Semifinalistas da Champions League: tácticas e resumo da época

A equipa de repórteres do UEFA.com analisa a época das equipas que estão nas meias-finais da UEFA Champions League.

Hans-Dieter Flick deu muita influência a Thomas Müller na equipa do Bayern
Hans-Dieter Flick deu muita influência a Thomas Müller na equipa do Bayern UEFA via Getty Images

O UEFA.com analisa em detalhe os semifinalistas da UEFA Champions League de 2019/20, como chegaram até aqui e que estilo de jogo podemos esperar de cada um nas meias-finais.

Perfil dos semifinalistas


Meias-finais

Terça-feira, 18 de Agosto, 20h00 GMT
Leipzig - Paris, Estádio do Sport Lisboa e Benfica

Quarta-feira, 19 de Agosto, 20h00 GMT
Lyon - Bayern, Estádio José Alvalade

Bayern

Resumo: Barcelona 2-8 Bayern
Resumo: Barcelona 2-8 Bayern

Filosofia táctica: Hans-Dieter Flick apostou muito na preparação física durante o confinamento e continua a recolher os frutos. A intensidade da pressão do Bayern sufocou o Barcelona, como já tinha feito a muitas equipas antes disso. Robert Lewandowski é a estrela da equipa, mas não podemos esquecer a influência de Thomas Müller. O atacante cobre todo o terreno, dá início à pressão e abre espaços aos alas e aos laterais para estes subirem no terreno e criarem superioridade no ataque. A defesa do Bayern pareceu por vezes demasiado adiantada no terreno, mas esse é um risco que tem compensado.

Campanha até agora: Se não estava convencido com a carreira do Bayern, certamente que terá mudado de opinião após o massacre ao Barcelona nos quartos-de-final. Os bávaros não deram hipóteses a nenhum dos rivais que encontraram nesta edição da Champions League, tendo já marcado 39 golos. O Bayern continua a querer evitar falar sobre a hipótese de festejar a conquista da "tripla", mas é difícil não fazer comparações com a época 2012/13. Certamente que agora pensarão que estão perto de repetir a proeza.
Jordan Maciel, repórter do UEFA.com junto do Bayern

Leipzig

Resumo: Leipzig 2-1 Atlético
Resumo: Leipzig 2-1 Atlético

Filosofia táctica: Julian Nagelsmann introduziu um novo dinamismo na pressão e nos passes do Leipzig, um receita letal que veio tornar ainda mais perigosa esta jovem e ambiciosa equipa. A versatilidade dos jogadores e a flexibilidade da equipa permitem ao Leipzig mudar facilmente de estilo, o que provoca problemas de adaptação aos adversários durante os 90 minutos.

Campanha até agora: O Leipzig é a surpresa da Champions League desta época e não faltam aspectos positivos a uma equipa que faz sempre exibições intensas e atraentes. Eliminou Tottenham e Atlético, dois recentes finalistas da prova, com exibições equilibradas e eficazes. Talvez ainda mais importante, conseguiu-o perante a adversidade e apesar da sua relativa inexperiência.
James Thorogood, repórter do UEFA.com junto do Leipzig

Lyon

Resumo: Man. City 1-3 Lyon
Resumo: Man. City 1-3 Lyon

Filosofia táctica: O 3-5-2 de Rudi Garcia mostrou o seu valor, com a equipa a não ter receio de deixar os rivais terem a bola. Marcelo comanda a defesa e com a segurança de saber que pode contar com a velocidade de Marçal e Jason Denayer ao seu lado. Maxwel Cornet é uma ameaça no ataque ao subir pelo lado esquerdo, enquanto o trio de meio-campo tem uma enorme capacidade de trabalho. Apesar da área que cobre, Houssem Aouar tem técnica e tranquilidade para ser letal no último passe. O OL já provou que não precisa de muitas oportunidades para fazer golos.

Campanha até agora: Foram muitas as emoções. Ainda sob o comando de Sylvinho, bateram o Leipzig na segunda jornada, mas na Alemanha tiveram de anular duas desvantagens para conseguir o empate e fazer companhia aos anfitriões na passagem aos oitavos-de-final. Juventus e Manchester City foram eliminados em duas eliminatórias equilibradas, provando que o Lyon não se intimida com o nome dos rivais e que é uma equipa que não cede ao primeiro golpe.

David Crossan, repórter do UEFA.com junto do Lyon

Paris

Resumo: Atalanta 1-2 Paris
Resumo: Atalanta 1-2 Paris

Filosofia táctica: Thomas Tuchel experimentou inúmeras variantes tácticas esta época, em função dos jogadores disponíveis. O Paris assentou num 4-4-2 antes do confinamento, com os seus “Quatre Fantastiques” (Quarteto Fantástico) Neymar, Kylian Mbappé, Mauro Icardi e Ángel Di María a prometerem trabalhar mais em termos defensivos se pudessem jogar juntos. Quando as opções foram mais limitadas, Tuchel regressou ao 4-3-3 e frente à Atalanta jogou em 4-3-1-2, com Neymar a evoluir mais no centro do terreno.

Campanha até agora: Derrotado em Dortmund e a perder com a Atalanta até aos 90 minutos, o Paris mostrou personalidade e crença para garantir uma vaga nas meias-finais. Os franceses desfrutaram do passeio habitual na fase de grupos e, embora nas últimas épocas tenham fraquejado na fase a eliminar, desta vez conseguiram superar os bloqueios mentais. Neymar e Mbappé continuam a ser os elementos mais perigosos, mas esta época a equipa também impressionou na defesa, sofrendo apenas cinco golos em nove jogos.
Chris Burke, repórter do UEFA.com junto do Paris