Os portugueses em destaque na fase de grupos
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
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Os jogadores portugueses em acção na UEFA Champions League deixaram marcas distintas nas seis jornadas e a redacção portuguesa do UEFA.com escolheu aqueles que, na sua opinião, mais brilharam.
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SL Benfica e FC Porto foram os representantes portugueses na fase de grupos da UEFA Champions League de 2015/16. A redacção portuguesa do UEFA.com apresenta-lhe as escolhas para um "onze" luso desta fase da prova – tal como o fez em 2014/15 –, não se cingindo, porém, aos jogadores destas duas equipas. Na mais importante competição de clubes da UEFA há mais 19 atletas e quatro treinadores lusitanos. Confira quais.
Guarda-redes
Anthony Lopes (Olympique Lyonnais)
O Lyon não teve uma participação famosa na UEFA Champions League, ao terminar no último lugar do Grupo H, com apenas uma vitória e um empate. Mas não pode ser atribuída ao internacional luso culpa pelos nove golos que a equipa sofreu ao longo da prova, pois foi sempre dos mais regulares e consistentes jogadores da formação gaulesa.
Defesas
João Cancelo (Valencia CF)
O jovem lateral-direito foi aposta segura do Valência na UEFA Champions League. Tal como o Lyon, disputou o Grupo H e ficou pelo caminho na competição (terceiro lugar e passagem à UEFA Europa League), mas deixou algumas boas indicações, quer a defender, quer a atacar. Marcou um golo na derrota por 3-2 em casa ante o Zenit, na jornada inaugural, e participou nos seis jogos da equipa na competição.
Pepe (Real Madrid CF)
Problemas físicos impediram Pepe de dar o seu regular contributo no Real Madrid CF, ficando-se pelos três jogos no Grupo A, mas não deixou de ser peça relevante e segura numa equipa que, na UEFA Champions League, teima em manter níveis elevados – 19 golos marcados, três apenas sofridos são disso prova. Com 32 anos, Pepe sabe valer-se da experiência e voz de comando em campo.
Luís Neto (FC Zenit)
Num Grupo H repleto de representantes portugueses, Luís Neto esteve também em destaque, ao serviço de um Zenit que arrasou a concorrência e só na última jornada perdeu pontos – derrota por 2-1 com o KAA Gent que impediu os comandados de André Villas-Boas de se tornarem na sétima equipa a completar a fase de grupos só com vitórias. Os seis golos sofridos pelo Zenit são indicador da consistência defensiva que Luís Neto ajudou a dar à equipa.
Antunes (FC Dynamo Kyiv)
O lateral-esquerdo Antunes foi fundamental na caminhada do Dínamo de Kiev rumo aos oitavos-de-final pela primeira vez desde 1999/00, num Grupo G composto também pelo FC Porto. O defesa fez cinco jogos, todos a titular, contribuindo para os apenas quatro golos sofridos pela sua equipa.
Médios
Danilo Pereira (FC Porto)
Na época passada este “trinco” possante jogava longe dos grandes palcos da UEFA Champions League, mas a chegada às exigências maiores do FC Porto não atemorizaram o internacional português. Seis jogos, sendo que em cinco deles completou os 90 minutos, dizem bem da sua influência na equipa de Julen Lopetegui, graças ao posicionamento e capacidade e recuperação de bola – ainda que os portistas tenham caído na fase de grupos.
André André (FC Porto)
Mais surpreendente ainda (ou talvez não) foi a prestação de André André na época de estreia no FC Porto e na UEFA Champions League. O médio “todo-o-terreno” ataca, defende, distribui, rompe, assiste e marca. Em cinco partidas (falhou a derradeira por lesão) marcou dois golos e fez uma assistência, sendo talvez o melhor “dragão” em toda a fase de grupos.
Tiago (Club Atlético de Madrid)
O experiente médio lesionou-se com gravidade antes da derradeira jornada do Grupo C (frente ao SL Benfica), mas tal não o impediu de ser um dos mais influentes elementos do Club Atlético de Madrid. Realizou cinco jogos e foi fundamental no apuramento espanhol como líder. “É o cérebro do meio-campo”, disse esta época o treinador dos “colchoneros”, Diego Simeone, sobre o seu pupilo.
Avançados
Danny (FC Zenit)
O atacante português do campeão russo continua a ser, aos 32 anos, uma peça fulcral na manobra da equipa que venceu folgadamente o Grupo H. Um golo e duas assistências nos seis jogos que realizou dizem bem da sua influência num colectivo que fez 13 golos.
Gonçalo Guedes (SL Benfica)
Com apenas 19 anos é uma das mais jovens promessas da competição. Estreou-se na UEFA Champions League numa época em que parece ter-se afirmado em definitivo no campeão português. Nos seis jogos que realizou na prova, o destaque vai para o da segunda jornada, na qual marcou o golo da vitória “encarnada” por 2-1 no terreno do Atlético de Madrid.
Cristiano Ronaldo (Real Madrid CF)
O que dizer de Cristiano Ronaldo?. Totalista nos seis jogos do Real Madrid na caminhada triunfal no Grupo A, corou mais uma época de sonho com três assistências e 11 golos – o que constitui novo recorde de tentos marcados numa só fase de grupos. O Real Madrid fez abanar as redes em 19 ocasiões e o português esteve em 14. Leva 88 golos na competição e promete não parar, estando nomeado para a Equipa do Ano de 2015 dos utilizadores do UEFA.com.
Treinador
André Villas-Boas
O treinador Zenit já anunciou que vai deixar o clube russo no final da temporada, e parece ter esperado pelo derradeiro ano para colocar a equipa num patamar elevado. Cinco vitórias e apenas uma derrota (desaire na derradeira ronda) garantiram o apuramento fácil da equipa no Grupo H. Exibições personalizadas, fora e em casa, deixaram água na boca para a fase a eliminar. Até onde poderá ir este Zenit?