Nápoles sela qualificação inédita

Villarreal CF 0-2 SSC Napoli
Golos de Gökhan Inler e Marek Hamšík valeram aos visitantes um lugar nos oitavos-de-final, condenando o Villarreal à sexta derrota consecutiva.

Gökhan Inler (ao centro) é rodeado pelos colegas depois de inaugurar o marcador
Gökhan Inler (ao centro) é rodeado pelos colegas depois de inaugurar o marcador ©Getty Images

A história não se repetiu no El Madrigal, com o SSC Napoli a vingar-se sobre o Villarreal CF, que o tinha eliminado da UEFA Europa League em Fevereiro, com uma vitória por 2-0, que assegurou o apuramento para os oitavos-de-final da UEFA Champions League pela primeira vez.

A eliminação do Manchester City FC no Grupo A foi confirmada a 14 minutos do fim, quando Marek Hamšík, à boca da baliza, dilatou a vantagem italiana, depois do remate fulminante de Gökhan Inler, a meio da segunda parte, ter inaugurado o marcador. Num jogo tenso e renhido, o Nápoles teve o discernimento suficiente nos momentos-chave.

A conversa sobre orgulho e auto-estima na equipa da casa, antes do pontapé-de-saída, foi rapidamente posta à prova perante uma vasta audiência, já que a comunicação social local tinha apelado aos adeptos do Villarreal para comparecerem em massa, para igualarem o apoio entusiástico dos adeptos do Nápoles. Apesar de atravessar uma série de sete derrotas em dez jogos, os pupilos de Juan Carlos Garrido mostraram-se determinados em recompensá-los.

Quando o Nápoles escapou à armadilha do fora-de-jogo no início, Ezequiel Lavezzi passou para o veloz Juan Zúñiga, mas o remate do internacional colombiano foi à figura de Diego López. A partir desse momento, a confiança do Villarreal aumentou. Hernàn Peréz engendrou um passe excelente para Marco Ruben, que ficou em boa posição para marcar, mas o seu remate acertou no poste.

A construção de jogadas com calma permitiram ao Villarreal aproximar-se do intervalo com cada vez maior ritmo e confiança. O facto de o Nápoles ser a equipa em melhor forma e com mais jogadores capazes de fazer a diferença, era evidente − apesar de o mostrar poucas vezes. Hamšík e Lavezzi, por exemplo, pareciam imunes à letargia que gradualmente ia diminuindo a eficácia do Nápoles.

Chegou o intervalo e com ele as notícias da vantagem do Manchester City, que causaram receio entre a numerosa falange de apoio visitante. Como é óbvio, isso teve o condão de entusiasmar os "azzurri". A arrancada de Edinson Cavani, aos 62 minutos, foi anulada por López, que saiu dos postes para evitar o pior. Na recarga, Lavezzi rematou com selo de golo e só uma intervenção combinada de Joan Oríol e do guarda-redes espanhol o impediu.

Depois veio a emoção. Inler não parecia destinado a criar muito perigo quando subiu no terreno, mas à entrada da área rematou forte e colocado, deixando López sem reacção. Foi o mote para a festa dos adeptos do Nápoles atrás da baliza.

A sua alegria aumentou aos 76 minutos, quando o canto rasteiro de Lavezzi causou confusão e Hamšík, trabalhador incansável até então, selou a glória napolitana. A fantástica defesa de Morgan De Sanctis em tempo de compensação, num remate à queima-roupa de Gonzalo Rodríguez, só serviu para aumentar o seu sentimento de bem-estar.