Factos do Benfica - Juventus
quarta-feira, 19 de outubro de 2022
Conteúdo media do artigo
Corpo do artigo
O Benfica recebe a Juventus em Lisboa em jogo do Grupo H sabendo que uma vitória lhe garante o apuramento para os oitavos-de-final da UEFA Champions League à custa dos visitantes.
A equipa lusa está empatada com o Paris Saint-Germain no topo do grupo, ambos com oito pontos, mais cinco do que Juve e Maccabi Haifa. Embora a vitória garanta a presença do Benfica nos oitavos-de-final, o empate também pode ser suficiente, desde que o Maccabi não vença o Paris no Parc des Princes no outro encontro da quinta jornada.
O Benfica empatou a um golo em casa e fora ante o Paris após ter vencido os dois primeiros jogos disputados, sendo que o segundo foi por 2-1 sobre a Juventus, em Turim, apesar de se ter visto em desvantagem logo aos quatro minutos, devido ao cabeceamento de Arkadiusz Milik. João Mário empatou de grande penalidade a dois minutos do intervalo e David Neres operou a reviravolta, com um tento aos dez minutos do segundo período.
A Juve perdeu três dos quatro jogos disputados no Grupo H, com excepção da vitória caseira sobre o Maccabi Haifa, por 3-1, na terceira jornada. No entanto, foi derrotada por 2-0 em Israel, na última jornada, e precisa vencer em Lisboa para manter a esperança de chegar aos oitavos-de-final pela nona época consecutiva.
Confrontos anteriores
O Benfica venceu os três jogos anteriores frente à Juventus em Lisboa.
O Benfica derrotou a Juventus no último jogo entre ambos antes desta época, nas meias-finais da UEFA Europa League 2013/14, impedindo a equipa da Serie A de disputar a final no seu próprio estádio.
Todos os golos foram marcados na primeira mão, em Lisboa, com Ezequiel Garay a dar vantagem à equipa da casa logo aos dois minutos. Apesar de Carlos Tévez ter empatado a 17 minutos do fim, o remate de Lima aos 84 minutos foi decisivo, já que a segunda mão em Turim terminou sem golos.
André Almeida, ausente da lista de inscritos para esta fase da Champions League, foi suplente utilizado pelo Benfica nos dois jogos, que teve como capitão de equipa Luisão – agora dirigente do clube –, ao passo que Leonardo Bonucci e Paul Pogba alinharam pela Juventus nos dois encontros.
A vitória em Turim na Jornada 2 desta época foi a quinta do Benfica em sete jogos frente à Juve, cujo único triunfo aconteceu na segunda mão dos quartos-de-final da Taça UEFA de 1992/93, por 3-0, após ter perdido por 2-1 em Lisboa. O Benfica tinha saído vitorioso do primeiro duelo entre ambos, nas meias-finais da Taça dos Campeões de 1967/68, com Eusébio a marcar na vitória caseira por 2-0 e fora por 1-0.
Guia de forma
Benfica
O Benfica chegou à fase de grupos pela 17ª vez e a 12ª em 13 épocas – falhou a presença apenas em 2020/21, quando foi afastado pelo PAOK na terceira pré-eliminatória.
Em 2021/22 as Águias passaram por duas pré-eliminatórias para chegarem à fase de grupos, na qual somaram oito pontos para terminarem no segundo lugar do Grupo E, atrás do Bayern mas à frente do Barcelona. De seguida o Benfica eliminou o Ajax nos oitavos-de-final (2-2 c, 1-0 f), antes de ser eliminado pelo Liverpool nos quartos-de-final (1-3 c, 3-3 f).
O Benfica – terceiro classificado da Liga portuguesa em 2021/22, a 17 pontos do campeão Porto e a 11 do vice-campeão Sporting – chegou a sete finais da Taça dos Campeões Europeus, tendo conquistado o troféu em 1961 e 1962, mas perdendo nas cinco presenças seguintes, mais recentemente contra o Milan, em 1990.
O gigante português iniciou a temporada na terceira pré-eliminatória, sob o comando do novo treinador Roger Schmidt, tendo registado duas vitórias tranquilas sobre o Midtjylland (4-1 c, 3-1f), com Gonçalo Ramos a assinar um hat-trick na primeira mão. Depois deixou pelo caminho o Dynamo Kiev (2-0 f, 3-0 c), alcançando assim quatro vitórias em quatro presenças no play-off da UEFA Champions League.
A derrota frente ao Liverpool na primeira mão dos quartos-de-final da época passada foi uma de apenas três nos últimos 23 jogos europeus em casa (14V 6E).
Antes da vitória em Turim, o Benfica não defrontava um clube italiano desde as derrotas fora (2-4) e em casa (1-2) frente ao Nápoles, na fase de grupos da UEFA Champions League 2016/17.
