conquistar este tipo de troféus várias vezes."
Marquinhos, capitão do Paris: "É sempre importante estar motivado. Mais uma vez demonstrámos isso este ano. Estes são momentos decisivos. Quando se ganha, quando se saboreia esse sucesso, fica-se com uma enorme vontade de reviver essa sensação. A emoção, o ambiente no balneário; somos competidores."
Luis Enrique, treinador do Paris: "Adorei todos os jogos que disputámos nesta competição esta época. Demonstrámos, sobretudo nesses oito jogos a eliminar, quanto somos uma boa equipa. Tivemos de sofrer nesses jogos, mas mostrámos o que valemos. Temos de aproveitar estes jogos, porque nunca se sabe quando voltaremos a viver momentos como estes."
Martin Ødegaard, médio do Arsenal: "É algo de especial que podemos alcançar. Passaram 22 anos desde a última vez que ganhámos a Premier League, agora queremos fazer mais história. Quando se prova a sensação de erguer um troféu, quer-se voltar a fazê-lo. Significaria muito para todos, por isso estamos ansiosos pelo jogo."
Bukayo Saka, extremo do Arsenal: "Tivemos uma semana para recuperar e preparar-nos. O jogo não se decidirá por minutos – decidir-se-á por momentos. O Mikel [Arteta] deixou claro que a sua missão era trazer o clube de volta ao lugar onde pertence. Estou orgulhoso por termos conseguido isso. Tem sido uma longa jornada, com algumas desilusões pelo caminho. Mas apoiámo-nos uns aos outros e seguimos em frente."
Mikel Arteta, treinador do Arsenal: "A preparação tem sido realmente muito boa, concentrada e positiva. Estamos aqui porque conquistámos o direito de estar aqui pela forma como jogámos na competição. Amanhã, naquele campo, vamos ter de conquistar o direito de ir buscar o troféu."
Opinião do repórter
Alex Clementson, repórter a acompanhar o Paris
"Uma vez é histórico, duas vezes é lendário", dizia uma faixa desfraldada pelos adeptos do clube durante um jogo amigável interno no fim-de-semana e a final em Budapeste oferece ao Paris a oportunidade de se imortalizar no panteão dos grandes. Com 23 golos marcados na fase a eliminar desta época e 44 no total, a sua característica ousadia ofensiva não dá sinais de abrandar. A forma como o Paris sufocou o Bayern defensivamente durante a segunda mão das meias-finais, no entanto, revelou o seu lado mais duro. Junte-se esses dois elementos no sábado e o Paris poderá muito bem tornar-se na primeira equipa desde o Real Madrid a revalidar o título da Champions League.
Joe Terry, repórter a acompanhar o Arsenal
Talvez seja uma simplificação excessiva descrever a final da Champions League desta época como o ataque do Paris contra a defesa do Arsenal, mas os Gunners são provavelmente a equipa mais bem equipada para neutralizar o ataque devastador dos franceses. O núcleo da defesa do Arsenal – o trio formado por David Raya, William Saliba e Gabriel – foi responsável pelo menor número de golos sofridos, tanto na campanha vitoriosa da Premier League como no percurso até à final em Budapeste. Os jogadores estarão em alta após celebrarem o seu primeiro título da liga em 22 anos e vão acreditar em si próprios a partir da posição de não favoritos, especialmente porque terão aprendido com a derrota na meia-final da temporada transacta contra o mesmo adversário. Foi uma eliminatória renhida que o Paris mereceu vencer, mas o Arsenal deu um grande passo em frente desde então.