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Champions League: análise dos golos da fase de liga

A unidade de análise de jogos da UEFA avalia as tendências dos golos na fase de liga da UEFA Champions League 2025/26.

Kylian Mbappé, do Real Madrid, foi o melhor marcador da fase de liga, com 13 golos
Kylian Mbappé, do Real Madrid, foi o melhor marcador da fase de liga, com 13 golos UEFA via Getty Images

A fase de liga da UEFA Champions League desta época teve 487 golos, uma média de 3,39 por jogo.

Nenhuma equipa marcou mais do que o Arsenal (23), enquanto nenhuma outra foi tão eficaz quanto o Barcelona, que marcou 22 golos a partir de oportunidades com um valor xG (golos esperados) de 14,2.

Melhores marcadores

Quanto a feitos individuais, os elogios foram para Kylian Mbappé, do Real Madrid, o melhor marcador da fase de liga com 13 golos – mais cinco do que o segundo classificado, Harry Kane. O número de Mbappé, nesta fase, é já igual aos total final de tentos apontados pelos melhores marcadores da temporada passada, Raphinha e Serhou Guirassy.

Um aspecto impressionante do avançado francês foi a sua eficácia, pois um terço (32,5%) dos seus remates resultaram em golo. De acordo com o Observador Técnico da UEFA, Ole Gunnar Solskjær, a variedade dos seus golos também merece destaque.

Referindo-se ao vídeo abaixo, Solskjær explicou: "Ele não é um típico número 9 que joga contra os defesas-centrais e aproveita os cruzamentos, mas sim um avançado mais móvel que usa a sua inteligência e velocidade para encontrar os espaços onde quer marcar. Além disso, tem qualidade e técnica, o que os números comprovam. Ele usa predominantemente o pé direito, mas também tem uma excelente leitura e timing para chegar à área para cabecear.

Análise da Champions League: Mbappé, melhor marcador recordista

"O cabeceamento contra o Benfica é um exemplo disso, no qual ele se posiciona atrás do defesa, que tem de olhar para a bola e perde o controlo sobre Mbappé, que calcula a sua corrida e chega ao espaço certo no momento certo."

Solskjær mencionou também o primeiro golo no vídeo, que fez parte do hat-trick marcado ao Olympiacos no espaço de sete minutos. "Quando Mbappé tem espaço atrás dos defesas, ou dentro e ao redor da grande área, ele é muito bom. O timing e a qualidade do passe de Eduardo Camavinga devem ser reconhecidos, mas a corrida e os toques para se posicionar para o remate e a finalização em si também foram excelentes. Ele é um grande atleta e, numa corrida, provavelmente venceria qualquer um."

Rapidez de finalização

Outra característica da finalização de Mbappé é a sua habilidade em encontrar espaço para garantir que remata numa posição de "pouca pressão".

Dois quintos (42%) dos golos da fase da liga foram marcados por um jogador sob baixa pressão no momento do remate, o que se deve à capacidade de manipular a bola para se afastar da pressão alta (24%) ou moderada (30%) ou, alternativamente, ao seu movimento inteligente.

No caso de Mbappé, seis dos seus golos foram marcados a partir de uma posição de baixa pressão e Solskjær, antigo avançado do Manchester United, destacou o quarto tento no vídeo acima como um bom exemplo disso. "Isso mostra a sua inteligência em perceber de onde pode marcar", afirmou. "Os defesas são naturalmente atraídos para a sua própria baliza pela presença de Jude Bellingham e, ao ficar parado, Mbappé cria o espaço de que precisa."

O golo de Mbappé é um exemplo do local mais popular dentro da grande área para marcar golos. Enquanto 82% dos golos foram marcados dentro da grande área em geral, a segunda área de cinco metros – mostrada acima – provou ser um terreno especialmente fértil para os finalizadores.

Na temporada passada, 34% dos golos foram apontados nessa "zona dourada2 específica. A proporção aumentou para 39% na fase de liga deste ano. O Newcastle United foi o clube que mais marcou nessa zona – 14 dos seus 17 golos –, em grande parte graças a cruzamentos eficazes e variados.

Com o congestionamento frequente nessa área, 60% dos golos na segunda área de cinco metros foram marcados em remates de primeira, em comparação com os 55% em toda a grande área.

Segundo Solskjær, os golos "são frequentemente apontados ao conseguir ganhar posição à frente do seu marcador directo, ganhando-lhe a bola, e não são apenas os avançados que chegam a estas áreas, mas também os médios que acorrem depois."

