Vitinha sobre o período em França, o treinador Luis Enrique e as qualidades de um Paris campeão europeu
segunda-feira, 4 de maio de 2026
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"Estou muito feliz com tudo aquilo em que me tornei aqui", diz Vitinha, maestro do meio-campo do Paris, à UEFA, com o campeão europeu em busca da segunda final consecutiva da UEFA Champions League.
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Maestro do Paris campeão europeu, o médio Vitinha está mais uma vez a ser uma figura-chave na equipa de Luis Enrique que luta para defender o título da UEFA Champions League, com a final de Budapeste a um pequeno passo.
O jogador de 26 anos falou com a UEFA sobre o seu pai, um jogador de futebol inspirador, o treinador "fantástico" que o Paris tem e porque é que os parisiense tem potencial para chegar novamente à final da principal competição de clubes do mundo.
Sobre a inspiração do pai que também foi jogador
Teve uma carreira decente, e não apenas no Aves [clube da sua cidade-natal], pois também jogou em outros cinco clubes de primeira divisão em Portugal. Nunca me obrigou a jogar futebol. Foi um desejo meu e, felizmente para mim, resultou. Também foi médio e era muito inteligente na forma como via o jogo.
Dizem que era mais rápido do que eu, tinha mais velocidade e também era melhor no jogo aéreo, mas eu tenho outros atributos. Desde que me estreei na academia do Porto, [dizem-me] que somos jogadores parecidos, [a jogar] de cabeça levantada. Considero isso um elogio. Revejo-me nele e acho que ele sente o mesmo.
Sobre quatro anos ao serviço do Paris
Seria um grande erro se não tivesse crescido e melhorado em muitos aspectos e me tivesse tornado uma pessoa e um jogador melhor ao longo destes quatro anos. Se me pedirem para comparar o Vitinha de 2020 com o de agora, sinto que evoluí em ambas as vertentes e estou contente com isso.
Guardo com carinho os troféus que conquistei com o clube, mas ainda mais importante do que isso é aquilo em que me tornei e aquilo em que ainda me estou a tornar, pois é um processo. Estou muito feliz com tudo aquilo em que me tornei aqui no Paris. Espero continuar assim, a progredir.
Sobre o treinador Luis Enrique
Para além da sua qualidade técnica e táctica como treinador é uma pessoa fantástica e sinto-me à vontade com ele. Não falamos apenas de futebol, e isso também é óptimo. É uma pessoa muito natural e normal, que é muito franca. No nosso trabalho, quando se sente que a reacção é genuína e reflecte o que ele pensa e sente sobre o jogador, e o que ele espera de cada um, isso é algo realmente importante.
Quando tens um treinador que não só apresenta resultados mas também te convence a seguir a sua filosofia de jogo, através da forma como trabalha diariamente, da forma como treinamos todos os dias, é difícil não gostar dele.
Sobre o seu papel como organizador do Paris
É uma sensação boa. Não diria que é uma responsabilidade tão grande porque não estou sozinho. Defino o ritmo da equipa, é verdade, mas também o guarda-redes, os laterais, os centrais, outros médios, os avançados e até os suplentes que entram durante o jogo também fazem isso. Não sinto que, se estiver ausente, a equipa não consiga jogar.
Tento dar o meu melhor sempre que estou em campo e melhorar o nosso jogo. Tento também transmitir confiança, para que isso seja algo contagiante.
Sobre as qualidades do Paris
Todos sabem o que têm de fazer em campo, pois os nossos papéis foram bem definidos. Não temos dúvidas sobre o que devemos fazer individualmente quando entramos em campo.
O melhor elogio que posso fazer a esta equipa é que, mesmo que algum jogador não se esteja a sentir bem ou esteja ausente, a equipa continua a jogar. Qualquer jogador que entre em campo fará o mesmo, e por vezes até melhor. Quando entro em campo, acredito e sinto que estamos todos alinhados com a mesma visão. O que define uma verdadeira equipa é quando todos pensam da mesma forma e sabem o que têm de fazer.