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Qualidade motiva Ferguson

O treinador do United acredita que o duelo frente ao Arsenal, a contar para a Champions League, tem tudo para ser a "meia-final perfeita", com os detentores do troféu à procura do segundo título consecutivo.

Alex Ferguson descontraído antes do jogo com o Arsenal
Alex Ferguson descontraído antes do jogo com o Arsenal ©Getty Images

Alex Ferguson acredita que o duelo entre o Manchester United FC e o Arsenal FC, a contar para a UEFA Champions League, tem tudo para ser a "meia-final perfeita".

Espectáculo a saborear
Os dois clubes mais bem-sucedidos do futebol inglês nas últimas duas décadas defrontar-se-ão esta quarta-feira pela primeira vez para as competições europeias e o treinador do Manchester United prevê um espectáculo de grande qualidade. "Olhando para a meia-final propriamente dita e para os jogadores envolvidos, quase pensamos que é a meia-final perfeita. Há vários jogadores excelentes, ambas as equipas praticam um futebol de ataque e poderá voltar a ser assim. Espero que pratiquemos um futebol espectacular e que ganhemos. Também respeito o talento do Arsenal para praticar um futebol atractivo. Isso não mudará. Eles farão o que costumam fazer", comentou Alex Ferguson.

"Algo especial"
O Arsenal marcou quarto golos no terreno do Liverpool FC, num emocionante empate a quatro golos na última quarta-feira, e o seu treinador, Arsène Wenger, disse que a sua equipa tem "confiança suficiente para acreditar poder ser capaz de algo especial" em Old Trafford. Enquanto o Manchester United tenta alcançar o seu terceiro título consecutivo de campeão inglês, a UEFA Champions League constitui a única possibilidade de o Arsenal conseguir um troféu desde 2005, mas Wenger, realçando os 20 jogos que os seus comandados levam sem perder para a Premier League, acrescentou: "Acreditamos que daremos tudo o que pudermos e isso é importante nesta altura da temporada".

A importância de marcar fora
Após ter visto, no sábado, o Manchester United, de Cristiano Ronaldo e Nani, em desvantagem por dois golos na recepção ao Tottenham Hotspur FC, antes de reagir e vencer por 5-2, Wenger assinalou que os líderes "podem sofrer golos". Apesar das ausências de Andrei Arshavin (por já ter representado o FC Zenit St. Petersburg na presente edição da UEFA Champions League) e do lesionado Robin van Persie, o treinador do Arsenal pretende apostar no ataque. "As regras do futebol moderno encorajam a equipa que joga em casa a ser mais cautelosa e a que actua fora a ser mais audaz. Por isso acredito que marcar um golo fora de casa será muito importante para nós". Alex Ferguson não discorda. Sublinhando a importância da atenção defensiva, o treinador dos campeões ingleses, europeus e mundiais disse: "Essa poderá ser a chave. Precisamos de vencer sem sofrer golos e ficaria muito satisfeito com um triunfo por 1-0. Mas nada ficará decidido amanhã. Tenho a certeza disso".

Dúvidas na defesa
No entanto, o Arsenal depara-se com alguns problemas no sector defensivo, pois Mikaël Silvestre (costas) e Kieran Gibbs (tornozelo) estão em dúvida, sendo que uma eventual ausência do francês possibilitará a entrada na equipa de Johan Djorou. No entanto, as maiores preocupações de Ferguson relativamente aos jogadores do Arsenal prendem-se com o perigo colocado pelo extremo Theo Walcott - "provavelmente, o avançado mais rápido do futebol inglês" - e pelo "maravilhoso" Cesc Fàbregas, que poderá jogar a segundo ponta-de-lança, posição que desempenhou frente ao Middlesbrough FC no domingo, tendo facturado dois golos.

Admiração
Os dois treinadores têm sido grandes rivais nos últimos 13 anos, mas, antes do primeiro duelo para as competições europeias, o francês falou na admiração mútua entre os dois. "Temos agora melhores relações do que antigamente. Somos sobreviventes. Há aqui respeito". Wenger tem mais uma vitória nos encontros entre as duas equipas do que Ferguson, mas o escocês venceu as duas meias-finais anteriores. "Nós e o Arsenal temos sido as forças dominantes do futebol inglês de há muito tempo a esta parte", disse o técnico do Manchester United. Agora, a decisão prolonga-se ao futebol europeu.

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