Pontos de partida

Para mudar o foco para a origem das jogadas que resultaram em golos, 45% dos golos tiveram origem numa sequência que começou no terço ofensivo do campo, o que muitas vezes foi o resultado de estratégias eficazes de pressão para forçar erros ou da adopção de posições adequadas para segundos ataques.

"Poucos segundos depois de a sua equipa recuperar a posse de bola e o adversário ficar desequilibrado estruturalmente, haverá mais espaço para criar uma oportunidade", disse Solskjær.

O Bodø/Glimt marcou oito dos seus dez golos em jogadas de bola corrida a partir de sequências iniciadas no terço ofensivo. Para a unidade de análise de jogos da UEFA, isso deveu-se ao desejo da equipa de ocupar a área e também de colocar os jogadores perto da bola para garantir recuperações rápidas.

Quanto às assistências, a zona interior ainda é responsável por um quarto das assistências em jogadas de bola corrida (25% / 60 golos). A zona central, logo fora da área, foi responsável por uma percentagem ainda maior (29% / 67 golos) e, nesse caso, os jogadores precisam de ser criativos para criar uma oportunidade para si próprios, afastando a bola da pressão, ou reconhecer como e quando combinar com os companheiros de equipa para passar pela defesa adversária ou rematar à baliza.

Análise da Champions League: criação de golos na zona central

Contra-ataque

Em comparação com a fase de liga da temporada passada, desta vez foram marcados mais sete golos em contra-ataques rápidos – 58 no total –, o que destacou a capacidade das equipas de partir para o ataque desde uma estrutura defensiva organizada. Isso revelou-se particularmente eficaz para o Bodø/Glimt, que, por exemplo, fez os três golos ao Manchester City em contra-ataques, com os dois avançados-centro a permanecerem ligados na fase defensiva para proporcionar a plataforma para as transições.

Análise da Champions League: contra-ataque

Entretanto, com os seus avançados rápidos e fortes, o Real Madrid marcou o maior número de golos em contra-ataques – cinco.

Ataque de um contra um

O total de 75 golos (21%) foi resultado de um jogador atacar um contra um no campo adversário, antes de finalizar ou fazer o passe decisivo para criar um golo. O Real Madrid marcou mais golos desta forma, dez, seguido pelo Arsenal, com seis.

Gabriel Martinelli, do Arsenal, destacou-se ao contribuir para quatro golos nessas situações (três tentos e uma assistência), enquanto as habilidades do ataque um contra um de Vinícius Júnior, do Real Madrid, renderam três assistências. O gráfico acima mostra os locais onde ocorreram as situações de um contr um que resultaram em golos.

Análise da Champions: ataque um contra um e criatividade individual

Reflectindo sobre o vídeo acima, Solskjær destacou a valia dos avançados que se destacam em situações de um contra um, ao afirmar: "As equipas estão a ficar mais bem estruturadas defensivamente, com horas e horas dedicadas aos treinos para estarem o mais bem preparadas possível contra a estrutura dos adversários. Estão a usar blocos baixos e a fechar espaços, o que cria uma procura por jogadores que possam dominar situações de um contra um, especialmente nas áreas laterais."

A qualidade e velocidade de Vinícius Júnior e Martinelli nos vídeos mostram isso, já que ambos ficam isolados com o lateral e batem-no mais com timing e velocidade do que com habilidade, encontrando depois os dianteiros da sua equipa na área para marcar.

"Noni Madueke e Jens Petter Hauge encontram-se mais afastados da baliza e têm de ultrapassar os seus adversários mais centralmente e com outros adversários à sua volta. A habilidade para ultrapassar adversários é realmente boa e os remates de fora da área são sensacionais. Os quatro jogadores mencionados são um exemplo da tendência dos 'extremos de pé contrário', que gostam de flectir para dentro e finalizar."

Fluidez de golos

Por fim, a unidade de análise de jogos da UEFA observou a tendência contínua – igualmente observada em outras competições de clubes – de golos "gémeos". Isso ocorre quando um golo é seguido por outro em menos de cinco minutos. No total, houve 61 casos desse tipo na fase de liga, representando 21% do total de tentos apontados.

Em 60% dos casos (36 vezes), o golo inicial foi seguido por outro pouco depois pela equipa que acabara de marcar, e o Liverpool foi o rei desta situação (quatro vezes).

Avançado de renome, Ole Gunnar Solskjær conquistou seis títulos da Premier League pelo Manchester United e marcou o golo da vitória na final da UEFA Champions League de 1998/99; conduziu o Molde a dois títulos da liga na sua Noruega natal e chegou à final da UEFA Europa League de 2020/21 como treinador do United.