Combata a COVID-19 seguindo as indicações da Organização Mundial de Saúde e os cinco passos da FIFA para travar a propagação da doença.

1. Lavar as mãos 2. Tossir para o antebraço 3. Não tocar no rosto 4. Manter a distância física 5. Ficar em casa.
Mais informação >
 

1960/61: Águias acabam com monopólio do Real

1960/61: Águias acabam com monopólio do Real
1960/61: Águias acabam com monopólio do Real ©Getty Images

Benfica 3-2 FC Barcelona

As musas do futebol tinham sido gentis para com o Real Madrid CF. No entanto, o monopólio "merengue" terminou na final da época 1960/61. Assim, a aura de poder transferiu-se de uma capital ibérica para outra, no caso, de Madrid para Lisboa.

Real derrotado
Na verdade, o Benfica não necessitou de vencer os detentores do troféu. Essa tarefa caiu nas mãos do FC Barcelona, que vingou a derrota da época anterior, ao eliminar o clube da capital espanhola na primeira eliminatória, com um resultado total de 4-3. Os dois golos do internacional espanhol Luis Suárez fizeram do Barcelona a primeira equipa da história da competição a evitar a derrota frente ao Real Madrid. A esse resultado, um empate a dois golos, seguiu-se a vitória, por 2-1, em Camp Nou, que colocou os catalães na final. Imparável, o Barça venceu mais quatros encontros, superiorizando-se ao SK Hradec Králové, nos quartos-de-final, e ao Hamburger SV, nas meias-finais (após repetição), registo que permitia abordar a final com favoritismo. Porém, o Benfica tinha outros planos.

O voo da águia
O Benfica alcançara vitórias confortáveis sobre Újpesti TE, AGF Århus, e SK Rapid Wien. Na verdade, o maior problema que a formação de Bella Guttman havia enfrentado tinham sido os desacatos provocados pelos adeptos em Viena, o que conduziu ao final prematuro da partida da segunda mão, com a vitória (4-1, no total da eliminatória) a sorrir aos "encarnados". A final de Berna resultaria numa disputa bem mais equilibrada. Kocsis e Zoltán Czibor marcaram para o Barcelona no mesmo estádio onde, sete dias antes, tinham deixado escapar o título mundial ao serviço da selecção húngara. No entanto, entre estes dois golos, e contra corrente do jogo, o Benfica também marcou, por intermédio de José Águas e Mário Coluna. Um autogolo de Antonio Ramallets resgatou o troféu das mãos dos espanhóis. As águias tinham levantado voo.

Topo