Essa derrota em Lisboa encerrou uma série de quatro jogos sem perder na recepção a equipas da Serie A (2V 2E).
As Águias disputaram 32 jogos contra clubes italianos e possuem o registo de V10 E5 D17. Em casa o saldo é V6 E4 D3.
O Benfica perdeu a final da Taça dos Campeões de 1965 frente ao Inter, em Milão, e ainda duas finais ante o Milan, em 1963 (2-1 em Londres) e 1990 (1-0 em Viena).
Juventus
A Juventus participa pela 11ª vez consecutiva na fase de grupos da UEFA Champions League e a 23ª no total – registo que é recorde italiano, com mais quatro do que o Milan. Desde 2013/14 que atingiu sempre os oitavos-de-final.
Em 2021/22 os Bianconeri terminaram no primeiro lugar do Grupo H, à frente do campeão Chelsea, tendo somado 15 pontos, apesar da derrota por 4-0 em Stamford Bridge na quinta jornada, a maior de sempre do clube na UEFA Champions League. No entanto, a Juve não conseguiu chegar mais longe: nos oitavos-de-final empatou a um golo no terreno do Villarreal e depois perdeu por 3-0 em casa, resultado que igualou a sua maior derrota caseira nas competições da UEFA.
Essa foi a terceira eliminação seguida da Juventus nos oitavos-de-final, após Lyon em 2019/20 e Porto em 2020/21.
A Juve venceu sete dos últimos 13 jogos fora nas competições europeias (E1 D5).
As derrotas nas duas primeiras jornadas desta temporada aumentaram para três os desaires consecutivo a nível europeu, a quarta vez que isso aconteceu na história da Juve. Nunca averbou quatro derrotas seguidas nas competições europeias.
Campeã europeia em 1985 e 1996, a Juve perdeu sete finais da competição, incluindo cinco na era da UEFA Champions League – em 1997, 1998, 2003, 2015 e 2017, as duas últimas sob o comando de Massimiliano Allegri – mais do que qualquer outro clube.
Tendo conquistado um recorde de nove títulos consecutivos da Serie A entre 2012 e 2020, a Juve terminou em quarto lugar pela segunda temporada consecutiva em 2021/22.
A última visita da Juve a adversários portugueses aconteceu nos oitavos-de-final da UEFA Champions League de 2020/21, quando perdeu por 2-1 em casa do Porto, na primeira mão,, seguindo-se um triunfo caseiro por 3-2, após prolongamento, mas que não evitou a eliminação, devido aos golos fora.
O registo geral dos Bianconeri frente a equipas lusas é de 9V 3E 6D. Fora de casa é de V2 E2 D4. Entre as vitórias conta-se aquela por 2-1 sobre o Porto, em Basileia, na final da Taça dos Clubes Vencedores de Taças de 1984.
Essa derrota no Porto há duas temporadas foi a primeira da Juve frente a uma equipa portuguesa que não o Benfica, sendo também um de apenas dois desaires nos últimos oito jogos frente a emblemas portugueses (4V 2E).
Ligações e curiosidades
Ángel Di María marcou 15 golos em 124 jogos realizados em todas as competições pelo Benfica entre 2007 e 2010, pelo qual conquistou a Liga portuguesa em 2009/10 e duas Taças da Liga.
Também jogaram em Portugal:
Alex Sandro (Porto 2011–15)
Danilo (Porto 2012–15)
Também jogaram em Itália:
João Mário (Inter 2016–19)
Gil Dias (Fiorentina 2017/18 empréstimo)
Gilberto (Fiorentina 2015–17, Verona 2016 empréstimo, Latina 2016 empréstimo)
Jogaram juntos:
Nicolás Otamendi e Alex Sandro (Porto 2011–14)
Nicolás Otamendi e Danilo (Porto 2012–14)
Julian Draxler e Ángel Di María (Paris Saint-Germain 2017–22)
Julian Draxler e Leandro Paredes (Paris Saint-Germain 2019–22)
Colegas de selecção:
Mihailo Ristić, Filip Kostić e Dušan Vlahović (Sérvia)
John Brooks e Weston McKennie (Estados Unidos)
Nicolás Otamendi, Ángel Di María e Leandro Paredes (Argentina)
Lucas Veríssimo, David Neres e Bremer, Danilo, Alex Sandro (Brasil)
Últimas notícias
Benfica
As Águias ainda não perderam esta temporada com o novo treinador Roger Schmidt, estendendo a sua invencibilidade para 19 jogos – e a vantagem no topo da Liga portuguesa para seis pontos, depois do triunfo por 1-0 no terreno do Porto, reduzido a dez jogadores, na noite de sexta-feira, com Rafa Silva a marcar o golo da vitória na segunda parte – o seu quarto tento em oito jogos em todas as competições.
