Grandes recuperações na UEFA Champions League

Inspirado pela espantosa vitória dos New England Patriots no Super Bowl no domingo, o UEFA.com foi aos seus livros de história à procura de seis das maiores recuperações de sempre na UEFA Champions League.

Grandes recuperações na UEFA Champions League
Grandes recuperações na UEFA Champions League ©AFP/Getty Images

A recuperação lograda pelos New England Patriots para derrotarem os Atlanta Falcons no Super Bowl LI quando já ninguém acreditava pôs o UEFA.com à procura de algumas das recuperações mais extraordinárias da história da UEFA Champions League.

O milagre de Istambul
O milagre de Istambul

2005: Milan 3-3 Liverpool (Liverpool vence por 3-2 nos penalties)
A mais famosa de todas, o "milagre de Istambul" original. A perder por 3-0 ao intervalo, a equipa de Rafael Benítez voltou cheia de vigor do intervalo e marcou três golos em sete minutos, levando o jogo para um desempate por grandes penalidades emocionante. Andriy Shevchenko, autor do remate vitorioso na final de 2003, frente à Juventus, desta vez foi frustrado, pelo guarda-redes Jerzy Dudek, que deu ao Liverpool uma vitória notável.

1993: Bremen 5-3 Anderlecht 
Pelo segundo jogo consecutivo, os pupilos de Otto Rehhagel viram-se a perder por 3-0, e apesar de, duas semanas antes, a sua recuperação ter ficado curta, na derrota por 3-2 com o Porto, desta vez conseguiram. Incrivelmente, só marcaram o primeiro golo aos 66 minutos, por intermédio de Wynton Rufer, avançado neozelandês que selou a contagem, após 23 minutos arrasadores da equipa alemã.

A recuperação incrível do Deportivo
A recuperação incrível do Deportivo

2001: Deportivo 4-3 Paris Saint-Germain
"Durante os primeiros cinco ou seis minutos do intervalo, limitei-me a deixar os jogadores sentarem-se, em silêncio", recorda Javier Irureta após a sua equipa se ver a perder por 2-0. A mudança do treinador do Deportivo não teve efeito imediato – Laurent Leroy rapidamente marcou o terceiro – mas os jogadores acabaram por perceber a mensagem. Um período ofensivo frenético resultou em quatro golos em 27 minutos, incluindo um "hat-trick" do suplente Walter Pandiani.

2005: Porto 2-3 Petržalka
Os anfitriões, que tinham ganho a UEFA Champions League 16 meses antes, aproximavam-se do intervalo com o jogo controlado, mas o tento de Peter Petráš deu esperança ao visitante eslovaco (na altura conhecido como Artmedia Bratislava). O treinador Vladimír Weiss aproveitou a oportunidade, colocando mais um avançado em campo. "Disse aos jogadores que é melhor perder por 5-2 do que não tentar nada", argumentou. Golos de Ján Kozák e Balázs Borbély recompensaram essa audácia.

2014: Arsenal 3-3 Anderlecht
Mesmo a equipa belga teve dificuldades para compreender o que tinha acontecido, após protagonizar uma recuperação improvável em Londres. O vencedor parecia estar decidido quando Alex Oxlade-Chamberlain fez o 3-0 à passagem da hora de jogo. No entanto, um bis de Anthony Vanden Borre e um tento de Aleksandar Mitrović, no derradeiro minuto, valeram um ponto aos visitantes.

2016: Beşiktaş 3-3 Benfica
A turma portuguesa vencia tranquilamente por 3-0 com uma hora de jogo já jogada nesta partida da fase de grupos. Mas, aí, veio a reacção do Beşiktaş, iniciada por Cenk Tosun, que havia saltado do banco ao intervalo. O Benfica parecia, ainda assim, destinado a segurar o triunfo à entrada para os dez minutos finais, mas Ricardo Quaresma reduziu para 3-2 na transformação de uma grande penalidade e, aos 89 minutos, Vincent Aboubakar, emprestado pelo Porto à formação turca, fixou o empate.

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