Moratti e o espírito do "grande Inter"
terça-feira, 25 de maio de 2010
Sumário do artigo
O presidente do Inter, Massimo Moratti, sentiu uma alegria redobrada pela "tripla" acabada de conquistar, pois viu a sua equipa honrar os feitos do clube na altura em que foi presidido pelo seu pai, Angelo.
Conteúdo media do artigo
Corpo do artigo
Após ter seguido as pisadas do pai Angelo ao levar o FC Internazionale Milano ao título europeu, o presidente Massimo Moratti afirmou que está contente por a sua família "ter sido boa para o Inter".
A vitória de sábado por 2-0 sobre o FC Bayern München viu a equipa treinada por José Mourinho conquistar uma inédita "tripla", depois de ter atingido a primeira final da Taça dos Clubes Campeões Europeus em 38 anos. O Inter não ganhava a prova desde as vitórias em 1964 e 1965, altura em que Angelo Moratti presidia o clube e Helenio Herrera treinava a equipa, pelo que reviver o "grande Inter" dos tempos passados foi sempre algo muito desejado por Massimo Moratti.
Com José Mourinho perto de sair do clube, Moratti e o técnico português construíram uma relação muito forte em San Siro, com o presidente a não poupar elogios ao homem que levou a sua equipa ao topo: "Ele é um excelente treinador. Trabalha muito, é inteligente e algumas vezes surpreende toda a gente com as suas ideias. É um comunicador, um motivador. Não é fácil encontrar alguém com estas qualidades. Vencemos este título porque tivemos alguém como ele entre nós".
Juntamente com Mourinho e Moratti, um terceiro "M" foi decisivo na primeira "tripla" de um emblema italiano: o avançado de 30 anos, Diego Milito, marcador do golo que deu a vitória na Taça de Itália, do tento do triunfo ante o AC Siena que garantiu a Serie A, a que se juntam os dois golos na final da UEFA Champions League.
"Sabia que o Diego era um goleador, mas ele revelou-se muito melhor do que eu pensei", disse Moratti, de 65 anos. "É um jogador fantástico, um goleador, para além de ser um rapaz fantástico. Do ponto de vista humano ele é muito bom para a equipa. Quero dar-lhe um abraço porque o Diego é fantástico. Queria agradecer-lhe muito".
O capitão Javier Zanetti, primeira contratação de Moratti quando se tornou presidente do Inter, há 15 anos, também mereceu uma atenção especial. "A final foi o seu jogo 700 pelo Inter", disse Moratti. "Foi o primeiro jogador que trouxe para o Inter. Foi uma escolha pessoal minha depois de o ver pela equipa de Sub-21 da Argentina, altura em que ninguém o conhecia em Itália. Os jornais escreveram: 'Quem é este Zanetti?', mas agora poderá vencer o Ballon d'Or pela sua carreira. O seu estilo de jogo é fantástico".
Apesar de não haver prémios para os presidentes de clubes, Mourinho estava orgulhoso pelo presidente, tendo afirmado depois da final que Moratti sempre teve um desejo de ter uma fotografia igual à do pai Angelo com a Taça dos Campeões na mão, que está pendurada à entrada do La Pinetina, o centro de treinos do Inter. "Durante muitos anos [Massimo Moratti] sonhou em ter uma fotografia como a do seu pai com o troféu na mão", afirmou. "Estou muito, muito feliz por lha ter conseguido dar".