Ballack encantado com Hiddink
terça-feira, 10 de março de 2009
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O alemão elogiou o "carisma" do treinador, explicando que o holandês ajudou os jogadores a recuperarem "o espírito colectivo, força e capacidade de luta".
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O médio Michael Ballack elogiou o "carisma" do treinador Guus Hiddink, explicando que o holandês ajudou os jogadores a recuperarem "o espírito colectivo, a força e capacidade de luta", permitindo ao Chelsea FC regressar às boas exibições.
O efeito Hiddink
O Chelsea venceu seis jogos seguidos desde que, no mês passado, Hiddink substituiu Luiz Felipe Scolari, incluindo um triunfo, por 1-0, sobre a Juventus, na primeira mão dos oitavos-de-final da UEFA Champions League. Ballack reconhece que a equipa onde alinham os portugueses Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Deco, Bosingwa, Quaresma e Hilário não terá uma tarefa fácil em Turim e que o jogo "poderá durar 120 minutos", mas continua optimista no apuramento para a ronda seguinte. "Cruzei-me algumas vezes com Hiddink ao longo dos últimos anos", afirmou o internacional alemão. "Ele tem um historial de sucesso, é um técnico com grande experiência e carisma, e isso ficou bem patente nos últimos desafios. Os nossos resultados têm sido fantásticos nos últimos cinco ou seis jogos e regressámos à senda das vitórias. Voltámos a mostrar as nossas mais-valias, que são o espírito colectivo, a força e a capacidade de luta. Ainda há aspectos a melhorar, mas a equipa está a subir".
Domínio repartido
O regresso do Chelsea à boa forma ficou bem patente há duas semanas, mas o encontro em Stamford Bridge também mostrou que ainda há aspectos a melhorar. Os londrinos realizaram um excelente início de jogo, que foi coroado com um golo de Didier Drogba aos 12 minutos, mas a Juve conseguiu equilibrar e esteve perto de alcançar o empate. "A Juventus jogou muito bem na primeira mão", afirmou Ballack, após rejeitar críticas sobre a forma física da formação inglesa. "Depois de estarem em desvantagem, os italianos tiveram de arriscar e subiram no terreno. Fomos obrigados a defender, o que é normal, pois estávamos a defrontar uma boa equipa".
"Personalidade"
"Podemos jogar melhor do que na primeira mão e acredito que isso vai acontecer, pois nos últimos jogos estivemos em bom nível e mostrámos uma grande personalidade, com aconteceu no encontro com o Wigan [Athletic FC], onde estivemos a perder, mas conseguimos dar a volta ao resultado", continuou o alemão de 32 anos. "Não é fácil quando se disputa a primeira mão em casa, pois nunca se sabe o que é um bom resultado - 1-0, 2-0? Será que é preciso marcar mais um golo? O adversário ataca mais quando está em desvantagem, pois isso teremos de ser cautelosos. Estamos satisfeitos por não termos sofrido golos. Foi um bom resultado, mas só agora iremos ver se foi suficiente".
Experiência importante
Ballack já disputou 76 jogos na UEFA Champions League e por isso é um dos responsáveis pela implementação em campo das instruções de Hiddink, isto apesar de considerar que a responsabilidade pode ser partilhada por todos os jogadores do Chelsea. "Os elementos mais experientes têm a obrigação de dar o exemplo, mas os jovens também têm um papel importante, temos um bom equilíbrio na nossa equipa", explicou o médio. "Nas últimas épocas tivemos um bom rendimento nesta competição pelo que, este ano, o objectivo mínimo é voltar a marcar presença na final".