Rosický vê Arsenal a renascer
terça-feira, 3 de novembro de 2009
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Tomáš Rosický acredita que o Arsenal vai terminar a seca de títulos e nas perguntas e respostas dos utilizadores do uefa.com fala do regresso aos relvados e da admiração por Zinédine Zidane.
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Fora dos holofotes há demasiado tempo, o médio Tomáš Rosický, do Arsenal FC, mostra-se radiante por estar de regresso aos relvados após uma grave lesão que o afastou durante muito tempo. O internacional checo acredita que a cada vez mais madura equipa de Arsène Wenger poderá lutar por troféus esta temporada e partilha os seus pensamentos sobre o regresso à boa forma física na mais recente série de perguntas e respostas dos utilizadores do uefa.com.
Sendo um grande adepto dos "gunners", estou entusiasmado por vê-lo de regresso. Sente que esta equipa poderá ajudar-nos a conseguir algum troféu?
Christopher Cassata, Arizona, EUA
Tomáš Rosický: Creio que sim. Esta equipa tem qualidade suficiente para ganhar taças e acredito que seremos bem sucedidos esta época. O título da Premier League? Por que não? Como se pode ver, não temos tido problemas para marcar golos: marcámos mais que qualquer equipa da Premiership até ao momento. Se defendermos com responsabilidade, como um todo, podemos consegui-lo.
Como compara esta equipa do Arsenal à da época passada?
Mathew Mwangi Karuga, 40, Mombaça, Quénia
Rosický: É uma boa pergunta. Ainda somos uma equipa jovem, mas estamos um ano mais velhos e, por isso, mais experientes. Apesar de termos perdido Emmanuel Adebayor e Kolo Touré, contratámos um grande defesa como Thomas Vermaelen e, se acrescentarmos Andrei Arshavin, que chegou à equipa no Inverno passado, o meu regresso e também o do Eduardo, então esta equipa é mais madura e experiente.
O que torna Arsène Wenger tão especial?
Tom Denton, 16, Londres, Inglaterra
Rosický: Em primeiro lugar, ele acredita verdadeiramente nos jogadores que escolhe para a sua equipa. E, depois, tem a ver com a sua própria concepção do futebol, a forma como quer jogar e a forma como quer vencer. Eu diria que o estilo é extraordinário. Nunca na minha carreira trabalhei com outro treinador com uma filosofia assim. Ele consegue ensinar os jogadores a actuarem da forma que ele pretende e sabe contratar aqueles que são capazes de entenderem rapidamente aquilo que pretende deles.
Qual a posição em que mais gosta de jogar e à qual considera adaptar-se melhor?
Carlos Cadena, Colômbia
Rosický: Gosto mais de jogar no eixo do meio-campo, mas não tenho problemas em jogar na esquerda ou na direita. Creio que ser um jogador polivalente é uma vantagem para mim. Mas se apenas dependesse de mim, sentir-me-ia mais à vontade no centro.
Qual é a coisa mais complicada em ser-se futebolista profissional?
Hélder Freitas, Portugal
Rosický: Eu diria que é viajar. Não gosto, porque temos de viajar bastante. Não quer dizer que não viaje durante as minhas férias, mas, por vezes, farto-me disso. Estamos sempre num autocarro, num avião… É mesmo difícil. E acabo por não ver muitas coisas nos sítios onde jogamos. Estive praticamente em todo o lado, mas não vi quase nada [risos].
Há algum jogador, no activo ou não, com o qual se compare, tendo em conta a sua posição no terreno e a forma como joga?
Petr, Praga, República Checa
Rosický: É difícil comparar-me a alguém, mas posso dizer que, quando era mais novo, admirava bastante Zinédine Zidane pela sua inteligência em campo. Apreciava mesmo o seu talento.