Harry Kane em entrevista: avançado fala do seu estilo de jogo e como lidar com a pressão
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025
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"É um sonho jogar futebol como emprego", disse Harry Kane ao UEFA.com com o avançado inglês do Bayern München a explicar o que o motiva em campo.
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Aos 31 anos, Harry Kane marcou mais de 400 golos por clube e selecção e tem estado em grande forma desde que trocou o Tottenham Hotspur pelo Bayern München em 2023.
Antes do arranque do play-off da fase a eliminar da UEFA Champions League, frente ao Celtic, falou ao UEFA.com sobre os principais aspectos do seu jogo.
Sobre ser um Nº9 puro
Vejo-me como um típico avançado de área, cuja principal tarefa é marcar golos. Esse é o meu maior contributo mas também gosto de ajudar de outras formas, não apenas encostando para o fundo da baliza os passes de colegas. Assim, também ajudo na pressão, manutenção da posse de bola e combinações, por exemplo. Serei sempre julgado pelos golos que marcar, mas quando não for possível marcar, sei que posso ajudar de outras maneiras.
Sobre a tendência para recuar no terreno
Nos escalões de formação passei por todas as posições de meio-campo, e isso ajudou-me a tomar consciência do jogo ao meu redor, algo que considero benéfico. Mais tarde, acabei por fixar-me a ponta-de-lança porque marcava muitos golos, mas os ensinamentos passados foram-me úteis.
Sobre o instinto goleador
Marcar golos é algo inato em mim. Com o passar dos anos, o que percebi é que tinha de ser versátil na forma como o fazia, porque diferentes adversários colocam-nos diferentes dificuldades. Assim, quanto maior for o manancial técnico de um jogador, mais difícil ele se torna de travar.
Sobre a marcação de penáltis
Marcar um penálti pode ser algo stressante e eu sinto isso. Assim, quando vou cobrar um, tento não me distrair com o que se passa ao redor. Tenho uma rotina e tento manter-me fiel a ela. É quase como se naquele momento só existisse eu, o guarda-redes, a bola e a baliza. A prática faz a perfeição e, mesmo já tendo falhado alguns penáltis, tendo controlar tudo o que depende de mim.
Sobre força mental
Praticar futebol é uma actividade exigente e existirão sempre altos e baixos, por isso a preparação mental acaba por ser tão importante quanto a preparação física. Dediquei, e ainda dedico, muito trabalho ao futebol e isso ajuda-me a perceber que sem esforço não há sucesso. Mas ao mesmo tempo digo que é um grande privilégio puder fazer do futebol um emprego, e quando assim é torna-se mais fácil lidar com aspectos como a pressão.