Final da Champions League: Müller e Bayern prontos para o duelo com o Paris

"Temos que dar tudo e não podemos hesitar", explicou o atacante ao UEFA.com.

Thomas Müller tem vindo a desfrutar do futebol sob o comando de Hans-Dieter Flick
Thomas Müller tem vindo a desfrutar do futebol sob o comando de Hans-Dieter Flick POOL/AFP via Getty Images

Thomas Müller terminou a época na Bundesliga de 2019/20 com um recorde de 21 assistências, que juntou ao triunfos no campeonato e na Taça da Alemanha. A época está a terminar, mas ainda resta um importante objectivo.

Elemento crucial das equipas que disputaram as finais da UEFA Champions League de 2010, 2012 e 2013 (sendo campeão 12 meses depois de ser batido na final apesar de ter marcado), o atacante de 30 anos está numa posição ideal para preparar os colegas de equipa para o desafio de defrontar Paris na final da UEFA Champions League. O alemão falou ao UEFA.com sobre o actual plantel do Bayern e explicou como é fundamental desfrutar do momento.

A filosofia de Hans-Dieter Flick no Bayern

As razões que levaram o nosso estilo de jogo a mudar devem-se às opções da nossa equipa técnica e, especialmente, de Hansi Flick, que disse logo no primeiro dia como treinador interino no Outono de 2019: "Quero que a equipa corra riscos. Quero a equipa a atacar com coragem. Não quero que tenham receio de ter uma linha defensiva estável”. Ele também aposta muito na comunicação, algo que a equipa acolheu bem.

Pessoalmente, esta estrutura bem definida é ideal para mim. Cresci com estes sistemas que assentam na pressão. É por isso que me sinto muito bem preparado para esta função, especialmente porque posso voltar a jogar no centro. Felizmente, voltei às boas exibições neste período com o Hansi Flick, por isso sinto-me muito bem neste momento.

Sobre conquistar o título em 2013 depois de perder a final de 2012

Resumo da final de 2013: Bayern 2-1 Dortmund
Resumo da final de 2013: Bayern 2-1 Dortmund

A maior ajuda que posso dar à equipa é jogar como tenho feito nos últimos meses e unindo-nos como uma equipa. Os anos de 2012 e 2013 não têm nada em comum com o que se passa hoje, são equipas completamente diferentes e condições distintas. O ambiente muda muito rapidamente no futebol. A única coisa que podemos aprender com as experiências que tivemos é que no futebol, especialmente nos jogos de alto nível, tudo é possível a qualquer momento. Não devemos pensar na importância do jogo, temos que dar tudo e não podemos hesitar. Essa é a minha mensagem para este domingo.