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Deschamps ambicioso

O técnico francês está de regresso ao clube que capitaneou rumo ao triunfo na UEFA Champions League de 1992/93, e ainda recorda aquela que foi, segundo o mesmo, uma "época extraordinária".

Didier Deschamps assumiu esta época o comando do Marselha
Didier Deschamps assumiu esta época o comando do Marselha ©Getty Images

Didier Deschamps, que em 1992/93 capitaneou o Olympique de Marseille rumo ao triunfo na primeira edição da UEFA Champions League, regressou este Verão ao Sul de França para assumir o comando da equipa. O antigo médio internacional francês teve uma brilhante carreira como jogador, com passagens também pela Juventus, Chelsea FC e Valencia CF, tendo conquistado, ao serviço do seu país, o Campeonato do Mundo de 1998 e o UEFA EURO 2000™. Deschamps estreou-se como treinador no AS Monaco FC, que levou à final da UEFA Champions League de 2003/04, conquistada pelo FC Porto. O técnico de 41 anos fez a Juventus regressar à Serie A em 2006/07 e, depois de um breve pausa na carreira, decidiu este ano voltar a treinar um dos seus antigos clubes. O Marselha ocupa actualmente o terceiro lugar do Grupo C da UEFA Champions League e, na próxima terça-feira, vai defrontar FC Zürich, com a ambição de recuperar terreno em relação ao líder AC Milan e ao Real Madrid CF.

uefa.com: Considera que o público francês ainda pensa muito no triunfo do Marselha na UEFA Champions League?

Deschamps: Para uma certa geração ainda é uma das suas melhores recordações de sempre. Os mais novos nunca viveram algo assim, só podem admirar as fotografias ou ver gravações na televisão. É algo que lhes faz falta, pois ouvem muitas vezes os pais ou as pessoas mais velhas a recordar aquela época extraordinária, que foi a última grande vitória, o último título que o Marselha conquistou.

uefa.com: O que considera mais positivo neste regresso a Marselha, o facto de estar numa casa que conhece bem?

Deschamps: Sim, isso é o mais importante, pois tive dois anos para recuperar energias, estar mais com a minha família e ver muito futebol como comentador. Mas a minha paixão é estar junto às quatro linhas, pelo que dois anos pareceram demasiado tempo. Esta oportunidade surgiu, o Marselha precisava de mim e eu estava à procura de um clube onde tivesse oportunidade de ganhar alguma coisa. O facto de o Marselha estar na UEFA Champions League, a disputar uma competição internacional, tornou a proposta ainda mais atraente.

uefa.com: Qual o significado de vencer a prova ao serviço do Marselha?

Didier Deschamps: Aquele foi o melhor e o primeiro grande triunfo de um clube francês na cena internacional. Abriu a porta a muitos franceses que jogavam na equipa, pois a maioria passou a representar clubes italianos ou ingleses. O Marselha ainda tem muitos adeptos espalhados pela Europa e isso deve-se a essa vitória.

uefa.com: Considera que tem mais margem de manobra como treinador perante os adeptos do Marselha ou sente uma maior pressão por ser quem é?

Deschamps: Ambas, pois as pessoas esperam muito de mim e há muita gente que pensa que, como venci como jogador, também tenho de ganhar como treinador. O meu regresso dá-me credibilidade perante os adeptos, pois sabem o que fiz aqui como jogador ao longo de mais de quatro anos, mas, para além disso, todos querem resultados, como com qualquer outro treinador.