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Razões de um fracasso

Paul Simpson explica os motivos pelos quais os clubes ingleses têm sentido muitas dificuldades na Liga dos Campeões.

Por Paul Simpson

Único vencedor
Inglaterra, por intermédio dos seus clubes, conseguiu vencer em nove ocasiões a Taça dos Campeões Europeus, mas levantou o troféu relativo à UEFA Champions League apenas por uma vez, cabendo a honra ao Manchester United FC, em 1999. Essa equipa do United detém ainda um outro feito, já que é a única formação britânica a ter alcançado uma final da Liga dos Campeões.

Exílio europeu
Há dez ou mesmo sete anos, os adeptos, treinadores e especialistas ingleses poderiam sugerir que os cinco anos de impedimento em provas europeias imposto aos clubes ingleses, após a tragédia do Heysel, poderia ter enfraquecido o futebol inglês. Apesar de isso ser verdade, o futebol inglês nunca precisou de tal desculpa, até porque quando o Arsenal de George Graham regressou à Europa, no início dos anos 90, mostrou-se bastante ultrapassado.

A importância dos estrangeiros
Mas desde então, o crescente aumento de jogadores e treinadores estrangeiros na Premiership tem enriquecido o célebre e previsível estilo de jogo inglês. Note-se que os clubes da Liga espanhola - a mais cosmopolita e flexível da Europa - venceram três Ligas dos Campeões e alcançaram mais duas finais nos últimos dez anos. Por seu turno, depois do soberbo United de 1999, mais nenhuma formação inglesa alcançou qualquer final ou disputou sequer uma meia-final. Poderá esta temporada algum dos representantes ingleses mudar a história e terminar com a ausência de cinco anos de um clube inglês na final da Liga dos Campeões?

Chelsea reina
O Chelsea FC, abençoado com o dinheiro de Roman Abramovich e a dominar como quer o seu grupo, parece ser o mais convincente participante inglês nesta temporada. Ao colocar ao mesmo tempo em campo Damien Duff e Arjen Robben, José Mourinho tornou a sua equipa mais flexível tacticamente e perigosa no ataque. No entanto, fica uma questão: o Chelsea ainda não teve de defrontar uma sólida defesa, como a da Juventus e do AC Milan.

Manchester irregular
O United tem estado muito bem na Liga dos Campeões, mas está a desiludir na Premiership. Mesmo com a chegada de Wayne Rooney, Ruud van Nistelrooij permanece como o talismã da equipa. Na sua ausência, o ataque do United mostra-se ineficaz. Enquanto os críticos falam numa defesa frágil, os adeptos têm mostrado maior preocupação com a falta de capacidade e qualidade de passe do meio-campo dos "Red Devils".

Liverpool em apuros
Ainda assim, os problemas do United são poucos quando comparados com os do Liverpool FC. De facto, Rafael Benítez sabe que precisa de reforçar a sua equipa em Janeiro, caso os "Reds" acalentem esperanças de alcançar a fase mais avançada da prova.

Grandes expectativas
Tal história leva-nos de volta ao Arsenal, que em quatro jogos apenas por uma vez segurou uma vantagem, explicando-se, assim, o porquê de não estar ainda apurado. A equipa de Arsène Wenger é vítima das suas próprias expectativas, depois de ter batido o recorde de jogos sem perder na Premiership e de praticar um futebol atractivo que, normalmente, deixa os adversários de rastos. O milagre deste Arsenal não passa pelos sinais de irregularidade demonstrados nos últimos jogos, mas sim pelo facto de tal situação não ter acontecido antes. No entanto, nenhuma equipa tem o direito de praticar um futebol comparável ao do Brasil de 1970... por mais do que uma temporada.

Ganhar jogando feio
O facto de cada má exibição ser agora transmitida em directo pela televisão, tem demonstrado que até mesmo as grandes equipas nem sempre vencem e jogam bem. O Arsenal poderá libertar alguma da pressão que o envolve se conseguir aperceber-se que até mesmo as grandes equipas ganham, por vezes, jogando feio.

Paul Simpson é o editor da Champions, a revista oficial da Liga dos Campeões. Clique aqui para a subscrever.

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