Entrevista a Fermín López: médio fala de motivação e objectivos ambiciosos com o Barcelona na Champions League
segunda-feira, 9 de março de 2026
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"Espero que este ano possamos chegar à final e ganhar", disse o médio Fermín López, com o Barcelona a regressar à acção em busca de dar o próximo passo rumo a Budapeste.
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Após um período emprestado ao Linares, do terceiro escalão, o médio Fermín López esperava deixar o Barcelona para jogar numa equipa da segunda divisão, mas em vez disso foi promovido à equipa principal. Esta temporada, foi eleito o Melhor em Campo em dois jogos da Champions League, após ter marcado um hat-trick frente ao Olympiacos, na Jornada 3, e bisado ante o Slavia Praha, na Jornada 7.
O jogador de 22 anos diz à UEFA que o seu eu mais jovem ficaria encantado por ver o quanto evoluiu desde os seus tempos na academia La Masía, do Barcelona, mas por mais tranquilo que possa parecer à primeira vista, Fermín está determinado a melhorar e a conquistar mais títulos.
Sobre a sua personalidade
Fora do relvado, considero-me uma pessoa calma, simples e familiar. Gosto de relaxar e fazer coisas simples. Acho que me transformo completamente em campo. Torno-me um pouco mais competitivo, mais intenso, talvez até um pouco agressivo na forma de jogar. Acho que a minha faceta pessoal e profissional contrastam bastante.
Sobre o seu início no futebol
Quando era criança, não ligava muito a isso, mas a partir dos sete ou oito anos, os meus amigos costumavam jogar num campo pequeno na minha cidade-natal e depois disso apaixonei-me pelo futebol e tornou-se uma coisa diária para mim, e continua a ser até hoje.
Sobre a promoção à equipa principal do Barcelona em 2023/24
Depois da minha passagem pelo Linares, quando voltei para cá, a ideia era sair do clube, pois tinha algumas propostas da segunda divisão e senti que era o passo certo. Convenceram-me a fazer a pré-época com a equipa principal e isso foi a realização de um sonho. Trabalhei com o Xavi [Hernández] e com os meus colegas durante a primeira semana e funcionou muito bem.
Estava um pouco nervoso no início [da estreia frente ao Villarreal], mas assim que entrei em campo tentei relaxar e jogar o melhor possível. Foi incrível ver que estava a partilhar o campo com jogadores como Frenkie [de Jong], Pedri, [Robert] Lewandowski e Raphinha. Jogar com jogadores tão bons faz com que jogue ainda melhor.
Sobre os segredos do seu sucesso
É preciso um pouco de sorte no futebol, e talvez eu tenha tido isso, mas acho que trabalhei muito. Tem sempre que se pensar em ir mais longe, em melhorar. Já ganhei títulos com a selecção e com o Barça, e estou muito feliz com isso, mas estou sempre a pensar em ganhar ainda mais e em tornar-me ainda melhor.
Quando estava no Linares ou em La Masía, só o facto de puder sonhar em conseguir grandes feitos era incrível, quanto mais acabar por os viver mesmo. E acho que isso me ajuda no dia-a-dia, porque quero sempre dar o meu melhor, aprender e melhorar a cada jogo. Acho que ainda tenho muito para aprender e espero continuar a fazer grandes coisas.
Sobre o treinador Hansi Flick
Eu realmente melhorei muito desde que o Hansi chegou ao Barcelona. Penso que ele me ajudou a desenvolver muitas áreas do meu jogo. E acho que estou a fazer uma boa época com ele. É um treinador muito exigente, mas também muito acessível.
Ajudou-me no processo de tomada de decisão e também a marcar mais golos, bem como a manter a concentração durante todo o jogo e a ser importante na defesa. Acho que me ajudou em quase todos os aspectos como jogador.
Sobre jogar na Champions League
É um sonho tornado realidade conquistar estas coisas pelo Barça: jogar na Champions League, ser eleito Melhor em Campo e marcar um hat-trick [frente ao Olympiacos]. Estou muito feliz com o que estou a fazer e espero poder continuar assim.
A Champions League é uma competição muito difícil. Todas as equipas dificultam as coisas, mas acho que tenho confiança e os meus colegas ajudam-me muito em campo, assim como o nosso treinador. Tudo isto me ajuda a ter um bom desempenho, e só penso em ajudar a equipa, e acho que é isso que está a acontecer.
Sobre a eliminação frente ao Inter nas meias-finais de 2024/25
Esse dia foi realmente difícil, mas aprendemos muito porque estivemos muito perto de alcançar a final. Aprendemos com isso e identificámos onde precisamos de melhorar para que, com sorte, esta época possamos chegar à final e vencê-la.
Precisamos mesmo de nos manter unidos, dentro e fora do campo. No final de contas, a Champions League resume-se a pequenos detalhes. Todos confiamos em nós próprios e nas nossas capacidades.