O Benfica empatou quatro dos últimos seis jogos em todas as competições, três deles por 1-1; a excepção foi a vitória em casa por 4-2 sobre o Rio Ave, para a Liga, a 8 de outubro.
O início de época perfeito do Benfica – 13 vitórias em 13 jogos, incluindo quatro na fase de qualificação da UEFA Champions League, duas na fase de grupos e sete na Liga portuguesa – terminou com um empate 0-0 no terreno do Vitória SC, a 1 de Outubro.
Foi a primeira vez que as Águias não conseguiram marcar desde a derrota em casa por 1-0 ante o campeão FC Porto na penúltima jornada da Liga portuguesa da época passada.
As Águias precisaram de recorrer ao desempate por pontapés da marca de grande penalidade para derrotar o Caldas, o terceiro escalão, na terceira eliminatória da Taça de Portugal, a 11 de Outubro, vencendo depois por 5-3 nos penáltis após um empate 1-1.
O Benfica marcou 43 golos esta época, sofrendo apenas 11.
Gonçalo Ramos é o melhor marcador da equipa, com um total de dez golos, mais três do que Rafa Silva. João Mário leva seis e David Neres tem cinco.
A vitória caseira por 5-0 sobre o Marítimo, a 18 de setembro, é a maior do Benfica na presente época e a maior desde o triunfo caseiro por 7-1 frente ao mesmo adversário a 19 de dezembro de 2021.
João Victor estreou-se no Benfica como suplente utilizado ao saltar do banco na segunda parte frente ao Caldas, depois de recuperar de uma lesão no tornozelo.
David Neres entrou na segunda parte do triunfo de sexta-feira sobre o Porto depois de ter falhado os dois jogos anteriores do Benfica devido a uma lesão muscular.
O defesa brasileiro Lucas Veríssimo está na fase final da sua recuperação a uma lesão no ligamento cruzado de um joelho que o mantém afastado dos relvados desde 7 de Novembro de 2021.
Morato sofreu uma lesão num tornozelo na vitória por 3-2 sobre o Paços de Ferreira, a 30 de Agosto, e não joga desde então.
A 14 de Outubro, Florentino assinou um novo contrato com o clube até 2027.
Juventus
A Juventus registou a sua maior vitória da época na sexta-feira ao bater o Empoli por 4-0 em casa, somando assim vitórias consecutivas na Serie A pela primeira vez em 2022/23. Moise Kean e Weston McKennie marcaram os seus primeiros golos na campanha.
Adrien Rabiot assinou depois dois golos perto do fim, o seu segundo bis da época após os golos apontados na Jornada 3 frente ao Maccabi Haifa; antes disso, a única vez em que o médio francês marcara dois golos num jogo tinha sido na vitória do Paris Saint-Germain em casa sobre o Toulouse, por 3-1, em jogo da Ligue 1 disputado a 21 de Fevereiro de 2015.
A Juve venceu por 1-0 o Torino no dérbi de Turim, a 15 de Outubro, com um golo de Dušan Vlahović a colocar ponto final numa série de oito jogos fora sem vencer em todas as competições (2E 6D).
Apesar de ter vencido o Torino e o Empoli, a Juve venceu apenas quatro dos últimos 11 jogos em todas as competições, numa sequência que inclui cinco derrotas.
Os Bianconeri só ganharam cinco dos primeiros 11 jogos na Serie A desta temporada, tendo empatado quatro.
Recuando à temporada passada, a Juventus apenas ganhou cinco dos últimos 14 jogos na Serie A (5E 4D).
Dez pontos em sete jogos representam o pior arranque da Juve na Serie A desde 2015/16, quando levava apenas oito pontos nesta fase da época; ainda assim, foi campeã nessa época.
Vlahović (seis) e Arkadiusz Milik (três) marcaram nove dos 17 golos apontados pela Juventus na presente edição da Serie A.
Federico Chiesa deve voltar à acção em breve, depois de estar afastado desde 9 de Janeiro devido a uma grave lesão um joelho, enquanto Kaio Jorge está afastado desde Fevereiro, igualmente devido a um problema num joelho.
Contratado esta temporada, Paul Pogba não joga desde que sofreu uma lesão no joelho num amigável de pré-temporada, a 25 de Julho. O médio foi submetido a uma operação cirúrgica, mas está igualmente perto de voltar a jogar.
Mattia De Sciglio sofreu uma lesão numa coxa contra o Maccabi Haifa, na Jornada 3, e não joga desde então.
Ángel Di María saiu lesionado numa coxa durante a meio da primeira parte do encontro com o Maccabi Haifa da Jornada 4 e deverá ficar três semanas afastado dos relvados.