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Vitinha sobre o período em França, o treinador Luis Enrique e as qualidades de um Paris campeão europeu

"Estou muito feliz com tudo aquilo em que me tornei aqui", diz Vitinha, maestro do meio-campo do Paris, à UEFA, com o campeão europeu em busca da segunda final consecutiva da UEFA Champions League.

Vitinha: "Sinto-me feliz com tudo aquilo em que me tornei aqui no Paris Saint-Germain".
Vitinha: "Sinto-me feliz com tudo aquilo em que me tornei aqui no Paris Saint-Germain".

Maestro do Paris campeão europeu, o médio Vitinha está mais uma vez a ser uma figura-chave na equipa de Luis Enrique que luta para defender o título da UEFA Champions League, com a final de Budapeste a um pequeno passo.

O jogador de 26 anos falou com a UEFA sobre o seu pai, um jogador de futebol inspirador, o treinador "fantástico" que o Paris tem e porque é que os parisiense tem potencial para chegar novamente à final da principal competição de clubes do mundo.

Sobre a inspiração do pai que também foi jogador

Teve uma carreira decente, e não apenas no Aves [clube da sua cidade-natal], pois também jogou em outros cinco clubes de primeira divisão em Portugal. Nunca me obrigou a jogar futebol. Foi um desejo meu e, felizmente para mim, resultou. Também foi médio e era muito inteligente na forma como via o jogo.

Dizem que era mais rápido do que eu, tinha mais velocidade e também era melhor no jogo aéreo, mas eu tenho outros atributos. Desde que me estreei na academia do Porto, [dizem-me] que somos jogadores parecidos, [a jogar] de cabeça levantada. Considero isso um elogio. Revejo-me nele e acho que ele sente o mesmo.

 Vítor Manuel (no topo), pai de Vitinha, em acção pelo Aves em 2006
Vítor Manuel (no topo), pai de Vitinha, em acção pelo Aves em 2006AFP via Getty Images

Sobre quatro anos ao serviço do Paris

Seria um grande erro se não tivesse crescido e melhorado em muitos aspectos e me tivesse tornado uma pessoa e um jogador melhor ao longo destes quatro anos. Se me pedirem para comparar o Vitinha de 2020 com o de agora, sinto que evoluí em ambas as vertentes e estou contente com isso.

Guardo com carinho os troféus que conquistei com o clube, mas ainda mais importante do que isso é aquilo em que me tornei e aquilo em que ainda me estou a tornar, pois é um processo. Estou muito feliz com tudo aquilo em que me tornei aqui no Paris. Espero continuar assim, a progredir.

Veja a finalização sublime de Vitinha no triunfo do Paris

Sobre o treinador Luis Enrique

Para além da sua qualidade técnica e táctica como treinador é uma pessoa fantástica e sinto-me à vontade com ele. Não falamos apenas de futebol, e isso também é óptimo. É uma pessoa muito natural e normal, que é muito franca. No nosso trabalho, quando se sente que a reacção é genuína e reflecte o que ele pensa e sente sobre o jogador, e o que ele espera de cada um, isso é algo realmente importante.

Quando tens um treinador que não só apresenta resultados mas também te convence a seguir a sua filosofia de jogo, através da forma como trabalha diariamente, da forma como treinamos todos os dias, é difícil não gostar dele.

Veja o belo golo de Vitinha pelo Paris contra o Newcastle

Sobre o seu papel como organizador do Paris

É uma sensação boa. Não diria que é uma responsabilidade tão grande porque não estou sozinho. Defino o ritmo da equipa, é verdade, mas também o guarda-redes, os laterais, os centrais, outros médios, os avançados e até os suplentes que entram durante o jogo também fazem isso. Não sinto que, se estiver ausente, a equipa não consiga jogar.

Tento dar o meu melhor sempre que estou em campo e melhorar o nosso jogo. Tento também transmitir confiança, para que isso seja algo contagiante.

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Sobre as qualidades do Paris

Todos sabem o que têm de fazer em campo, pois os nossos papéis foram bem definidos. Não temos dúvidas sobre o que devemos fazer individualmente quando entramos em campo.

O melhor elogio que posso fazer a esta equipa é que, mesmo que algum jogador não se esteja a sentir bem ou esteja ausente, a equipa continua a jogar. Qualquer jogador que entre em campo fará o mesmo, e por vezes até melhor. Quando entro em campo, acredito e sinto que estamos todos alinhados com a mesma visão. O que define uma verdadeira equipa é quando todos pensam da mesma forma e sabem o que têm de fazer.