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Luis Suárez sobre a passagem pelo Liverpool e como o Atlético poderá levar a melhor

O avançado recorda o tempo que passou em Merseyside mas só pensa na vitória do Atlético quando as equipas se defrontarem na UEFA Champions League, na quarta-feira.

Luis Suárez marcou, de penálti, o golo da vitória ante o Milan, na Jornada 2
Luis Suárez marcou, de penálti, o golo da vitória ante o Milan, na Jornada 2 LightRocket via Getty Images

De jogar pelo Liverpool na PlayStation a ingressar na equipa em que "todos querem jogar", em 2011, o uruguaio relembra a passagem por Anfield, tendo recordado os adeptos "inacreditáveis" e o facto de ter partilhado o balneário com lendas do clube.

Em declarações ao UEFA.com antes do confronto do Atlético, na quarta jornada, com o seu antigo clube, o jogador de 34 anos analisa a abordagem da equipa espanhola ao jogo, sob o comando de "um dos melhores treinadores do Mundo", Diego Simeone.

A passagem pelo Liverpool e o ambiente em Anfield

Luis Suárez rumou ao Liverpool em 2011
Luis Suárez rumou ao Liverpool em 2011Liverpool FC via Getty Images

Quando cheguei ao Liverpool lembrei-me de que era uma equipa com quem jogava na PlayStation. Qualquer jogador de futebol gostaria de jogar lá - qualquer criança, qualquer adolescente. Foi incrível ver a atmosfera em Anfield. Assistir aos jogos da Premier League foi incrível, assim como a oportunidade de realizar um dos meus sonhos, estar presente naquele palco, sentir o amor dos adeptos desde o primeiro minuto.

Jogar com lendas do clube

Apesar de Fernando Torres ter saído nessa altura, e teria sido fantástico jogar com ele, mas partilhar o balneário com jogadores como [Steven] Gerrard, Martin Škrtel, Danny Agger, Pepe Reina e Jamie Carragher - lendas do clube que alcançaram enormes feitos - foi inacreditável para mim.

"Podemos ter um jogo mau mas os adeptos nunca deixam de acreditar em nós".

Conquistar o respeito dos adeptos

Luis Suárez aplaude os adeptos num jogo em 2013
Luis Suárez aplaude os adeptos num jogo em 2013AFP via Getty Images

Acho que cada vez que um jogador entra em campo tem que perceber que tem que se comprometer com o clube que representa. Os adeptos sentem a paixão, a ambição de vencer com que lutamos por cada lance. Essa foi sempre a minha forma de fazer as coisas. Podemos ter jogos bons e maus. Podemos jogar bem ou termos o nosso pior jogo, mas se eles virem o nosso compromisso, que nunca desistimos, ficam naturalmente agradados.

Eles puderam testemunhar o meu compromisso, o meu desejo de que o Liverpool continuasse na elite do futebol. É verdade que passámos alguns anos em que não estávamos onde queríamos estar. Mas eles viram a minha atitude, e é por isso que havia aquele relacionamento, aquele amor entre nós - era mútuo entre mim e os adeptos. Foi inacreditável e deu-me motivação extra para jogar em Anfield.

O poder do lema 'You'll Never Walk alone'

As letras dizem tudo. Podemos ter um jogo mau mas os adeptos nunca deixam de acreditar em nós. Eles não nos vão deixar andar sozinhos, como dizem. As pessoas não vão vaiar se perdemos uma bola. Eles continuam a acreditar em nós porque estamos a representar o Liverpool. E aquela confiança que as pessoas nos dão era enorme. Houve jogadores que custaram muito. Eles não tiveram muito sucesso, mas quando entraram em campo sentiram o amor das pessoas. É incrível e dá confiança aos jogadores.

A derrota por 3-2 frente ao Liverpool na Jornada 3

Resumo: Atlético 2-3 Liverpool
Resumo: Atlético 2-3 Liverpool

Acho que neste tipo de jogo, frente a grandes equipas, e na Champions League, os detalhes podem ser cruciais. Qualquer pequeno detalhe, o menor dos erros, um milissegundo de distracção na Champions League paga-se caro. Isso é óbvio. Acho que foi isso que aconteceu contra o Liverpool. Começámos muito bem, mas eles são fortes, inteligentes e muito experientes. Estiveram na frente nos primeiros 20 a 25 minutos, até que demos a volta ao jogo.

Acho que no segundo tempo, depois da expulsão de Antoine Griezmann, sentimos um pouco porque tínhamos um jogador a menos, mas continuámos a jogar da mesma forma. O ritmo estava muito alto e os jogadores do Liverpool começaram a atacar um pouco mais até o penálti.

O jogo com o Liverpool na Jornada 4

Cada equipa tem os seus pontos fortes e fracos. Sabemos como o Liverpool é bom no contra-ataque, quando conduz a bola até aos seus velozes avançados. Sabemos que têm alguns pontos fracos que podemos explorar a nosso favor e devemos explorá-los novamente no próximo jogo. Temos que estar atentos porque, além de se valerem das suas qualidades, têm um jogador a mais, que são os adeptos de Anfield, e isso dificulta muito o nosso trabalho.

Sobre o treinador do Atlético, Diego Simeone

Luis Suárez e Diego Simeone em 2021
Luis Suárez e Diego Simeone em 2021Anadolu Agency via Getty Images

O treinador desempenha um papel importante na confiança dos jogadores. E quando ele vê que um determinado jogador não tem muita confiança durante o treino ou no próprio jogo, fala com ele e convence-o de que é capaz de melhorar, dizendo: "Há uma razão para estares a jogar no Atlético, há uma razão para estares aqui. O último jogo não conta; tens que continuar a tentar".

Essa é a altura em que o jogador recupera a confiança. Acontece muito com muitos jogadores aqui, que têm alguns jogos menos conseguidos e depois conversam com o treinador e no jogo seguinte jogam de forma incrível, porque o treinador os convence.

Ele tem uma grande paixão por futebol e foi jogador, por isso sabe o que o jogador precisa nesses momentos difíceis. É por isso que ele é um dos melhores treinadores do Mundo. Tem um ótimo histórico no Atlético. Tudo se deve à sua personalidade e pela sua forma de viver o futebol e, claro, pelo seu conhecimento técnico e sabedoria.

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