"Submarino amarelo" em busca da desforra
terça-feira, 7 de abril de 2009
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Manuel Pellegrini admite que a eliminação do Villarreal pelo Arsenal, em 2006, "ainda deixa um sabor amargo", isto quando prepara a sua equipa para a reedição desse jogo, com um lugar nas meias-finais em disputa.
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Seja por causa dos méritos indiscutíveis da sua própria equipa ou do fraco registo do Arsenal FC em deslocações a Espanha, o treinador Manuel Pellegrini está convencido que a equipa do Villarreal CF está pronta a lutar por um lugar nas meias-finais da UEFA Champions League.
Confronto anterior
O técnico chileno, de 55 anos, tem o maior respeito pelo Arsenal e pelo seu homólogo, Arsène Wenger, com quem tem mais do que uma simples semelhança físic,; mas está entusiasmado pela crença de que não foi feita justiça da última vez que as duas equipas se defrontaram. Aconteceu há três épocas, quando os "gunners" quebraram a tendência negativa que se verificava em deslocações a Espanha, onde tinham acumulado seis derrotas nos últimos nove jogos, conseguindo um empate a zero, que completou um resultado total na eliminatória de 1-0 a seu favor. Ambos os treinadores podem partilhar um estilo de jogo ofensivo e vistoso, mas Pellegrini discorda daqueles que afirmam que ele e a sua equipa foram inferiores a Wenger e ao Arsenal em 2006.
"Sabor amargo"
"Não penso que o Arsenal fosse favorito há três anos, nem que, no final, tenha sido a melhor equipa", afirmou Pellegrini. "O resultado dessa eliminatória, particularmente o empate da segunda mão, ainda nos deixa um sabor amargo, porque fomos eliminados apesar de termos sido melhores que eles. Existe uma diferença enorme entre os dois clubes em termos de riqueza e meios disponíveis, não vale a pena negá-lo. Mas o terreno de jogo é igual e espero que a minha equipa tome a iniciativa do jogo desta vez. O Arsenal é uma equipa mais jovem do que era há três anos, mas tem mais experiência. Os jogadores podem mudar, mas não deixa de ser uma equipa do Arsène Wenger, feita à sua imagem, por isso vai constituir um bom teste às nossas capacidades".
Baixa de vulto
O Villarreal não aborda esta partida com o melhor estado de espírito possível, depois de ter perdido frente ao UD Almería no sábado, por 3-0, terminando o desafio com apenas nove jogadores em campo, depois da expulsão do "ex-gunner" Robert Pirès e, já com todas as substituições feitas, com a lesão do extremo Santi Cazorla, que foi retirado do relvado de maca depois de ter fracturado o perónio, falhando assim o resto da temporada. Ainda assim, Marcos Senna e Cani estão recuperados de lesões e Pellegrini está optimista; de facto, quase tão optimista como Wenger. "Apesar do respeito que temos pelas equipas que chegam a esta fase da prova, o nosso único pensamento é tentar vencer", disse o francês. "Esta época tem sido marcada por lesões graves e trabalhámos muito para chegar até aqui. E agora temos jogadores importantes recuperados, o que é um impulso adicional".
"Nomes sonantes"
Dois desses jogadores que regressam ocuparam lugar de destaque no sábado, no caso Cesc Fàbregas, que fez dois passes para golo, e Emmanuel Adebayor, que se encarregou de os concretizar na vitória por 2-0 frente ao Manchester City FC. Theo Walcott também está de regresso e é provável que esteja disponível para defrontar o Villarreal, apesar de ter sofrido um pequeno toque nesse jogo ante o City, enquanto Samir Nasri recuperou de uma gripe, mas Robin van Persie ficou em Londres, devido a um problema no tendão. "Temos um grande espírito de sacrifício, que nos ajudou a ultrapassar as críticas negativas de que fomos alvo no início da temporada. Estamos mais fortes agora", disse Wenger, que certamente não subestima uma equipa do Villarreal que tem em Pirès, segundo ele "uma das melhores contratações que eu fiz". E concluiu: "Este é um jogo com 50 por cento de hipóteses para cada lado e nós devemos desempenhar o nosso papel nessa equação muito bem".