Madjer acredita no FC Porto
sexta-feira, 3 de abril de 2009
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Rabah Madjer, herói dos portistas na final da Taça dos Campeões Europeus de 1987, afirma que "tudo é possível" quando o campeão português defrontar o Manchester United nos quartos-de-final da prova.
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É um golo que os adeptos do FC Porto jamais esquecerão. Com o tempo a passar na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus em 1987 e o FC Bayern München a vencer por 1-0, Rabah Madjer protagonizou um momento mágico ao bater Jean-Marie Pfaff com um toque de calcanhar. Quatro minutos mais tarde fez a assistência para o golo de Juary, com o FC Porto a vencer o troféu pela primeira vez.
"Tudo é possível"
A vitória dos "dragões" nesse ano foi uma surpresa, tal como em 2004, quando a equipa orientada por José Mourinho eliminou o Manchester United FC e bateu o AS Monaco FC no encontro decisivo. Não é, portanto, de admirar que Madjer, figura de culto dos portistas, acredite que o campeão português possa repetir o feito, numa altura em que se prepara para voltar a defrontar o United nos quartos-de-final. "Tudo é possível", afirmou ao uefa.com. "O Porto venceu em 1987 e novamente em 2004. Trata-se de um clube sério, um dos maiores da Europa; já deu provas disso. É um emblema com objectivos, tal como o Manchester United ou o Chelsea. Enquanto antigo jogador do Porto desejo-lhes muita sorte e porque não uma nova vitória na Champions League?".
"Excelente competição"
Os adeptos "azuis-e-brancos" votaram recentemente o golo de calcanhar de Madjer como "o mais belo, histórico e mítico" da história do clube, e o argelino voltou a estar em destaque na semana passada, quando a digressão do troféu da UEFA Champions League chegou a Argel na segunda paragem da etapa africana. "É uma excelente competição e, desde que a conquistei ao serviço do Porto, os argelinos desenvolveram uma relação especial com a prova", afirmou o antigo Jogador Africano do Ano, na qualidade de embaixador argelino da digressão do troféu da UEFA. "A final contra o Bayern foi a primeira do Porto na principal competição europeia. Para mim também foi uma viagem de descoberta, porque nunca tinha pensado disputar uma final europeia".
"Memórias fantásticas"
"Terei sempre memórias fantásticas, nunca esquecerei esse dia", afirmou Madjer, que jogou três temporadas no Porto, entre 1985 e 1988. "Antes do jogo estávamos bastante nervosos. O Bayern era o principal favorito. Lembro-me que o nosso guarda-redes, o [Józef] Młynarczyk, me disse: 'Rabah, estou nervoso para amanhã, vai ser um jogo difícil'. Eu respondi-lhe: 'O que é que estás a dizer? Já derrotámos grandes equipas e agora é uma final. É 50-50. Amanhã vamos ganhar 2-1'".
"Feliz e orgulhoso"
"E Deus ouviu-me. Vencemos por 2-1, fizemos um grande jogo, marquei o golo do empate de calcanhar e fiz a assistência para o segundo com uma jogada pelo flanco direito, ultrapassando alguns defesas e cruzando atrasado para o Juary. Marcámos o segundo golo e sagrámo-nos campeões europeus. Nem conseguia acreditar. Pouco depois estava a erguer a Taça dos Clubes Campeões Europeus. Isso ficará para sempre nas páginas da história. E o golo de calcanhar... em todo o Mundo, quando alguém marca de calcanhar, chamam-lhe um golo "à Rabah Madjer" e isso deixa-me feliz e orgulhoso".
A terceira etapa da digressão do troféu da UEFA Champions League decorreu no Cairo a 28 de Março. A digressão chega ao fim na África do Sul, com paragens na Cidade do Cabo (10-22 de Abril) e Joanesburgo (17-19 de Abril).