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Passado motiva Deschamps

Duas vezes campeão europeu como jogador e finalista como treinador, Didier Deschamps disse ao uefa.com que o seu passado é "um verdadeiro baú do tesouro" para o Marselha.

Didier Dechamps é o treinador do Marselha
Didier Dechamps é o treinador do Marselha ©Getty Images

Após ter ganho a UEFA Champions League pelo Olympique de Marseille e a Juventus como jogador, e chegado à final pelo AS Monaco FC como treinador, Didier Deschamps sabe exactamente o que é necessário para se chegar longe na principal competição de clubes do futebol europeu. Agora ao leme no Stade Vélodrome, o novo técnico do OM tem uma missão espinhosa pela frente, a de qualificar os gauleses para os oitavos-de-final. Depois de ter iniciado a prova com uma derrota por 2-1 frente ao AC Milan, segue-se uma difícil deslocação ao terreno do Real Madrid CF, numa competição que o técnico de 40 anos considera ser "a melhor".

uefa.com: Com dez novos jogadores no Marselha, como considera que está a decorrer a evolução da equipa?

Deschamps: É uma formação jovem. Também saíram muitos jogadores. É preciso tempo para fazer ajustamentos. Aconteceram, também, algumas coisas inesperadas, como a suspensão e a lesão do Lucho [González], que abrandaram a nossa evolução. Estamos sempre a precisar de tempo, mas nunca o temos, pelo que precisamos imediatamente de conseguir bons resultados.

uefa.com: Falou em Lucho. O que trará ele ao jogo do Marselha

Deschamps: Muitas coisas, começando pela sua capacidade técnica. Será a ligação entre o meio-campo e o ataque. A sua capacidade de concretização será importante. Marcou muitos golos de bola parada nos últimos anos. É um jogador muito importante. Esteve lesionado no FC Porto e, novamente, aqui, mas o talento continua lá. Ele apenas precisa de um pouco mais de tempo.

uefa.com: Você tem a mesma filosofia no banco como tinha no relvado?

Deschamps: São coisas diferentes, mas a minha carreira como jogador ajudou-me bastante. É um verdadeiro baú do tesouro e posso retirar coisas dela quando necessito. Passei por quase todas as situações possíveis no futebol. Nem sempre acontece, mas a minha carreira como jogador permite-me lidar com algumas situações da melhor forma. Como futebolista quis sempre saber mais e mais. Sempre fiz perguntas: Porquê? Como? Qual é o objectivo? Era assim que eu abordava as coisas. Como jogador, fazemos o que nos pedem. Como treinador, temos de propor e impor coisas. É essa a principal diferença.

uefa.com: O que pensa da actual temporada do Milan?

Deschamps:
Kaká pode ter saído, mas Pato, Borriello, Huntelaar, Seedorf, Ronaldinho, Pirlo e Nesta continuam lá. Perderam um excelente jogador, mas o Milan será sempre o Milan, com atletas talentosos. O clube tem uma enorme história e imensa experiência.

uefa.com: O que pensa das contratações efectuadas pelo presidente do Real Madrid CF, Florentino Pérez?

Deschamps: Com bastante dinheiro, contratou os melhores jogadores. Há talento em todas as posições. O treinador Manuel Pellegrini vai ter um trabalho complicado para colocá-los a jogar juntos. Têm tantos jogadores que podem fazer a diferença... Será difícil defrontar uma equipa como aquela e eles ainda irão melhorar com o tempo.

uefa.com: A quarta equipa do grupo é o FC Zürich. O que sabe sobre eles?

Deschamps: Jogos como esse são sempre difíceis, porque equipas como esta tentam sempre exceder-se. Eles poderão ser a incógnita do grupo. Após jogarmos com os grandes como o AC Milan e o Real Madrid, teremos de conseguir seis pontos frente ao Zurique, mas sabemos que será complicado.

uefa.com: A UEFA Champions League mudou um pouco esta temporada, com mais campeões nacionais em prova.

Deschamps: Isso é bom. Joguei na Champions League quando apenas os campeões nacionais podiam participar. De um ponto de vista ético, é bom que os campeões destes países possam participar na competição, mesmo que tenham de passar pelas eliminatórias de qualificação.

uefa.com: Você jogou sob as ordens de Aimé Jacquet e Marcello Lippi. Quem o influenciou como treinador?

Deschamps: Tive os melhores, mas também alguns maus treinadores, mas houve sempre alguns pontos positivos a retirar do trabalho com eles. O mais importante é sermos nós próprios, com a nossa própria personalidade.

uefa.com: Que conselho daria a um jovem treinador prestes a iniciar a carreira?

Deschamps: Humildade e convicção. Convicção, porque mesmo que o treinador tenha dúvidas, é importante que os jogadores não reparem nisso. É importante que os teus jogadores acreditem que ele está confiante sobre tudo o que faz.

uefa.com: O que torna a UEFA Champions League tão especial?

Deschamps: É a melhor competição que existe. E tem sido sempre assim. Tem a maior cobertura mediática e tem grandes emblemas, que fazem excelentes jogos. Não há melhor competição de clubes. Podemos ganhar a Liga nacional e a Taça, mas a Champions League é o equivalente ao Campeonato do Mundo de futebol.

Didier Deschamps falou durante o recente Fórum de Treinadores de Elite da UEFA, que decorreu em Nyon.