Lisandro sela qualificação
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
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Olympique Lyonnais 1-1 Liverpool FC
Lisandro, com um golo aos 90 minutos, assegurou a presença do Lyon nos oitavos-de-final e deixou os "reds" quase eliminados.
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Um golo de Lisandro, que deu a igualdade ao Olympique Lyonnais e o bilhete de passagem para os oitavos-de-final da UEFA Champions League pela sétima época consecutiva, cancelou o magnífico remate de Ryan Babel e desferiu um duro golpe nas aspirações do Liverpool FC em seguir em frente na competição.
Final dramático
Parecia que a fraca campanha dos visitantes estava prestes a ganhar novo fôlego quando Babel, a 20 metros da baliza, atirou para o fundo das redes aos 83 minutos, num jogo tenso e fechado que, finalmente, ganhou vida nos instantes finais. Os homens de Rafael Benítez haviam conseguido uma exibição plena de crença e entrega, manietando o Lyon por largos períodos de tempo e obrigando Hugo Lloris a uma série de grandes intervenções. Ainda assim, com poucos segundos para jogar, Michel Bastos, de cabeça, assistiu Lisandro, que galopou rumo à área e aplicou um remate frio e eficaz diante de Pepe Reina. O empate significa que os franceses asseguraram um lugar de acesso aos oitavos-de-final no Grupo E, enquanto os ingleses estão a cinco pontos da ACF Fiorentina, segunda classificada.
Intenções ofensivas
Ciente da necessidade de pontos, Benítez recheou o seu meio-campo de jogadores ofensivos, mas também muito rigorosos a defender, casos de Yossi Benayoun, Andriy Voronin e Dirk Kuyt, exemplares na negação de espaços ao ataque do Lyon. Além de remates de longa distância de Michel Bastos e Bafétimbi Gomis, ambos facilmente defendidos por Reina, certo é que a intenção ofensiva dos anfitriões pouco ameaçou o Liverpool, num final de primeira parte bastante tenso.
Inspiração de Insúa
Inspirada pela presença de Fernando Torres, a equipa cinco vezes vencedora do ceptro europeu atacou com acutilância sempre que surgiram oportunidades para tal. Emiliano Insúa esteve na origem da primeira ocasião de perigo ao servir Fernando Torres aos 12 minutos, com o espanhol a atirar aos ferros após Hugo Lloris defender com o pé. Anthony Réveillère continuava a debater-se com uma mazela quando Insúa voltou a encontrar espaço pouco depois, servindo desta feita Benayoun, com a bola a escapar dos pés do israelita para Kuyt aplicar um remate à meia volta que foi travado por Lloris.
Lloris decisivo
Réveillère acabou por ser substituído pouco antes de Miralem Pjanić seguir igual destino, elevando a preocupação no Lyon. Felizmente para Claude Puel, as intervenções de Lloris iam travando o Liverpool e o francês voltou a brilhar ao negar o golo de Voronin de novo com o pé, após o ucraniano ter recebido um passe longo. O jogo manteve-se fechado e muito táctico, com ambas as equipas a sentirem dificuldades para fazer o tão decisivo último passe. Aly Cissokho esforçou-se, e muito, para apoiar o ataque da formação gaulesa na segunda parte. Por duas vezes, o antigo jogador do FC Porto avançou pelo flanco esquerdo e tirou bons cruzamentos, mas Ederson disparou para fora na sequência do primeiro e Michel Bastos, de cabeça, atirou por cima da trave no segundo.
Boas defesas
A maior parte das melhores oportunidades pertenciam aos visitantes e o brilho de Lloris continuava bem vistoso, travando de novo o Liverpool quando Insúa endossou a bola a Lucas e este, perto da marca de grande penalidade, atirou para golo: mais uma fantástica defesa de Lloris, que exibia os seus grandes reflexos, desviando a bola disparada pelo médio brasileiro com a mão esquerda; Cissokho travou a recarga de Kuyt já em cima da linha. Do outro lado, Reina esteve em bom plano ao defender o cabeceamento de Kyrgiakos e essa intervenção até parecia que poderia ser decisiva quando Babel atirou com violência ao ângulo – contudo, o guardião espanhol não conseguiu negar o golo a Lisandro e ao Lyon, esse sim, o último lance da partida.